118 Messi e o Barcelona boicotaram a festa da Fifa. Não quiseram bater palmas para Cristiano Ronaldo. Não importa. O português foi, com justiça, o melhor do mundo pela quarta vez...
"Gostaria que Messi e os outros jogadores do Barcelona estivessem aqui.

"Mas eles têm um jogo da Copa (do Rei) na quarta.

Entendemos perfeitamente."

Foi com ironia que Cristiano Ronaldo comemorou a escolha como melhor jogador do mundo pela Fifa. Foi a festa mais chocha desde 2001, quando a entidade passou a premiar o atleta com maior destaque. O Barcelona queria e conseguiu estragar a celebração do português.

Não houve suspense, tensão.

E muito menos o que Cristiano Ronaldo queria: Messi para aplaudi-lo.

A equipe catalã não quis reverenciar o fantástico ano de CR7. Evitou celebrar o estupendo 2016 que foi para o Real Madrid. Piquet, Iniesta, Suárez e Messi, escolhidos na seleção ideal, teriam de bater palmas ao grande rival da capital espanhola.

A esfarrapada desculpa é o confronto pelas oitavas de final da Copa do Rei. O Athetic de Bilao venceu o primeiro confronto, em Bilbao, por 2 a 1. O time de Messi terá a revanche daqui a dois dias. Tempo mais do que suficiente para se recuperarem da 'cansativa' viagem da Catalunha até Zurique. Exatos 835 quilômetros. Cerca de duas horas de voo...

A Fifa e, principalmente, Cristiano Ronaldo sabiam.

Os catalães sabotaram a farra do Real Madrid.

Foi ridícula a self que a atriz Eva Longoria fez com a seleção dos melhores jogadores do mundo. Só havia sete jogadores. Neuer, Daniel Alves, Sérgio Ramos, Marcelo, Modric, Kroos e Cristiano Ronaldo. Sete jogadores, sem os quatro do Barcelona.

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O melhor treinador de 2016 foi Claudio Ranieri pelo que fez com Leicester.

O prêmio Puskas, reservado ao gol mais bonito, ficou com o malaio Mohd Faiz Subr.

Foi outro momento constrangedor da festa.

Quando o gordo e ex-corintiano Ronaldo foi escolhido para entregar o prêmio, havia a convicção por grande parte dos brasileiros que o escolhido seria Marlone. Não foi.

A brasileira Marta teve de aplaudir a americana Carli Lloyd vencer como melhor do mundo. A brasileira que já venceu cinco vezes, sabe que está no momento descendente da carreira. Sua participação na Olimpíada já deixou claro que a explosão muscular, a velocidade, já não são as mesmas. Só habilidade não mais resolve porque o futebol feminino evoluiu taticamente. Ela acabou muitas vezes anulada.

O francês Griezmann foi o terceiro do mundo pelo que fez no Atlético de Madrid e na renovada Seleção Francesa. Mas não é um jogador que encanta. Tanto que perdeu seu lugar na seleção do planeta para Suárez.

Apesar da medalha de ouro Olimpíada, Neymar não teve grande brilho.

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A ironia é que individualmente, Messi foi melhor do que Cristiano Ronaldo. O argentino segue tendo muito melhor repertório. Só que coletivamente, fracassou. A conquista da Eurocopa por Portugal e da Champions League pelo Real Madrid levaram o prêmio até Cristiano Ronaldo. Ele segue obstinado, obcecado por aprimorar seu futebol. Seus arremates, cabeceios, dribles, explosão muscular. Ser o melhor do mundo é algo que persegue com ansiedade espantosa. Não perde a motivação, mesmo com uma fortuna estimada em R$ 800 milhões.

Ele quer aplausos.

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E em 2016 fez por merecer.

Mas não teve o de Messi, dono de cinco bolas de melhor do mundo.

A disputa vai seguir em 2017.

Com o português e o argentino brigando pelo trono.

E o mundo acompanhando o duelo.

No ano que passou, Cristiano Ronaldo foi excelente.

Mas os fracassos de Messi na Copa América Centenário, com a Argentina, e na Champions, com o Barcelona, desequilibraram a disputam. Apagaram o brilho do meia canhoto. Enquanto os triunfos de Portugal na Eurocopa, na Champions League e no Mundial, carregaram o português nas costas.

Não houve disputa.

O mundo foi, com justiça, de Cristiano Ronaldo.

Pela quarta vez.

Uma a menos que o seu eterno rival, e motivador, Messi.

"O ano de 2016 foi o melhor ano de minha carreira.

"Tinham muitas dúvidas, mas o troféu mostrou que as pessoas não são cegas."

Foi a patada final de CR7...
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