ae1 Na festa de Haddad, vitória de Andrés. Chegou a hora de o prefeito cuidar dos R$ 490 milhões do Itaquerão, dos alvarás do novo Palestra Itália e da cobertura do Morumbi. Acordo é acordo…

1º de janeiro de 2013.

Primeiro dia do novo ano.

Dia de fé, esperança, resoluções.

E posse dos prefeitos no Brasil.

Fernando Haddad receberá a cidade de Gilberto Kassab.

Seu mentor Lula estará na posse.

Andrés Sanchez também está entre os 1.500 convidados.

Mas nem precisa estar presente.

Seu nome será um dos mais citados.

Graças a um acordo que amarrou com muita perspicácia.

Chegou a hora da cobrança para o novo prefeito.

Haddad sabe que tem um problema de R$ 490 milhões nas mãos.

De nome Itaquerão.

São R$ 420 milhões de incentivos fiscais.

E mais R$ 70 milhões de estruturas provisórias em torno do estádio.

O governador Geraldo Alckmin havia prometido não dar o dinheiro.

Depois disse que daria.

Por pressão política voltou atrás e no final do ano passado disse não novamente.

Cabe à prefeitura pagar a conta.

Haddad também terá de ajudar em entraves da nova arena do Palmeiras.

A construtora WTorre fez várias alterações no projeto original.

E cada uma delas necessita de um novo alvará.

Enfrentou a lentidão de Kassab que não queria o conflito.

Passou o entrave burocrático para o novo prefeito.

Tirone até virou as costas para o palmeirense Serra pelo acordo.

Juvenal Juvêncio também espera ação do petista.

Quer a liberação completa da cobertura do Morumbi.

Além do envolvimento oficial da prefeitura em relação ao CT de Cotia.

E do seu apoio para os monotrilhos até o estádio.

Quando perdeu o direito de sediar a abertura da Copa...

Os monotrilhos até o Morumbi deixaram de ser prioritários.

Deseja que Haddad torne questão de honra o seu uso na Copa do Mundo.

O prefeito deve esses favores aos clubes paulistanos.

Andrés Sanchez conseguiu o começou a apoiar quando estava desacreditado.

Mal tinha 3% da intenção de votos dos paulistanos.

Andrés se envolveu na candidatura a mando de Lula, seu grande amigo.

O ex-presidente da Nação sabia da importância do futebol na eleição paulistana.

Itaquerão, novo Palestra Itália e a cobertura do Morumbi.

Eram as iscas perfeitas para corintianos, palmeirenses e são-paulinos.

Não por acaso que Andrés levou Tirone e Juvenal para o apoio público a Haddad.

Foi o seu grande ato político.

Levou o apoio explícito dos rivais à candidatura.

As fotos ganharam portais, jornais.

Virou assunto para a tevê, rádio.

Foi um apoio importantíssimo.

Todavia ninguém dá a imagem de graça em uma eleição tão importante.

E agora chegou a hora da cobrança.

Será o ex-presidente corintiano que será o cobrador.

O fará porque desfruta de total intimidade com Haddad.

Tem as portas escancaradas na prefeitura.

Andrés só não virou secretário municipal de Esporte porque não quis.

Sua prioridade é outra.

O envolvimento com o Itaquerão.

Com a demissão do cargo de diretor de seleções, ele quer os holofotes do estádio.

Mostrar como uma obra sua.

Esvaziou o vice do Corinthians, Luiz Paulo Rosenberg, com esse intuito.

Deseja ficar na história como o 'pai do estádio'.

E realmente é.

O Itaquerão de 1 bilhão não existiria sem sua aliança com Lula.

E com Ricardo Teixeira.

Depois de cem anos, o Corinthians ganhou um estádio graças a Andrés.

E ele quer usá-lo como símbolo de poder.

O objetivo é atrair presidentes de clubes e federações.

Os quer do seu lado em uma dura batalha.

Destronar Marin e Marco Polo na eleição da CBF, em maio de 2014.

Astuto, Andrés se organiza até para se perder o pleito.

Usar a mesma estratégia que seguiu no Clube dos 13.

Quando perdeu uma eleição importantíssima.

A que decidiu a maneira como seriam vendidos os direitos de transmissão.

Não teve dúvidas na derrota.

Apelou para o plano B.

Convenceu os outros presidentes de clubes a abandonar o Clube dos 13.

Conseguiu implodir a entidade.

Quer fazer o mesmo, se perder a eleição para a CBF.

Confirmada a vitória de Marin e Marco Polo, anuncia outro plano B.

A formação de uma liga dos maiores clubes do futebol brasileiro.

E implodir também a CBF.

Marin e Marco Polo já estão sabendo dessa estratégia.

E começam a se preparar para a guerra.

Neste primeiro dia de 2013, o movimento é de Andrés.

Hora de Haddad cumprir sua promessa.

Garantir os R$ 490 milhões ao Itaquerão.

Até porque a Odebrecht teve de pedir dinheiro emprestado.

E exige o dinheiro para concluir o estádio da abertura da Copa.

O prefeito precisará assegurar os novos alvarás para a WTorre.

Garantir todo o auxílio municipal à cobertura do Morumbi.

Mas o acerto de contas não pode ser explícito.

Caberá ao secretário Celso Jatene anunciar as soluções dos problemas.

Homem do PTB, assumiu o cargo como um acordo político do PT.

As cúpulas corintiana, palmeirense e são-paulina estão tranquilas.

Andrés assegurou que Haddad é um homem de palavra.

E os dirigentes dos clubes não se arrependerão do apoio dado.

Chegou apenas a hora da cobrança.

Enquanto o acerto está sendo amarrado, há uma certeza.

Além do Itaquerão, esse acordo político foi grande vitória de Andrés.

Além do Corinthians, Palmeiras e São Paulo deverão muito a ele.

E Sanchez vai cobrar na hora certa.

Em abril de 2014.

Feliz Ano-novo...

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