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Misturando malícia com talento, Ronaldinho Gaúcho acabou com o São Paulo. Deu a vitória ao Atlético Mineiro na sua volta à Libertadores. E mostrou o quanto ele pode ser importante para a seleção…

Postado por Cosme Rímoli em 14 de fevereiro de 2013 às 00:59 em Sem categoria | 73 Comments

ae16 Misturando malícia com talento, Ronaldinho Gaúcho acabou com o São Paulo. Deu a vitória ao Atlético Mineiro na sua volta à Libertadores. E mostrou o quanto ele pode ser importante para a seleção... [1]

É deste Ronaldinho Gaúcho que o Brasil precisa.

Um jogador capaz de desequilibrar um clássico como ontem.

Transformar a idade em inteligência, malícia, esperteza.

Ser fundamental com duas assistências fabulosas.

Dar a vitória ao Atlético Mineiro contra o São Paulo pela Libertadores.

Desprezando a marcação de Wellington, excelente volante.

Com dez anos a menos que o ídolo.

Graças à sua vontade de fazer história em Belo Horizonte...

E por querer disputar a Copa do Mundo, Ronaldinho se redescobriu.

Viu que as farras dignas de Calígula podem ficar para depois da carreira.

Não repetiu a estupidez que fazia nos tempos do Flamengo, no tentador Rio.

E foi o que Cuca precisava.

Conseguiu ter fôlego para ser o maestro na empolgante vitória.

Foi o homem de confiança que articulou os ataques.

E, principalmente, os contragolpes.

Era dos seus pés que a bola chegava com precisão para o velocista e injustiçado Bernard.

A vitória atleticana dependia da sua vitória individual contra Wellington.

Usasse as armas que fosse.

Como uma inédita, inesperada.

Aos 13 minutos, ele foi 'lavar a boca' com a água de Rogério Ceni.

O goleiro são-paulino tem sempre uma garrafa com água para tomar durante a partida.

Ou simplesmente lavar o rosto, suado.

Parecia um pedido inocente.

Mas, na verdade, Ronaldinho foi traiçoeiro.

Ele 'lavou a boca' e ficou perto da trave do time paulista.

Absurdamente avançado, estaria totalmente fora do jogo.

Por isso, Welligton não se preocupava.

Só havia uma jogada que Ronaldinho poderia participar da partida.

Na cobrança de lateral não tem impedimento.

E foi o que Marcos Rocha fez, cobrou lateral para o jogador atleticano.

Absolutamente livre e em posição legal, ele invadiu a área.

Serviu Jô com todo carinho e talento.

1 a 0 Atlético Mineiro.

O gol que nasceu da genialidade de Ronaldinho mexeu com os nervos são paulinos.

Eles entraram preparados, treinados para qualquer situação.

"Havíamos combinado que o erro seria zero aqui no Independência", revela Ceni.

"Mas erramos, pagamos por isso."

O Atlético Mineiro sair na frente no jogo era fundamental.

Só assim o time teve mais tranquilidade.

Os mais de 18 mil torcedores transformaram o Independência em um caldeirão infernal.

Os jogadores não ouviam os próprios pensamentos.

Ney Franco tentou surpreender organizando uma marcação adiantada.

Na saída de bola atleticana.

Nada de ficar atrás só se defendendo.

Cuca também tratou de fazer a mesma coisa.

Os esquemas táticos 'batiam', pareciam um espelho do outro.

Assim, havia um grande buraco no meio de campo.

Com as duas defesas acossadas, dá-lhe chutões, lançamentos longos.

O ritmo da partida foi alucinante.

Com Ganso sentado no banco, Jadson era o articulador.

Mas ele também tinha um perseguidor: Pierre.

O volante atleticano foi muito bem.

A bola quase não chegou limpa para Douglas e Oswaldo abertos pelas pontas.

Dependente, Luis Fabiano foi uma figura decorativa no primeiro tempo.

Do lado do Atlético, Tardelli mostrou sua identidade com o time.

Mesmo sentindo a diferença do ritmo do futebol [2] brasileiro com o catariano.

Conseguiu abrir espaços na zaga são-paulina.

Bernard foi o desafogo dos mineiros.

Habilidoso, driblador e veloz, rasgou várias vezes a defesa paulista.

Enlouqueceu Lúcio e Rhodolfo.

Jô conseguiu fazer não só o primeiro gol, mas foi excelente como pivô.

Tudo isso regido por Ronaldinho Gaúcho.

Ele flutuava pela intermediária, sem lugar fixo, para se livrar da marcação.

No segundo tempo, aconteceu o que Ney Franco previa.

O time mineiro formado com muitos jogadores com mais de 30 anos se cansou.

E o São Paulo melhorou.

Começou a atacar usando a velocidade e o espaço oferecido no meio de campo.

Aloísio entrou no lugar de Paulo Miranda.

A bola já chegava em Luis Fabiano.

E ele obrigou Victor a uma defesa sensacional.

O clima estava tenso no Independência.

Parecia questão de tempo para o São Paulo empatar.

Foi quando surgiu outra vez Ronaldinho Gaúcho.

Misturou desta vez habilidade, talento, com precisão.

Se livrou dos marcadores e serviu Rever.

O zagueiro só teve o trabalho de cabecear.

2 a 0, Ronaldinho Gaúcho.

O melhor, Atlético Mineiro 2 a 0, aos 27 minutos.

Valente, o São Paulo ainda tentou a reação.

Luis Fabiano deu bom passe para Aloísio descontar aos 37 minutos.

Aí foi a vez de o São Paulo sufocar.

E Ganso, que havia entrado no lugar de Douglas, teve a chance.

Poderia ter empatado aos 47 minutos do segundo tempo.

O lateral Marcos Rocha resolveu tirar uma bola da pequena área com o peito.

Inconsequente, o jogador acabou por servir Ganso.

Ele dominou e chutou como quis.

A bola foi fora, centímetros do canto de Victor, já batido.

Mas o destino não quis o empate.

Que seria injusto pelo que o Atlético Mineiro jogou.

Pelo que Ronaldinho Gaúcho fez em campo.

Ele foi o principal jogador em uma das partidas mais aguardadas do ano.

A Libertadores começou.

O ano se iniciou de verdade no futebol brasileiro.

E o País tem de reverenciar um dos seus únicos craques.

Ele fez feliz não só a torcida atleticana.

Mas encheu de esperanças quem quer ver a seleção brasileira bem.

Sua presença se tornou fundamental.

Mas isso é para depois.

O que vale agora é sua felicidade pela magistral noite.

A atuação que deu a vitória ao Atlético.

13 anos depois, o clube volta à Libertadores.

E começa sua caminhada feliz.

Graças a um jogador diferenciado.

Que atende pelo nome de Ronaldinho Gaúcho.

E que já foi dado como acabado.

Mas está mais vivo do que nunca...

ae23 Misturando malícia com talento, Ronaldinho Gaúcho acabou com o São Paulo. Deu a vitória ao Atlético Mineiro na sua volta à Libertadores. E mostrou o quanto ele pode ser importante para a seleção... [3]


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