1ae25 Muricy Ramalho apalavrado com o presidente do Flamengo. Cuca entre Atlético Mineiro e São Paulo.  Leco ainda analisa Marcelo de Oliveira e Bauza. A eterna ciranda dos técnicos já começou...
Muricy Ramalho tem três propostas na mão. Flamengo, Atlético Mineiro e Internacional. Ou melhor, tinha. Se depender dos dirigentes do clube de Belo Horizonte, sua situação já está resolvida. Nos bastidores, eles já admitiram a alguns conselheiros e repórteres. Perderam a batalha. Muricy já teria dado sua palavra a Eduardo Bandeira de Mello. Basta o presidente se reeleger na Gávea e ele ficará três anos no Rio de Janeiro.

A mesma informação chegou em Porto Alegre. Os planos estão sendo revistos. E em todos os sentidos a direção tinha a convicção que o clube conseguiria uma das vagas para a Libertadores. O que não pode acontecer. Se ela escapar, o planejamento será totalmente modificado. E o investimento no futebol será muito menor. A primeira intenção não era ficar com Argel. E buscar o treinador que revolucionou o clube em 2003.

Mas a postura de Muricy Ramalho surpreendeu. Ele sabia que desde que se recuperou da diverticulite, os gaúchos queriam o técnico. Mas pediu um tempo para a analisar o mercado. Foi quando a proposta de Eduardo Bandeira de Mello chegou. Por isso o Inter ainda estuda outra solução. Talvez mais barata. Como manter Argel. Mas também há quem se atreva a pensar em Edgardo Bauza.

O plano apresentado pelo Flamengo é ousado. Muricy poderá transformar o futebol do Flamengo como ele quiser. Terá três anos para adequar o clube à modernidade. Desde as categorias de base, departamento físico, fisiologia, fisioterapia. Até a adequação do Centro de Treinamento. O clube mais popular do Brasil teria as condições que atletas como Guerrero tanto exigem.

Conselheiros da situação garantem que Muricy já aceitou. Combinou com Eduardo que não iria tornar pública sua decisão até terminar a eleição. Para não passar vergonha caso ele não consiga novo mandato. Só que o nome de um campeão da Libertadores e tetracampeão brasileiro é um trunfo muito grande. E a chapa de Bandeira de Mello fez vazar o acerto. Situação que o treinador não gostou. Mas como já empenhou sua palavra, não quer voltar atrás. Se o improvável acontecer e a oposição ganhar, há a proposta de efetivar Jaime como treinador.

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Muricy nutria uma mínima esperança de voltar ao São Paulo, depois da renúncia forçada de Carlos Miguel Aidar. Ele confiava muito na amizade que tem com o vice Ataíde Gil Guerreiro, aliado de Juvenal Juvêncio. Só que o presidente Carlos Augusto Barros e Silva bloqueou qualquer chance de retorno.

Rogério Ceni sabe muito bem desse quadro. Mas não quis saber. Impôs Muricy como um dos treinadores que estarão na sua despedida, dia 11 no Morumbi. Estará ao lado de Paulo Autuori, Renê Santana e Milton Cruz comandará os jogadores campeões mundiais pelo clube.

Pessoas ligadas a Muricy garantem que ele está muito entusiasmado. Não só pela proposta do Flamengo. Mas pela volta ao futebol. Ter o reconhecimento de três grandes equipes querendo o seu trabalho. Quer colocar em prática o que aprendeu no seu estágio no Barcelona. Tem a promessa de Bandeira de Mello que terá 'carta branca' para enfrentar as décadas de atraso do Flamengo.

Oswaldo de Oliveira soube dessa situação. E mesmo assim se submeteria a terminar o Brasileiro com o Flamengo. Dirigir a equipe pelos últimos dois jogos. Só que a direção não quis. Acreditou que ficaria 'mais ético' para Muricy assumir, se a chapa favorita for eleita. A eleição acontecerá daqui uma semana, dia 7 de dezembro.

Enquanto isso, o Atlético e o São Paulo se articulam. Cuca não deverá voltar para a China. Seu desempenho no Shandong Luneng foi pífio este ano. E o clube trocou o responsável pelo futebol. E ele já sinaliza seu descontentamento com o brasileiro. O treinador deseja voltar.

Há as sondagens dos dois lados. Primeiro Cuca tem de se acertar com os chineses. As conversas sobre o fim do relacionamento já estão acontecendo. Seu substituto pode ser Mano Menezes, do Cruzeiro. "Não há nada de oficial", avisa o técnico, hábil com as palavras. Deixou implícito a sondagem.

O Atlético Mineiro dispensou Levir Culpi porque queria investir no argentino Edgardo Bauza, bicampeão da Libertadores com LDU e San Lorenzo. A pedida foi altíssima. R$ 770 mil mensais. Foi o que teria o afastado do Flamengo. Bandeira de Mello preferiu alguém que conhece a realidade brasileira. Esta é a dúvida de Daniel Nepomuceno. E Alexandre Kalil. A opinião do ex-presidente é muito respeitada.

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Por isso ambos voltam sua atenção a Cuca, que conhece profundamente a Cidade do Galo. Foi campeão da Libertadores de 2012. E voltaria amadurecido. Com energia para montar um novo grupo. Ao lado de seu escudeiro, o preparador físico Carlinhos Neves.

Como foi informado no blog, o presidente do São Paulo, Leco, ganhou tempo. Enfrentou a ansiedade de Ataíde Gil Guerreiro. Não escolheu treinador na semana passada. Sabia que haveria muitas opções depois do brasileiro. Cuca é um técnico que o entusiasma. Assim como Bauza, que tem o aval de Juan Carlos Osório. Só que o dirigente também pensa em outro nome. E que está empregado. Marcelo Oliveira.

O treinador palmeirense pode ser dispensado caso o time fracasse na decisão da Copa do Brasil, contra o Santos. O desgaste com o presidente Paulo Nobre é enorme. Conselheiros e diretores estão profundamente decepcionados com seu confuso trabalho. A ligação umbilical de Oliveira com o Atlético Mineiro também não deve ser desprezada. Até como um retorno ao Cruzeiro, se Mano for enriquecer na China.

Neste final de 2015, o mercado está agitado. E com clubes dispensando quem não interessa antes mesmo de terminar o Brasileiro. Oswaldo de Oliveira e Levir Culpi deixaram Flamengo e Atlético Mineiro faltando dois jogos. Desmoralização desnecessária, estúpida.

Não é por acaso que o Campeonato Nacional chegou ao número recorde de trocas de comando. 32. Só o Corinthians começou e termina a disputa com Tite. Todos os demais 19 clubes mudaram seus treinadores.

Mas nenhum dirigente tem a coragem de propor a quarentena, utilizada na Inglaterra. Todo técnico apenas tem o direito de trabalhar em uma equipe durante todo o torneio nacional. Mas aí há a necessidade de convicção, competência na escolha do profissional e dos jogadores. Algo que falta para os presidentes de clubes brasileiros. Assim que o projeto trava e a pressão da imprensa e da torcida começa a crescer, apelam. E contratam novos treinadores como se fossem os 'salvadores'. Só que os nomes se repetem. São os mesmos há anos. Daí a acomodação dos 'professores'. Se aprimorarem 'para quê'?

Quem perde com essa ciranda insana é o futebol brasileiro.

Exportador para o Primeiro Mundo de pés, os jogadores.

E nunca, de cérebros, os treinadores.

Seus conhecimentos os levam, no máximo, ao Oriente Médio e a China...
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