divulgacao02 Muricy Ramalho diz não ao Santos. Não quer passar por mercenário. Pretende descansar e espera proposta do exterior...
As pessoas que trabalham com Muricy Ramalho juram de pés juntos: ele não vai trabalhar no Santos...

Não agora.

Não nesta Libertadores.

E mais: disseram que ele está revoltado com os boatos de que abandonou o Fluminense por dinheiro.

Para ganhar mais uns tostões na Vila Belmiro.

Mesmo com o interesse do presidente Luís Álvaro...

Nem com a chance de ter Neymar e Ganso obedecendo suas ordens...

Muricy acredita que a hora é de se recolher mesmo.

Ficar sem trabalhar por um tempo.

Ele está muito desgastado emocionalmente.

Irritado.

Desde a sua negativa para a Seleção Brasileira, quando o clube não o liberou.

Nem da multa contratual.

Mas veio o título brasileiro e ele passou a ser tratado com mais respeito ainda.

Foi quando ele cobrou mais forte e publicamente a falta de estrutura do Fluminense.

As contusões dos jogadores...

O péssimo gramado das Laranjeiras...

Tudo isso o desgostou...

E foi bem usado para a sua demissão.

Só que o motivo foi a cobrança violenta que o time e ele passou a ter da nova diretoria.

Vieram jogadores como Souza e Araújo que foram desejo de Celso Barros, não dele.

Com uma visão pragmática em relação ao time, o presidente Peter Siemsen queria resultados.

Os resultados seriam lucro do alto investimento para manter o elenco muito caro.

Muricy colaborou de maneira rápida.

Disse que Belletti não seria usado, não conseguia render o que o time precisava.

E seu salário era muito alto: R$ 300 mil mensais.

O vice Alcides Antunes pertencia à ala política que foi vencida por Siemsen e Celso Barros.

Ele só foi mantido no cargo graças ao seu bom entrosamento com Muricy.

Mas essa ligação sofreu um abalo com os fracos resultados no começo do ano.

Várias notícias vazaram das Laranjeiras e a direção acreditou que Alcides estivesse por trás.

E o demitiu.

Mesmo não se dando tão bem com ele como em 2010, Muricy se sentiu traído com a demissão sumária.

E as suas reclamações quanto à prometida infraestrutura do Fluminense passaram a ser ironizadas.

Vistas como desculpas pelo fraco desempenho do time.

O técnico sentiu que não contava mais com o apoio irrestrito do presidente.

E preferiu sair logo após o Fla-Flu.

Foi liberado da multa.

A diretoria aceitou de pronto a sua decisão de sair.

Por tudo como aconteceu, o técnico não quer passar a idéia que abandonou o Fluminense para ganhar mais no Santos.

E não vai mesmo.

Não quer ser visto como mercenário.

Vai mesmo ficar parado um bom tempo.

Até passar a raiva, a decepção com tudo o que aconteceu com o Fluminense.

Ainda hoje ele classifica como seu maior erro na carreira o fato de ter ido trabalhar no Palmeiras depois da saída do São Paulo.

Ele quer um tempo para colocar a 'cabeça no lugar'.

E sonha com uma proposta do Exterior...

Mesmo tendo Neymar e Ganso ao alcance das mãos...

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