165 Na Europa, a decepção persegue Gabigol. O fracasso na Inter. A precoce rejeição no Benfica
Lisboa...

Portugal é o 18º país em qualidade de vida, dos 50 da Europa. Alemanha, Rússia, Inglaterra, França, Itália, Espanha, Turquia, Polônia, Holanda e Bélgica são os mais ricos.

Os portugueses seguem como um dos mais pobres do continente, têm a 39ª economia. Em compensação, estão citados como o 14° em corrupção, estagnado entre os 30 países que mais se submete à ilegalidade no planeta.

Em compensação é o líder entre os europeus que pior trata os idosos. Cerca de 40,4% da população sofre com o descaso médico entre as pessoas com 60 e 84 anos. Além de mais de 11% relatou já terem sofrido ataques físicos.

Portugal segue sendo mero fornecedor de mão de obra desqualificada no continente europeu. Principalmente trabalhadores braçais, operários, pedreiros em grandes construções.

Os portugueses estão ombreados com Botsuwana como o 39º país do mundo com a maior desigualdade salarial. A classe média segue cada vez mais esmagada. Os ricos mais ricos e os pobres estão se tornando miseráveis, mostra o relatório da Direção-Geral de Estatísticas de Educação e Ciência, do próprio governo de Marcelo Rebelo de Sousa.

A taxa de desemprego já passa dos 10% na população ativa, entre 16 e 65 anos. Ou seja, cerca de 470 mil, para 4,6 milhões de empregados. Portugal tem cerca de 10,6 milhões de habitantes.

Diante deste cenário pouco estimulante, os maiores clubes portugueses, Porto, Benfica e Sporting descobriram seus papéis, como sobreviver com rivais muito mais ricos, que representam economias e sociedades muito mais poderosas, como a inglesa, alemã, francesa e, até a rival, espanhola.

Os portugueses se submetem a servirem como trampolins de atletas que saem da África e da América do Sul. Aqui, ganham experiência. E os que se destacam, vão para grandes com Bayern, Real Madrid, Manchester United, Monaco, Barcelona, PSG...

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Mas Portugal também servir de centro de reabilitação para jovens promessas que saíram de seus países e fracassaram ao chegar nos grandes clubes.

Esta política existe há décadas. Só que está mostrando um desgaste natural. Os times lusos estão cada vez mais fracos no cenário europeu. Estes são os títulos mais recentes no Velho Continente.

O Porto ganhou a Liga Europa, da temporada 2010/2011. O Benfica venceu o bicampeonato da Liga dos Campeões em 1961 e 1962 e o Sporting, a Taça das Taças na temporada 63/64.

Neste cenário nada animador, desembarca em Lisboa, Gabriel Barbosa. Ou, como gosta de ser chamado, Gabigol. Desde os 14 anos ele foi convocado para os selecionados brasileiros de base. Até jogar com 19 anos na sub-23.

No Santos, desde os nove anos, foi tratado como uma joia. Canhoto, habilidoso, artilheiro. O clube tinha a certeza de que conseguiria fazer muito dinheiro com ele. Logo foi parar nas mãos de Wagner Ribeiro, que já foi responsável por Kaká, Robinho, Neymar, Lucas e tantos outros atletas importantes. Está milionário e os fez milionários, atuando em grandes clubes.

Com Gabigol não foi diferente. Após conseguir promover um leilão com clubes da Itália, Inglaterra e Espanha, Wagner bateu o martelo para a Inter de Milão. Os italianos estavam deslumbrados. Gabriel havia conquistado o ouro olímpico e estava convocado para a Seleção principal, de Tite.

E isso com apenas 20 anos.

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Wagner Ribeiro nega, mas a imprensa e a direção da Inter fizeram a exigente torcida acreditar que estava chegando a reencarnação de Ronaldo Fenômeno. Afinal, um artilheiro que tem 'gol' no apelido deveria ser fabuloso.

