11 1024x682 Massacre do Real Madrid diante da Juventus. 4 a 1. Cristiano Ronaldo, com dois gols, foi a personificação da vitória do ataque sobre a defesa.  A 12ª conquista da Champions dos espanhóis. A Bola de Ouro de 2017 já é do português dos 600 gols...

Cristiano Ronaldo ficará marcado não só como o maior jogador da história de Portugal. Mas caminha de forma incrível para ser também do Real Madrid, o clube mais forte do futebol, em todos os tempos.. Outra vez, ele roubou a cena. E foi o personagem principal no jogo mais importante de 2017. Tornou fácil o que todo o planeta imaginava ser uma decisão equilibrada, tensa, disputada até o último minuto.

O português tornou tranquila a 12ª conquista da Champions League pelo Real Madrid.

Cristiano Ronaldo é a personificação do talento incrível dos merengues em busca dos gols. Desmontou o até então poderoso sistema defensivo da Juventus. 4 a 1 para os espanhóis foi até pouco em Cardiff. Casemiro e Asensio fizeram os outros gols.

Cristiano Ronaldo chegou ao seu 600° gol na carreira.

É o primeiro jogador a marcar em três finais da competição.

E pelo segundo ano consecutivo foi artilheiro da Champions.

O Real Madrid voltou a ser bicampeão do torneio mais importante do mundo.

A última vez que isso havia acontecido foi em 1958.

Cristiano Ronaldo já pode sorrir tranquilo.

A Bola de Ouro de 2017 será sua.

53 Massacre do Real Madrid diante da Juventus. 4 a 1. Cristiano Ronaldo, com dois gols, foi a personificação da vitória do ataque sobre a defesa.  A 12ª conquista da Champions dos espanhóis. A Bola de Ouro de 2017 já é do português dos 600 gols...

Conquistará pela quinta vez o troféu de melhor jogador do ano.

Messi já pode arrumar uma desculpa para faltar de novo à cerimônia.

E isso independente do que Cristiano Ronaldo fizer no segundo semestre.

Não importa a Copa das Confederações, o Espanhol, o início da nova Champions.

A conquista de hoje é fundamental no maior prêmio individual da Fifa.

Zinedine Zidane também merece todo destaque.

O sucesso do francês como treinador é avassalador. Em um ano e meio como técnico, ele conquistou duas vezes a Champions, um Campeonato Espanhol e um Mundial de Clubes da Fifa. Seu maior mérito está no privilégio do talento e na tática que incentiva a busca pelo gol.

Chegou hoje a 65 partidas seguidas marcando pelo menos um gol.

É recorde na história do futebol.

O mundo aguardava com toda ansiedade o confronto de hoje, no País de Gales. O Real Madrid era favorito. Mas a Juventus chegou à decisão depois de uma caminhada firme, com seu sistema defensivo com eficiência impressionante. Massimiliano Allegri acreditou apostou que a melhor fórmula para tentar parar o ataque do Real Madrid seria cravar três zagueiros, seis jogadores no meio de campo e Higuain isolado na frente. Daniel Alves estaria liberado, principalmente nos contragolpes, atuaria como ponta direita. Seria o preferencial desafogo do time. Os mortais contragolpes, em bloco, como sempre.

Na marcação, todos atrás da linha da bola e com a formação evidente de duas linhas de quatro, protegendo intermediária e a frente do gol de Buffon.

Os espanhóis, montados em um esquema aparentemente simples, 4-4-2, com variações para o 4-2-3-1 e 4-3-3, dependendo da movimentação italiana. Zidane, fiel à sua filosofia, deixava muito espaço para o improviso, para a técnica, o talento dos seus jogadores. E privilegiando, poupando Cristiano Ronaldo na frente, para sempre que a bola estivesse nos seus pés, estivesse com todo fôlego e força.

O francês buscava o ataque, mas respeitava o seu rival. A definição do sistema de cobertura quando o time perdia a bola foi muito bem montado. Casemiro, fez uma partida excelente. Assim como Kroos e Modric. Zidane sabia que a esperança de vitória italiana estava na velocidade dos contragolpes. E nas bolas paradas. O Real Madrid goleou, mas soube se defender.

