223 Não há perdão para qualquer jogador que ouse chamar o Cruzeiro de merda. Riascos não tem mais o direito de vestir a gloriosa camisa celeste. A diretoria que respeite a história do clube. E seus milhões de torcedores...
Era a oitava derrota do Cruzeiro. O time de Paulo Bento outra vez fracassava. Desta vez para o inconstante Fluminense. O clube mineiro ocupa a vergonhosa 18ª posição no Brasileiro. O repórter da rádio Itatiaia quis ouvir a palavra do atacante colombiano Riascos.

O jogador vivido, de 30 anos, não titubeou.

"Não está normal, não estou feliz por tudo isso que está acontecendo. Temos que procurar uma solução, não podem tirar minha felicidade para vir jogar nesta merda aqui."

Falou com todas as letras.

Não deixou dúvida alguma sobre a situação.

O jogador quando falou 'não podem tirar a minha felicidade' ele estava se referindo ao período que passou emprestado ao Vasco da Gama, em 2015. Sua integração foi excelente no clube carioca. Foi um dos únicos jogadores a se salvarem do rebaixamento vascaíno. Ele marcou 17 gols em 49 partidas.

Desejava ficar no Rio de Janeiro, mas a diretoria cruzeirense foi intransigente. Afinal, deu um contrato de três anos ao atacante, quando o trouxe do Monarcas Morelia, do México. A princípio, seu contrato termina no final de 2017. O colombiano teve de obedecer o clube que comprou seus direitos.

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Só que, assim como na sua chegada, o desempenho foi abaixo do esperado. Assim também como o do Cruzeiro. Riascos estava profundamente arrependido por ter voltado. O colombiano era feliz no Rio de Janeiro e sabia disso. Havia recuperado o bom futebol, o respeito. Não queria sair.

As lembranças não eram boas. Fora titular apenas três vezes em Belo Horizonte. Mas seu retorno foi exigência da diretoria. O Vasco não tinha dinheiro para comprá-lo e queria novo empréstimo.

A promessa da diretoria cruzeirense era que seria formado um time competitivo, vencedor. A princípio, seria Mano Menezes quem comandaria a equipe. Só que ele acabou seduzido por um salário de R$ 2 milhões e foi para a China. Fez mais. Convenceu o presidente Gilvan Tavares que Deivid seria o comandante ideal para a reformulação.

O jovem treinador sucumbiu, com a equipe jogando muito mal. Não conseguiu sequer chegar à decisão do Campeonato Mineiro. Depois das recusas de Jorginho, Marcelo Oliveira e Ricardo Gomes, o português Paulo Bento assumiu o time.

Os resultados seguem pífios. Vexatórios. O Cruzeiro, que tinha sonhos de voltar a conquistar o Brasileiro, neste último ano de Tavares como presidente, está frequentando a zona do rebaixamento. Só Coritiba e América Mineiro conseguiram ser pior que a equipe celeste.

A cobrança da imprensa mineira é forte. Da torcida. O time segue muito mal. Como contra o Fluminense, na derrota de ontem por 2 a 0. Riascos, se tornou reserva. Viu Rafael Sóbis e Ábila chegarem e se tornarem titulares. E o time seguiu mal.

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Repórteres mineiros perceberam sua insatisfação há tempos. Assim como o Vasco, que tentava outra vez sua contratação.

Esse é o quadro, ruim para o jogador.

Mas nem Riascos nem ninguém teria o direito de desprezar o Cruzeiro como o colombiano fez. Por mais que estivesse nervoso. Chamar um clube tão importante, com tantas conquistas, de 'merda' é não ter respeito a nada e ninguém.

Desprezou a instituição, os dirigentes, a torcida, os companheiros de time. Mostrou que está forçado pelo contrato a atuar com camisa azul.

"Diante de todos os acontecimentos, vimos uma declaração extremamente infeliz e inaceitável por parte de nosso atleta Riascos, ofendendo a instituição e sua história. Não é esse o tipo de conduta que a gente precisa esperar de atletas profissionais de futebol, que têm as condições de trabalho que o Cruzeiro oferece.

"Um clube que cumpre todos os compromissos e fez um grande investimento na contratação desse atleta. Diante desta postura, não aceitamos a participação de um atleta com essa conduta. A partir de agora, ele está fora da delegação do Cruzeiro e passa a ser um problema administrativo e jurídico.

"Desde agora, o Cruzeiro vai até o final para que ele pague da forma legal prevista e da forma mais dura possível pelo comportamento que ele teve. Nós não vamos admitir de forma alguma que qualquer atleta tenha esse tipo de comportamento com a instituição. O Riascos está fora e vai ver o lado mais duro da direção do Cruzeiro."

A resposta, firme, como deveria ser, veio do diretor de futebol Thiago Scuro. Falou em nome do presidente Gilvan. O Cruzeiro não quer apenas afastar o colombiano. Mas processá-lo. Fazer com que pague por sua rescisão de contrato. Pelo rompimento unilateral do compromisso.

Seria algo marcante. Até obrigatório diante da postura absurda. Qualquer clube do planeta passa por fases ruins. Normal atletas desejarem sair. Mas não dessa maneira abjeta.

Riascos percebeu o que fez. E tenta, desesperado, desmentir o óbvio.

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"Sobre minhas declarações para a Rádio Itatiaia após a partida contra o Fluminense, gostaria de esclarecer o seguinte:
Em nenhum momento tive a intenção de atingir a instituição ou meus companheiros de time. Na verdade eu fiz referência à minha situação dentro da equipe.

Não venho conseguindo ter uma sequência. Tenho entrado faltando pouco tempo nos jogos. Vejo a equipe com dificuldades para conseguir os resultados e não consigo dar minha contribuição.

É claro que não me sinto feliz com isso, mas admito que não deveria ter me expressado dessa maneira, ainda no calor da partida.

Peço desculpas à imensa torcida cruzeirense e aos meus companheiros de clube que possam ter se sentido ofendidos com minhas declarações."

Se ele não queria ofender, por quê pede desculpas? Está claro que tenta negar o óbvio. Foi além de qualquer limite.

Uma declaração dessas contribuiu para deixar o clima na Toca da Raposa perto do insuportável. O trabalho do ex-treinador da Seleção Portuguesa é pífio, cada vez pior. A hora seria de união, juntar forças. Não o próprio jogador humilhar o clube.

A hora é de o Cruzeiro mostrar sua grandeza.

Não pode perdoar, se sujeitar a humilhação imposta por Riascos.

Ninguém tem o direito de ofender um clube com tanta história.

E que orgulha o futebol brasileiro.

O rompimento definitivo é a única saída.

Ele não tem mais o direito de vestir a camisa azul.

Colocar o distintivo sobre o peito.

E representar o grande Cruzeiro Esporte Clube...
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