Só que Gabigol logo demonstrou que havia recebido no Santos o pior tipo de tratamento possível. Ele ficou por anos mimado taticamente. Se acostumou a, canhoto, atuar estático como ponta direita, para cortar para o meio e chutar para o gol. Sem participar da marcação, na recomposição. O atacante de uma só jogada.

No fraco nível atual do futebol brasileiro, ele é rei. Só que na Europa, a situação é muito diferente. A sua inadequação foi explícita e logo acabou na reserva dos reservas.

Treinadores foram trocados, o holandês Frank de Boer, que nunca pediu sua contratação foi embora. O italiano Stefano Pioli chegou e logo foi demitido. O interino Stefano Vecchi ficou no seu lugar. Luciano Spalletti, ex-técnico da Roma, acabou contratado para esta temporada. E foi direto. Não queria Gabigol.

O jogador que só entrou em 10 partidas e marcou um mísero gol, ficou abalado. Em dezembro, ele já havia conseguido, com a ajuda de Wagner Ribeiro, barrar sua ida por empréstimo para o Las Palmas.

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Ele recebe R$ 1,1 milhão por mês na Inter. E tem contrato até 2021 anos. Gabigol tentou voltar para o útero quente de onde saiu para o futebol. Aceitava receber R$ 400 mil a menos. Só para voltar ao Santos, por R$ 700 mil mensais. O clube praiano não conseguiu parceiros para bancar este alto salário. Fora a recessão que ainda domina o país, a derrocada de Gabriel foi violenta demais.

Assim, não houve outra saída a não ser aceitar vir para o Benfica. Foi o melhor que a Inter de Milão conseguiu. O emprestou por um ano. Mas com preço estipulado. 25 milhões de euros, cerca de R$ 93 milhões. Os italianos já admitem pequeno prejuízo, já que pagaram 29,5 milhões de euros, cerca de R$ 110 milhões, há um ano e um mês.

Os dirigentes do Benfica aceitaram como um ato teatral esta fixação de preço. O clube não tem a menor condição de gastar essa centena de milhões. Nem se o desempenho fosse fabuloso. Tudo que aceitou fazer na prática foi pagar 30% dos salários do atleta, R$ 300 mil. O restante ainda fica por conta dos italianos.

O Benfica atual é um time fraco, em reestruturação. Passou vergonha no meio de semana, sendo goleado pelo Basel, ou Basileia como o clube suíço é chamado por aqui. 5 a 0 foi a segunda maior derrota da história em competições europeias.

Antes já havia sido derrotado em casa, pelo CSKA. É o lanterna do grupo 1 da Champions League, que ainda tem o Manchester United.

Não bastasse a crise provocada pelo desastre na Suíça, imagens captadas antes do jogo mostravam Gabigol e o também brasileiro Jardel trocando empurrões, se ameaçando. Um vexame. Jornalistas portugueses já dizem que o jovem atacante tem péssimo ambiente no Benfica. Não fez a menor questão de se adaptar. E falam até em devolução antecipada, no final do ano.

Até agora, ele entrou em três jogos. Não marcou um gol.

Como tem acontecido desde que foi para a Inter, Gabriel fala o menos possível. Está sem dar entrevista. Não se explica e só consolida a imagem de mimado e inadequado ao futebol europeu.

Tite já o esqueceu há tempos.

O jogador está há um ano na Europa. Está milionário, já que além do impactante salário, ele recebeu R$ 9 milhões, pelo percentual que tinha nos seus direitos.
A direção da Inter descobriu que Gabigol não tem nada de Ronaldo Fenômeno. E se arrepende por ter vencido o leilão com a Juventus e com o Leicester e Atlético de Madrid. Pelo menos eram os candidatos apontados por Wagner Ribeiro.

E a torcida do Benfica geme de saudades do atacante grego Mitroglou. Ele foi vendido ao Olympique de Marseille por 15 milhões de euros, R$ 56 milhoes.

O clube português jamais pagará R$ 93 milhões por Gabigol.

Pelo contrário, não vê a hora de devolver o brasileiro.

E quem sabe, em 2018, o atacante não volte ao útero 'materno'?

A Europa só está fazendo mal à sua carreira...
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