56 Muita tensão. Mas a coragem de Renato mudou o jogo. E o Grêmio está na final do Mundial...
Foi um sofrimento.

0 a 0 nos 90 minutos de jogo.

E veio a prorrogação.

Aos quatro minutos do primeiro tempo, Cortez mal pega a bola e já cobra. Sua esperteza pega a defesa do Pachuca desarrumada. Everton domina a bola, dribla Hernández. Do lado esquerdo da intermediária, corta para o meio, dribla González. E bate fortíssimo na bola. Ela vai cruzada, indefensável para baixo goleiro Pérez. E estufa as redes. Este foi o gol salvador do Grêmio, que garantiu a vitória, 1 a 0 contra o mexicano Pachuca. Resultado que leva o time de Renato Gaúcho na final do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes.

A decisão será no sábado, às 15 horas. Muito provavelmente, diante do Real Madrid.

O time gaúcho teve coração, vibração. Mas também muito nervosismo. Não jogou bem. Mesmo assim, superou os mexicanos no preparo físico. E na coragem de Renato Gaúcho. Ele resolveu abrir o time. Trocou seu 4-5-1 inicial pelo 4-2-3-1. E superou a compactação, a intensidade do 4-4-2 do Pachuca. Mas foi um sufoco. Não tanto defensivamente. Mas para conseguir encontrar espaço na equipe muito bem montada pelo uruguaio Diego Alonso.

"Meus jogadores estavam nervosos, tínhamos que jogar futebol. É final de ano, o time está cansado. Mesmo assim, acho que superamos mais um grande adversário", dizia Renato Gaúcho, fazendo a sua obrigação, elogiando até de forma exagerada o Pachuca. Buscou dar mais moral para seus atletas na decisão do Mundial, no sábado.

79 Muita tensão. Mas a coragem de Renato mudou o jogo. E o Grêmio está na final do Mundial...

O jogo foi tenso do início ao fim. Embora contando com jogadores melhores tecnicamente, Renato sabia ter uma grande dificuldade nesta partida. Seu time não tinha o lesionado Arthur. Sem o onipresente volante, a saída de bola ficou muito ruim, previsível. E o treinador tinha seu principal medo sofrer gols de contragolpes. Passes errados na intermediária poderiam sabotar seu time. Expor sua defesa. Michel e Jaílson além de não saírem bem com a bola dominada, são piores marcadores que Arthur.

Renato não quis nem saber do favoritismo de seu time. E tratou de apelar para a compactação, intensidade. Excesso de jogadores na intermediária. Ele buscava segurança e não dar espetáculo. Tinha de vencer a semifinal nos Emirados Árabes. Não importava se seu time não atuasse de forma vistosa, tocasse a bola com talento do meio para a frente, como cansou de fazer no Brasileiro e na Libertadores. O treinador sabia que, se não sofresse gols, na prorrogação, os gremistas estariam muito mais inteiros fisicamente.

Os mexicanos haviam chegado à prorrogação contra o Casablanca, três dias atrás. Enquanto os gremistas não jogavam há 13 dias. Estavam muito mais descansados.

Além de estarem mais recuados do que o normal, os gremistas estavam muito nervosos. O Pachuca fazia o óbvio. Marcava com vigor o articulador dos ataques gaúchos. Luan não tinha espaço nem para respirar. Mal a bola chegava nele, sempre havia dois ou até três mexicanos o cercando. Ele não conseguia virar o corpo e conseguir fazer a bola chegar ao pivô Lucas Barrios. O argentino naturalizado paraguaio estava isolado à frente. Contra dois zagueiros e um volante, nada pôde fazer. Até porque movimentação nunca foi o seu forte. O atacante dependia de Luan. Mas também de Edilson e Cortez, que estavam aprisionados atrás. Não havia jogadas de linha de fundo

O nervosismo fazia os gremistas errarem passes em demais. Durante os noventa minutos, o Pachuca teve o controle da partida. Ficou com 60% de posse de bola. Só que o Grêmio marcou muito bem e só teve uma chance clara de gol. Aos 34 minutos do segundo tempo, quando Urretaviscaya cruzou e Guzman cabeceou para fora.

O Grêmio só teve também uma oportunidade para lamentar. Aos 14 minutos, Luan bateu muito bem na bola e Perez espalmou. Ela tocou na sua trave esquerda e foi para fora. No mais, os noventa minutos foram tensos, mas monótonos. Os dois times marcavam muito forte na intermediária. E de maneira escancarada, temiam sofrer o gol. E não disputar a final do Mundial.

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Aos 26 minutos do segundo tempo, Renato Gaúcho fez a alteração que mudou o panorama do jogo. Quando Everton começou a se aquecer, a perspectiva era que Fernandinho deixasse o campo. Mas, não. O técnico tirou Michel. Passou Ramiro para volante. Inverteu Fernandinho, canhoto, o fez jogar pela direita. E Everton, destro, na esquerda. A esta altura, o esforçado Jael já produzia muito mais do que Lucas Barrios.

Cortez vale um capítulo mais do que especial no jogo. Ele fez duas coberturas à forte dupla Geromel e Kannemann que evitaram dois gols. Sua noção de marcação foi excelente. Cresceu muito nas mãos de Renato Gaúcho.

E os mexicanos estavam se cansando.

Quando a partida terminou em 0 a 0, o Grêmio tinha certeza de que iria se impor. Os mexicanos não suportariam o ritmo da prorrogação. As duas horas que foram obrigados a atuar contra o Casablanca pesariam.

E foi a esperteza de Cortez, mais a habilidade, o vigor e a precisão do chute de Everton, que decidiram a partida. Depois de sofrer o gol, os mexicanos finalmente se abriram. Mas não conseguiram superar o forte sistema defensivo gaúcho.

Na raça e apelando muito para chutões, o Grêmio segurou o resultado.

E está na decisão do Mundial.

A decisão será sábado, provavelmente contra o Real Madrid.

Aí, tudo será muito, mas muito mais difícil...

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