138 Não adianta tentar apontar a corrupção inglesa. Foi a eterna arrogância que fez Anderson Silva perder para Michael Bisping, em Londres. Mais um vexame que o brasileiro fez questão de passar...
"Brasil, não tem como vencer, eles tiram, vocês viram. É isso, missão cumprida, às vezes, não. É que nem no Brasil, corrupção total."

Essas foram as constrangedoras palavras de Anderson Silva. Essa declaração foi o ponto final de mais uma jornada lamentável. O retorno do melhor lutador de todos os tempos ao UFC acabou frustrante. Em todos os sentidos. Perdeu de maneira unânime, saiu vaiado pela falta de fair play e outra vez decepcionou o mundo da luta.

Aos 40 anos, agiu como um menino mimado. Tinha pela frente um adversário mais frágil, sem tantos recursos técnicos, previsível. Michael Bisping, cipriota, naturalizado inglês. Aos 37 anos, Bisping só tinha como vantagem a torcida londrina. Dentro do octógono, o brasileiro era muito mais versátil. Taekwondo e Muay Thai são devastadores. O jiu-jitsu também, nem se compara. Sua velocidade o faz melhor mesmo na especialidade do rival, o boxe.

As chances de Bisping seriam remotas.

Desde que Anderson Silva lutasse a sério.

Mas não foi o caso.

Há pessoas que fazem questão de não aprender. Quando se deixa dominar pelo ego. E seu dom para uma atividade é tanto que acaba menosprezando os demais. E acaba se tornando seu maior inimigo.

Outra vez Anderson Silva perdeu para Anderson Silva.

Só Dana White, que escolheu o britânico, sabia mais do que o brasileiro. Michael Bisping era o adversário ideal para o retorno de uma das maiores estrelas do MMA. Serviria como escada para o seu retorno depois de terem sido detectados no seu organismo dois tipos de esteroides anabolizantes e ansiolíticos.

A previsível vitória em Londres, coração do Reino Unido, serviria para recolocar o brasileiro no caminho da disputa do cinturão.

Mas Anderson caiu na sua velha armadilha. A prepotência. Ele entrou não para lutar, mas para tentar ridicularizar seu adversário. Cometeu os mesmos erros que comprometeram sua carreira. Guarda baixa, oferecendo o rosto para os socos do rival. Provocando, brincando com o oponente. Mais interessado em mostrar que é um cruzamento de Muhammad Ali, Bruce Lee e Homem Aranha. Arrogância e desrespeito que vão contra o princípio básico das artes marciais.

 Não adianta tentar apontar a corrupção inglesa. Foi a eterna arrogância que fez Anderson Silva perder para Michael Bisping, em Londres. Mais um vexame que o brasileiro fez questão de passar...

Foi por causa desse comportamento que vive o momento mais baixo de sua carreira. Foi assim que acabou nocauteado por Chris Weidman em julho de 2013. Perdeu o título dos pesos médios. Na revanche, acabou quebrando a perna esquerda e ficando um ano fora dos octógonos. No retorno, o doping contra Nick Diaz.

Anderson quebrou toda a expectativa desde o início do combate. Nada de seriedade. Só firulas. Bisping estava muito bem orientado. Não entrou no infantil jogo psicológico do brasileiro. Foi lutando sério. Percebeu a oportunidade. E acertando principalmente cruzados de esquerda. Aos 40 anos, Anderson não tem mais a velocidade do início da carreira. Seu pêndulo é lento. Desprezou seu potencial de chutes, cotoveladas. Queria brincar. Tomou mais socos, perdeu o primeiro round.

No segundo, a mesma coisa. Apesar dos seus treinadores implorarem para ele se focar, lutar sério. Tudo ainda piorou. Bisping conseguiu acertar forte cruzado e conseguiu um knockdown. Derrubou e socou Anderson Silva. O brasileiro correu o risco de perder por nocaute. Outra round do inglês.

Chegou o terceiro. E mais bizarro. Anderson estava mais sério. Bisping tinha mais dificuldades. O combate estava equilibrado, quando caiu o protetor bucal de Michael. Ele mostrou para Anderson. Mas o brasileiro não quis nem saber. Nem pensou no fair play. Em deixar o britânico o recolocar. Atitude antidesportiva. O grande culpado foi Herb Dean. O árbitro foi omisso. Deveria ter parado o combate.

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Bisping teve uma atitude infantil. Irritado com a atitude de Anderson, mostrou o protetor caído para Herb Dean. E baixou a guarda. O brasileiro se aproveitou e deu uma joelhada voadora. E só não ganhou o combate porque o inglês foi salvo pelo gongo. Bisping só tomou a joelhada porque estava desatento.

Anderson chegou a comemorar a vitória. Subiu nas grades do octógono. Tudo o que ouviu foi vaias. Sua atitude foi condenável em todos os sentidos. Ele se aproveitou de um oponente que estava sem defesa.

Com a providencial ajuda da queda do protetor e da omissão de Herb Dean, Anderson ganhou o round.

Bisping foi um guerreiro. Voltou para a luta com o sangue jorrando no seu supercílio. E o que fez Anderson? Voltou para a grade. Ficou esperando o inglês. Apenas o queria provocar. Queria ganhar o combate no contragolpe. Durante grande parte do quarto round fez essa bobagem. Perdeu tempo demais. A ponto de deixar nas mãos dos árbitros esse assalto decisivo.

O corte no rosto de Michael Bisping estava terrível. O sangue jorrava. A ponto de o combate ter de ser paralisado pelo médico. O inglês foi liberado para seguir na luta. Anderson lutou a sério. E acertou um forte chute direto no rosto do britânico. Com muita garra, Bisping resistia. E o brasileiro acreditou que tivesse ganho o combate. Parou de atacar. Ganhou o round. Mas perdeu o combate.

 Não adianta tentar apontar a corrupção inglesa. Foi a eterna arrogância que fez Anderson Silva perder para Michael Bisping, em Londres. Mais um vexame que o brasileiro fez questão de passar...

Três a dois para o inglês.

Com toda a justiça.

A arrogância do ex-campeão continuou depois da luta.

Bisping fez um elogio rasgado ao brasileiro. "Quis essa luta a minha vida inteira por causa de vocês. Vocês me deram essa força. Eu não sei por que eu estou chorando. Respeito esse cara, é um cara gigante no MMA, mas desde que sou criança eu queria ser como esse cara. Se não fosse por você, eu não estaria aqui."

Anderson, que entende inglês, não falou uma palavra. Mostrou asco na hora de dar a sua entrevista. Limpou o sangue que Bisping deixou no microfone. E teve a coragem de dizer que perdeu para a corrupção.

Não.

Outra vez, Anderson Silva foi derrotado por sua arrogância.

Sua genialidade virou prepotência.

Não agrada e nem faz bem ao MMA.

Mesmo aos 40 anos, a maturidade passa longe.

E ele mereceu perder.

Passar pela vergonha de ser derrotado por um rival pior.

Bisping teve coração e atitude de lutador, guerreiro.

Já Anderson, apenas a prepotência.

E total falta de humildade.

Vai apagando uma carreira brilhante.

Frustrando seus fãs em nome da pose.

Decepcionante.

Como sempre, falará ao Fantástico.

Dará suas desculpas.

Que as pessoas já se cansaram de ouvir...
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