236 Não há mais lógica na proteção de Bauza a Centurión. Doença da noiva, falta de adaptação, seja o que for. A titularidade do argentino já incomoda os companheiros no São Paulo. Seu desempenho é fraco demais...
Ser argentino, presente de R$ 12 milhões do diretor de marketing ou superprotegido por causa da noiva doente? Essa é a dúvida que domina o Morumbi. Conselheiros e até mesmo membros da diretoria não entendem. Centurión segue sendo o maior caso de injustiça no fraquíssimo trabalho de Edgardo Bauza no São Paulo.

Seja qual for a resposta, ele não merece ser titular do time.

"Eu queria muito jogar. Mas senti que o treinador tinha suas preferências. Não adiantava ser reserva na Libertadores. Eu queria estar em campo. Por isso preferi vir para o Vitória. Agora estou feliz. Tenho certeza que aqui confiam no meu futebol."

Essas as declarações e os recados cifrados dados por Kieza ao desembarcar em Salvador. Abraçado por dezenas de torcedores empolgados com sua presença, parecia outra pessoa. Não o homem ressentido, deprimido que andava cabisbaixo no Morumbi. E que teve a coragem de abandonar a concentração contra o Palmeiras. E decidir não viajar para enfrentar o Trujillanos na Venezuela.

A proteção que Bauza dispensa a Centurión foi um dos motivos da saída de Kieza.

O jogador vive um drama pessoal. Todos os repórteres que frequentam o CCT da Barra Funda sabem. Já foi publicado. Sua noiva está com câncer. E vive na Argentina. Os companheiros de time convivem com esse drama desde o meio do ano passado, quando a doença foi revelada.

Centurión tem apenas 23 anos. E é uma pessoa muito reservada, fechada. O vazamento da situação o deixou constrangido. A princípio, ele recebia apoio dos torcedores. Só que a situação se prolonga. As mensagens de apoio, viraram sugestões de pedido de afastamento. De licença. Pedidos que vá para a Argentina e fique lá até resolver a questão.

Como infelizmente a questão não é tão simples, Centurión prefere seguir trabalhando em São Paulo. Com O problema é que está jogando cada vez pior. Mesmo tendo a sequência de jogos que tanto desejava. Seu futebol contra o Trujillanos foi outra vez péssimo. Errou passes, cruzamentos, chutes. Não fez nada de produtivo. É gritante que precisa ir para a reserva.

Conselheiros têm ficado irritado com o diretor de marketing Vinicius Pinotti. E o cobrado porque resolveu dar o que chamam de 'presente de grego' ao São Paulo. Pinotti explica que foi procurado pelo ex-presidente Carlos Miguel Aidar e ele pediu dinheiro emprestado para contratar um atacante.

"Não fui eu quem escolheu o Centurión. Nem o conhecia", repete Vinicius.

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O empréstimo de R$ 12 milhões resultou na simpatia de Aidar. Ele logo chamou o milionário para ser seu assessor. E depois deu o cargo de diretor de marketing. Onde está até hoje.

Mesmo membros da diretoria não acham certo essa relação. Um torcedor não pode ganhar o comando do marketing só porque emprestou dinheiro ao São Paulo.

Essa ligação entre diretor e jogador não é vista com bons olhos por outros jogadores. Muito pelo contrário. Ainda mais quando o atleta comprado está muito mal tecnicamente e não deixa o time. Segue titular independente do seu fraco desempenho. Kieza era um dos atletas que se sentia prejudicado por esta proteção a Centurión. Daí ter preferido ir para o Vitória.

Ninguém tem coragem de verbalizar essa estranha situação.

Assim como da noiva. Centurión tem entrado até nas redes sociais. E pedido para que os são paulinos não relacionem uma situação com a outra. Seu péssimo futebol com a doença. Mas não tem conseguido. E segue cada vez mais aborrecido.

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Bauza também não aceita que ninguém o questiona. Ele não abre mão da prerrogativa de escalar quem ele quiser. Centurión era uma grande promessa do futebol argentino. Mas não consegue repetir no São Paulo o que fazia no Racing.

Os dois conversam em espanhol durante os treinos. Bauza sempre dá muito apoio ao atacante. É inegável que o fato de serem argentinos os aproxima. E também provoca certo ciúme.

A questão está longe de uma solução.

Com a ida de Kieza para o Vitória, tudo piorou.

O treinador tem apenas dois atacantes que atuam nas beiradas.

Já que Calleri fica mais centralizado.

Ou Centurión ou Rogério.

Bauza não gosta do futebol do Neymar do Nordeste.

516 Não há mais lógica na proteção de Bauza a Centurión. Doença da noiva, falta de adaptação, seja o que for. A titularidade do argentino já incomoda os companheiros no São Paulo. Seu desempenho é fraco demais...

Toda partida que entra, o treinador o cobra muito.

Por sua instabilidade.

Faz uma jogada boa e três péssimas, em média.

Rogério quer ter uma sequência para se firmar.

A chance, por exemplo, que Centurión tem.

Mas o treinador não se anima.

Este é um ponto importante neste fraco São Paulo.

Dono do pior início de Libertadores de sua história.

Seja qual for o motivo.

Ter um jogador protegido como titular sabota o ambiente.

Ainda mais sendo o pior da equipe.

São 139 dias sem marcar um gol sequer.

Para complicar toda a situação, o técnico não admite interferência.

Dirigente algum pode questionar o time que escala para jogar.

A situação está no seu limite.

Ou Centurión vai para a reserva ou o comando de Bauza será questionado.

A injustiça ficou insuportável.

Que o atacante tenha a melhor sorte do mundo.

Que sua noiva se recupere.

Os dois casem e tenham dez filhos saudáveis.

Essa é uma parte da história.

A outra é o seu péssimo futebol.

Bauza precisa ser justo consigo mesmo.

E com o São Paulo Futebol Clube.

Não há mais lógica em blindar o pior jogador do time...
235 Não há mais lógica na proteção de Bauza a Centurión. Doença da noiva, falta de adaptação, seja o que for. A titularidade do argentino já incomoda os companheiros no São Paulo. Seu desempenho é fraco demais...

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