Um fator pouco explorado é o preparado físico fabuloso do Real Madrid. E o clube merengue teve um cuidado especial com Cristiano Ronaldo. Sempre que foi possível, o português foi poupado para a Champions. Zidane sabia que ele seria o jogador fundamental para o sonhado bicampeonato seguido, a 12ª conquista.

2 1024x548 Massacre do Real Madrid diante da Juventus. 4 a 1. Cristiano Ronaldo, com dois gols, foi a personificação da vitória do ataque sobre a defesa.  A 12ª conquista da Champions dos espanhóis. A Bola de Ouro de 2017 já é do português dos 600 gols...

O primeiro tempo foi muito equilibrado. A Juventus surpreendeu nos primeiros minutos, tendo uma postura mais ofensiva. Adiantando o seu meio de campo. Tocava a bola e buscava as triangulações pelos lados do campo. E começava a preocupar Zidane. Só que o contra-ataque do Real Madrid também é agudo, letal. Aos 19 minutos, Kroos partiu com a bola em velocidade e tocou para Cristiano Ronaldo. Ele tocou para Carvajal. O lateral devolveu a bola ao português. Veloz, bateu seco. Houve o desvio em Bonucci e Buffon nada pôde fazer. Real Madrid 1 a 0.

A alegria durou pouco.

Os time italiano partiu decidido para o ataque. Allegri adiantou também Alex Sandro pela esquerda. Ele atuava como ponta, como Daniel Alves, na direita. Foi Alex Sandro que iniciou a jogada do gol de empate. Ele deu ótimo passe para Higuaín. O argentino tocou para o onipresente Mandzukic. Ele dominou a bola de costas e marcou de puxada, golaço. 1 a 1, aos 26 minutos.

A partir do empate, a Juventus foi mais cautelosa, se fechou mais no meio de campo. Diminuiu o ritmo do jogo. O Real Madrid também passou a ter mais cautela. Era impossível prever a goleada espanhola.

O time espanhol voltou mais ofensivo, mais confiante. Com seus jogadores também atacando em bloco. Marcando a saída de bola italiana. A Juventus, pelo contrário, buscava os contragolpes. A pressão espanhola deu certo. Para isso, um brasileiro foi fundamental. Casemiro, que já marcava muito bem, se aventurava no ataque. E aos 15 minutos, ele protagonizou um lance fundamental na partida. Alex Sandro afastou bola da área. Ela caiu na intermediária. Casemiro acertou um chute muito potente, a bola desviou em Khedira e Buffon, novamente foi traído. 2 a 1 Real Madrid.

O lance foi fundamental para a partida porque os italianos não poderiam apenas contragolpear. A Juventus estava atordoada, pensando em atacar, quando Cristiano Ronaldo marcou seu 600º gol na carreira. Modric e Carvajal tabelaram. O croata cruzou com perfeição para Cristiano Ronaldo desviar a bola do desesperado Buffon. 3 a 1, aos 19 minutos.

31 Massacre do Real Madrid diante da Juventus. 4 a 1. Cristiano Ronaldo, com dois gols, foi a personificação da vitória do ataque sobre a defesa.  A 12ª conquista da Champions dos espanhóis. A Bola de Ouro de 2017 já é do português dos 600 gols...

A Champions League de 2017 estava definida. O time italiano já estava entregue. A torcida espanhola fazia festa em Cardiff. Os dois times sabiam que não haveria reviravolta. A decepção dominava a Juventus. Cuadrado caiu na provocação de Sérgio Ramos e foi expulso. Haveria tempo para mais gol. E o placar clássico de 4 a 1.

Marcelo, que foi muito bem no duelo com Daniel Alves, até com certa violência, foi à linha de fundo. E cruzou para a esperança Asensio marcar o seu gol. Eram 44 minutos do segundo tempo.

A festa do Real Madrid estava completa.

Com toda a justiça, se firma de vez como o 'rei da Europa'.

São 12 Champions League.

O segundo clube a ter mais conquistas é o Milan.

Com sete títulos.

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A Juventus, em compensação, chegou ao seu hepta vice.

E Cristiano Ronaldo sorria feliz com o título.

Sabia.

Vai precisar de espaço na sua gigantesca sala de troféus.

Será o vencedor da Bola de Ouro de 2017.

Real Madrid e Cristiano Ronaldo se merecem...
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