523 Não precisou de drone. Instinto de Renato Gaúcho deu a vantagem para o Grêmio
Não foram as observações do drone, mas o instinto de Renato Gaúcho. A primeira partida da decisão da Libertadores entrava nos seus momentos mais tensos. O 0 a 0 não queria sair do placar. Até que Edílson levantou a bola na área com perfeição. Jael, que entrou no lugar de Lucas Barrios, subiu e serviu com perfeição de cabeça. A bola chegou onde deveria. Para o versátil Cícero, que havia substituído Jaílson.

Ainda houve um pênalti não marcado de Alejandro Silva em Jael, no último lance da partida. O acovardado árbitro chileno Júlio Bascuñan não quis marcar a penalidade clara. Um vexame.

E o jogador que Renato Gaúcho resgatou do São Paulo, brigado, afastado, abandonado tocou com convicção, na saída de Andrada. 1 a 0, Grêmio, contra o aguerrido Lanús. Gol importantíssimo, que garante a vantagem gaúcha na Argentina. Basta o empate para a garantia do tricampeonato da Libertadores. O treinador recomendou sua contratação sabendo que ele não poderia atuar no Brasileiro. Só na Libertadores.

Renato Gaúcho foi fundamental nesta vitória gremista.

"Você não sabe se chora, comemora, a família toda aí vendo. Vim para cá com contrato de risco, mas sabia de meu potencial. Não duvidava de mim mesmo. No primeiro tempo, vi que o jogo estava difícil. Pensei que não tinha vindo aqui de passagem. Tenho 14 anos de carreira. Nunca tive problema em lugar algum. Mas Deus sabe o que faz. O Renato apostou em mim. Mostrou sua confiança. E pude dar a minha retribuição hoje. Estou muito feliz", comemorava Cícero.

A primeira parte da decisão da Libertadores da América de 2017 foi exatamente como se esperava. Uma guerra em campo. O Lanús é uma equipe competente, organizada com competência por Jorge Almirón. E muito experiente. Com média de 29,5 anos. Entrou na arena gremista sabendo toda a pressão que enfrentaria.

O Grêmio também tem todos esses atributos. Mas no primeiro tempo sentiu demais a pressão de ter de fazer o resultado. Os jogadores entraram nervosos, tensos, irritados. E perderam a concentração diante das duas linhas de cinco jogadores, que travavam a intermediária e protegiam com eficiência as investidas gaúchas. Além de marcar forte, os argentinos sabiam provocar, deixar os nervos gremistas ainda mais a flor da pele.

 Não precisou de drone. Instinto de Renato Gaúcho deu a vantagem para o Grêmio

O Lanús tinha como objetivo diminuir o ritmo do jogo, enquanto a bola estava no seu campo. Mas quando tinha a chance de contragolpear, o time descia em bloco. E sabia muito bem o que fazia. As duas melhores chances de gols nos primeiros 45 minutos foram argentinas. A primeira foi em uma ótima troca de bola na entrada da área gremista. Martínez acertou um chute fortíssimo, cruzado. E Marcelo Grohe fez uma ótima defesa, aos 33 minutos.

Mas a espetacular intervenção de Grohe veio dois minutos depois. Na cobrança de escanteio, Braghieri cabeceou livre. Seu corpo voou na grande área, o que deu impulso fortíssimo para a cabeçada no chão. O goleiro gremista conseguiu espalmar a bola em um reflexo sensacional.

O intervalo chegou com muita preocupação para os torcedores gremistas.

Mas Renato Gaúcho conseguiu acalmar seus jogadores. O Grêmio voltou muito melhor. Tocando a bola com mais consciência. Seguir com a briga, com a guerra entre os jogadores, não levaria a nada. Com a bola no chão, subindo os laterais, Luan participando mais do jogo, quem passou a ficar inconfortável era o time argentino. O Grêmio marcava com personalidade a saída de bola do Lanús. Empurrado por sua apaixonada torcida, a partida se tornou incômoda, ruim para o Lanús.

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Mas o tempo passava e o Grêmio não conseguia se livrar do 0 a 0. Renato Gaúcho sentiu que precisava mexer. Já havia tirado Fernandinho, que foi muito mal. Colocou Everton, muito mais objetivo. Aos 26 minutos, sua aposta mais arriscada. Tirou Jaílson e colocou Cícero. O jogador que estava afastado no São Paulo e que havia feito apenas três partidas pelo Grêmio. E três minutos depois, Lucas Barrios foi embora para entrada de Jael.

E os jogadores que entraram decidiram a partida. Edílson encontrou Jael, a referência na área. A ajeitada de cabeça foi perfeita para o toque de Cícero para as redes. 1 a 0, aos 37 minutos. O gol mudou toda a perspectiva da decisão na Argentina.

O Grêmio seguiu pressionando, imprensando o Lanús na defesa. Foi indecente a arbitragem do chileno Júlio Bascuñan. Sem coragem para enfrentar os atletas, ele permitiu inúmeros bate-bocas, troca de empurrões, ameaças. Péssima escolha da Conmebol.

Tanto que no último lance da partida, não marcou pênalti claro de Alejandro Silva em Jael. Lance que aconteceu diante de Bascuñan. Os brasileiros foram prejudicados. Poderiam ter vencido por 2 a 0.

"Eu lamento muito. Como é que o juiz não dá um pênalti desses? Fica a impressão que o futebol na América do Sul não é decidido dentro do campo", desabafava, Cícero.

Mas, dentro das circunstâncias, o resultado foi ótimo para o Grêmio. Os gaúchos só precisam de um empate na Argentina, na próxima quarta-feira. Não será nada fácil. Mas o primeiro passo para o tricampeonato da Libertadores acabou sendo dado.

E a vitória nasceu no instinto de Renato Gaúcho.

Sem drone...
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