Publicado em 29/12/2012 às 13h26
Nacionalista, Marin não perdoa Emerson. Pode ter sido o destaque do Corinthians em 2012. Não há lugar para ele na Seleção Brasileira. Seu pecado foi ter vestido a camisa do Qatar nas Eliminatórias de 2010. Para Marin, a Seleção, como o país, é para os brasileiros. Ame-a ou deixe-a…

José Maria Marin se considera um nacionalista.
Foi um dos líderes paulistas da repressão política.
Não tolerava a ideia dos comunistas se infiltrando no País
Sucessor biônico (sem eleição) de Paulo Maluf.
Seu mentor o encaminhou para o governo de São Paulo.
"O Brasil para os brasileiros", era um dos lemas prediletos na ditadura.
E não mudou em 30 anos.
Tanto que abortou no nascedouro a história de dar a Seleção a Pep Guardiola.
Mesmo reconhecendo nele um dos melhores do mundo.
"Um espanhol não vai comandar o futebol brasileiro.
Não comigo como presidente da CBF", disse ao vice Marco Polo del Nero.
E preferiu resgatar Luiz Felipe Scolari e Parreira.
Campeões mundiais e nacionalistas como ele.
Tanto quanto seu parceiro junto ao governo federal: o ministro Aldo Rebelo.
Diante desse quadro, Sheik já pode se preparar.
Conseguiu quase tudo que quis na vida.
Com o auxílio da sua mãe, diminuiu a idade para jogar futebol.
Em três anos.
Assim teve a chance de começar a carreira no São Paulo.
Com enorme vantagem diante dos outros meninos.
Conseguiu atuar até pela Seleção Brasileira entre os garotos.
Mudou até o seu nome.
Não bastasse esse problema, surgiu outro.
Foi processado pela justiça pela compra e venda de um carro.
O automóvel estaria envolvido com a Máfia dos Caça-Níqueis no Rio.
Nenhuma dessas confusões o impediria de jogar na Seleção.
Marin já mandou avisar que não tolera é outro pecado.
O fato de Emerson ter 'virado as costas' para o Brasil.
E haver aceito se naturalizar qatari.
Isso depois de vestir a camisa verde e amarela na juventude.
A 'traição' ficou maior ainda.
Nas eliminatórias de 2010, jogou três partidas pelo Qatar.
O país sede da Copa de 2022 costuma apelar para a naturalização de jogadores estrangeiros.
Inclusive pagando.
O meia Marcinho, ex-Flamengo e ex-Atlético Mineiro é um exemplo explícito.
Ele está lá feliz da vida.
A sua proposta foi de R$ 5,7 milhões ou dois milhões e meios de euros, em 2011.
E deverá jogar a partir de 2013 com o time qatari.
A Fifa não gosta nada dessa situação.
Prevendo isso, o Qatar desenvolveu um projeto importante.
Batizado de Aspire, o país busca jovens talentos.
Principalmente em países africanos.
Entre dez e 15 anos.
E os naturaliza.
Os prepara para jogar futebol.
Com o objetivo de fortalecer o País na Copa de 2022.
A Fifa, por enquanto está fechando os olhos para o Aspire.
Mas Marin não fechará os olhos para Sheik.
Aliás, detesta o apelido vindo exatamente do período que passou no Qatar.
O presidente nem gosta de pensar na ideia de vê-lo na Seleção.
Por mais sucesso que o corintiano tenha feito em 2012.
Sido o principal jogador na Libertadores.
E conquistado o Mundial no Japão.
O caminho está travado definitivamente.
Pouco importa que seu empresário, Reinaldo Pitta esteja consultando a Fifa.
Tentando a liberação para seu jogador atuar pelo Brasil.
Mesmo se ela vier, será desprezada.
O presidente da CBF já mandou recados.
Nem adianta consultas, pedidos, novenas.
Ao vestir a camisa do Qatar, Emerson selou seu destino.
O irônico é que não adianta Sheik rezar pela seleção de Paulo Autuori.
Dói mais saber que o time está a um ponto do líder do grupo,o Uzbequistão.
A chance é real de classificação para a Copa aqui no Brasil.
O Qatar deixou de convocá-lo.
Assim que vazou o escândalo da sua falsificação de documentos.
Colocá-lo em campo seria arriscar perder pontos.
O Iraque quase consegue anular uma derrota para o Qatar por causa de Emerson.
Só não obteve êxito por demora na entrega dos documentos.
Desde 2010, a Federação Qatariana o riscou dos seus planos.
Só restou a Emerson sonhar com a Seleção Brasileira.
Nem adianta alimentar qualquer esperança.
Além da nacionalidade qatari e de Marin...
Há aina outros fortes obstáculos.
Os 34 anos (idade verdadeira) e a personalidade encrenqueira.
Scolari quer atletas vividos e mais jovens.
Com o gênio bem diferente de Emerson.
O atacante corintiano conseguiu tudo o que queria em 2012.
No entanto termina o ano sem a perspectiva que sonhava.
Não vestirá a camisa amarela da Seleção.
Com José Maria Marin é assim.
O Brasil para os brasileiros.
Ame-o ou deixe-o.
Emerson que se prepare.
Copa do Mundo não fará parte do seu currículo...
- Espalhe por aí:
- Imprimir:
- Envie por e-mail:












