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Nacionalista, Marin não perdoa Emerson. Pode ter sido o destaque do Corinthians em 2012. Não há lugar para ele na Seleção Brasileira. Seu pecado foi ter vestido a camisa do Qatar nas Eliminatórias de 2010. Para Marin, a Seleção, como o país, é para os brasileiros. Ame-a ou deixe-a…

Postado por Cosme Rímoli em 29 de dezembro de 2012 às 13:26 em Sem categoria | 76 Comments

a14 Nacionalista, Marin não perdoa Emerson. Pode ter sido o destaque do Corinthians em 2012.  Não há lugar para ele na Seleção Brasileira. Seu pecado foi ter vestido a camisa do Qatar nas Eliminatórias de 2010. Para Marin, a Seleção, como o país, é para os brasileiros. Ame a ou deixe a... [1]
José Maria Marin se considera um nacionalista.

Foi um dos líderes paulistas da repressão política.

Não tolerava a ideia dos comunistas se infiltrando no País

Sucessor biônico (sem eleição) de Paulo Maluf.

Seu mentor o encaminhou para o governo de São Paulo.

"O Brasil para os brasileiros", era um dos lemas prediletos na ditadura.

E não mudou em 30 anos.

Tanto que abortou no nascedouro a história de dar a Seleção a Pep Guardiola.

Mesmo reconhecendo nele um dos melhores do mundo.

"Um espanhol não vai comandar o futebol [2] brasileiro.

Não comigo como presidente da CBF", disse ao vice Marco Polo del Nero.

E preferiu resgatar Luiz Felipe Scolari e Parreira.

Campeões mundiais e nacionalistas como ele.

Tanto quanto seu parceiro junto ao governo federal: o ministro Aldo Rebelo.

Diante desse quadro, Sheik já pode se preparar.

Conseguiu quase tudo que quis na vida.

Com o auxílio da sua mãe, diminuiu a idade para jogar futebol.

Em três anos.

Assim teve a chance de começar a carreira no São Paulo.

Com enorme vantagem diante dos outros meninos.

Conseguiu atuar até pela Seleção Brasileira entre os garotos.

Mudou até o seu nome.

Não bastasse esse problema, surgiu outro.

Foi processado pela justiça pela compra e venda de um carro.

O automóvel estaria envolvido com a Máfia dos Caça-Níqueis no Rio.

Nenhuma dessas confusões o impediria de jogar na Seleção.

Marin já mandou avisar que não tolera é outro pecado.

O fato de Emerson ter 'virado as costas' para o Brasil.

E haver aceito se naturalizar qatari.

Isso depois de vestir a camisa verde e amarela na juventude.

A 'traição' ficou maior ainda.

Nas eliminatórias de 2010, jogou três partidas pelo Qatar.

O país sede da Copa de 2022 costuma apelar para a naturalização de jogadores estrangeiros.

Inclusive pagando.

O meia Marcinho, ex-Flamengo e ex-Atlético Mineiro é um exemplo explícito.

Ele está lá feliz da vida.

A sua proposta foi de R$ 5,7 milhões ou dois milhões e meios de euros, em 2011.

E deverá jogar a partir de 2013 com o time qatari.

A Fifa não gosta nada dessa situação.

Prevendo isso, o Qatar desenvolveu um projeto importante.

Batizado de Aspire, o país busca jovens talentos.

Principalmente em países africanos.

Entre dez e 15 anos.

E os naturaliza.

Os prepara para jogar futebol.

Com o objetivo de fortalecer o País na Copa de 2022.

A Fifa, por enquanto está fechando os olhos para o Aspire.

Mas Marin não fechará os olhos para Sheik.

Aliás, detesta o apelido vindo exatamente do período que passou no Qatar.

O presidente nem gosta de pensar na ideia de vê-lo na Seleção.

Por mais sucesso que o corintiano tenha feito em 2012.

Sido o principal jogador na Libertadores.

E conquistado o Mundial no Japão.

O caminho está travado definitivamente.

Pouco importa que seu empresário, Reinaldo Pitta esteja consultando a Fifa.

Tentando a liberação para seu jogador atuar pelo Brasil.

Mesmo se ela vier, será desprezada.

O presidente da CBF já mandou recados.

Nem adianta consultas, pedidos, novenas.

Ao vestir a camisa do Qatar, Emerson selou seu destino.

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O irônico é que não adianta Sheik rezar pela seleção de Paulo Autuori.

Dói mais saber que o time está a um ponto do líder do grupo,o Uzbequistão.

A chance é real de classificação para a Copa aqui no Brasil.

O Qatar deixou de convocá-lo.

Assim que vazou o escândalo da sua falsificação de documentos.

Colocá-lo em campo seria arriscar perder pontos.

O Iraque quase consegue anular uma derrota para o Qatar por causa de Emerson.

Só não obteve êxito por demora na entrega dos documentos.

Desde 2010, a Federação Qatariana o riscou dos seus planos.

Só restou a Emerson sonhar com a Seleção Brasileira.

Nem adianta alimentar qualquer esperança.

Além da nacionalidade qatari e de Marin...

Há aina outros fortes obstáculos.

Os 34 anos (idade verdadeira) e a personalidade encrenqueira.

Scolari quer atletas vividos e mais jovens.

Com o gênio bem diferente de Emerson.

O atacante corintiano conseguiu tudo o que queria em 2012.

No entanto termina o ano sem a perspectiva que sonhava.

Não vestirá a camisa amarela da Seleção.

Com José Maria Marin é assim.

O Brasil para os brasileiros.

Ame-o ou deixe-o.

Emerson que se prepare.

Copa do Mundo não fará parte do seu currículo...

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