1reproducaoestadodeminas Não sou bandido. Cometi um erro. Grave? Grave... Bruno minimiza a morte de Eliza Samudio. E ainda ganha aplausos e pedidos de selfies da população de Varginha. Mas pode voltar para a cadeia até o final do ano...
Bruno não usa a palavra arrependimento.

Desde que conseguiu um habeas corpus e saiu da prisão, apesar de condenado a 22 anos e três meses por sequestro, assassinato e ocultação de cadáver de Eliza Samúdio, o goleiro evitando essa palavra a todo custo.

Nas entrevistas que deu fez questão de evitar.

Como na que cedeu hoje à ESPN.

Ele foi enfático em outra direção.

"Não sou bandido.

Cometi um erro.

Grave?

Grave..."

Minimiza de forma cruel a morte de Eliza Samúdio.

Mas pede uma chance de recomeço para quem o censura.

"Dói, machuca e eu estou acostumado a lidar com a pressão. Se eu não suportar, posso pegar minhas coisas e ir embora. A pessoa que sai do mundo onde eu estava (prisão) e pede oportunidade é para não se tornar bandido. Não sou bandido. Cometi um erro. Grave? Grave.

"Foi um choque para o Brasil inteiro, mas eu peço uma oportunidade de recomeçar a vida. Quando um pedreiro ou motorista saem, eles vão voltar para isso. A única coisa que eu sei fazer na vida é jogar futebol, por isso, não posso largar meu sonho. Peço oportunidade para as pessoas reverem, não vou parar, vou dar sequência à minha carreira, cara, eu vou, tenho coragem, o pior da minha eu passei.”

Sobre arrependimento, faz questão de falar de forma genérica.

“Cara, o que passou, passou. Você tem que se arrepender das coisas do passado e se tornar uma pessoa melhor. Não é porque você está no fundo do poço que tem que ficar lá, não. Se tem pessoas estendendo a mão para subir, você tem que subir. Mas como cumprir uma pena se eu era um preso provisório? Eu penso assim, da mesma forma que a justiça foi feita contra mim, uma hora tem que ser feita a meu favor, também”. (...) É uma mancha que vou carregar para o resto da minha vida”. (...) Pedi perdão a Deus, tive momento único com Deus”.

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Sobre sua estranha postura fria, não nega.

Pelo contrário, enfatiza.

Se defende usando a posição que atua.

"O goleiro, na minha profissão, é uma pessoa centrada, tem que ser frio. Vou citar o caso de Edmundo, passou a carreira toda tentando superar, não sou a pessoa mais capacitade para julgar. É um cara que pego como exemplo. Dentro do estádio, vou ouvir muitas coisas? Vou. Não estou comparando caso e caso. Não existe pecadinho e pecadão. Tudo é pecado."

Repassa a culpa.

Não quer assumir de jeito algum ter planejado a morte de Eliza.

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"No mundo obscuro que eu me encontrava, pessoas tentaram enterrar o meu sonho num erro que talvez eu tenha cometido ou não. Teve uma época na minha vida que eu joguei a toalha, mas pessoas que estavam próximas de mim, como a minha esposa, a Ingrid, nunca concordou com isso. Ela me manteve de pé. Não é por fama, dinheiro, isso é o menos visado nesse momento. É por mim, mesmo. Da onde eu saí para chegar onde cheguei, não é fácil. Erros acontecem na vida, principalmente quando você está perto de pessoas em que o dinheiro e a fama te cegam."

Bruno está cada vez mais confiante.

Acredita que seja questão de tempo pararem os questionamentos.

Sua esperança nasce no que tem acontecido após os treinos em Varginha.

Torcedores têm feito até fila para cumprimentá-lo.

E tirar muitas selfies.

Chega a ser assustador.

Pais fazem questão que fotografe com seus filhos.

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A diretoria do Boa Esporte se anima.

Tem certeza que a visibilidade atrairá novos patrocinadores.

Enquanto isso, a prefeitura de Varginha estuda se afastar do clube.

O que seria caótico.

A prefeitura paga R$ 300 mil anuais, banca contas de água, luz e manutenção. Além de oferecer alojamento para jogadores. Cede profissionais da área da saúde e até ônibus para organizadas.

A decisão ficará por conta do prefeito Antônio Silva.

Ele voltará de férias no final do mês.

Bruno segue firme em se aproximar dos companheiros de time.

Estará hoje no estádio de Varginha.

A equipe enfrentará o Araxá pelo Módulo ll do Campeonato Mineiro.

Segunda Divisão.

"Com certeza. Vou estar lá passando toda energia positiva, precisamos de ganhar jogando em casa. Até mesmo uma experiência para rapaziada para ganhar os três pontos."

Ele tem treinado forte.

E poderá voltar a jogar até antes dos 40 dias previstos.

Enquanto isso, cresce a certeza.

O recurso que mantém Bruno fora da cadeia será julgado em 2017.

A pressão da imprensa é imensa.

E não haverá meio termo.

Ou será inocentado.

Ou voltará para a cadeia.

Ele finge não saber.

E age como se nunca mais fosse voltar para atrás das grades...
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