1ae15 Marin está cometendo o mesmo erro de Juvenal Juvêncio. Acreditar que Lula não ajudará Andrés Sanchez na luta pela eleição da CBF. Foi assim que o Morumbi perdeu a abertura da Copa do Mundo para um terreno baldio que virou o Itaquerão...
"Eu acho que é preciso aperfeiçoar o Morumbi.

Porque não tem sentido.

Você ter um estádio como São Paulo tem e ter que fazer um novo."

As frases são do dia 3 de junho de 2010.

Foram ditas pelo ex-presidente Lula.

Ele confirmava às tevês que o estádio paulista da Copa seria o Morumbi.

"Quando era presidente, visitei o Morumbi.

Estava com o prefeito Kassab, com o governador José Serra e com o Andrés.

E pensei que seria legal o Corinthians ter um estádio.

Por quê a Copa saiu do Morumbi?

Essa pergunta tem que ser feita ao Juvenal, ao Ricardo Teixeira ao Blatter."

Lula, no dia 3 de setembro de 2011.

Conselheiros do São Paulo têm certeza.

O presidente nunca quis a Copa no Morumbi.

Ele fez tudo ao seu alcance politicamente para levá-la ao Itaquerão.

Se aproveitou da indecisão de Juvenal em relação à obras em torno do Morumbi.

A Fifa exigia a construção de um estacionamento gigantesco.

E de um prédio para acomodar o Centro de Imprensa.

Queria que o São Paulo se comprometesse com os gastos.

Além, evidente, da reconstrução do Morumbi.

Juvenal titubeou, tentou enrolar.

Ter a garantia que o governo federal, o estadual e municipal o ajudariam.

Tentou regatear com a Fifa.

Perdeu tempo precioso.

Foi o suficiente para que Andrés procurasse Lula e Ricardo Teixeira.

O dirigente corintiano tinha um sonho e uma briga.

O desentendimento foi com Juvenal.

Em 2009 ele quebrou o acordo de cavalheiros entre os grandes paulistas.

E designou apenas 10% das entradas de um clássico para o Corinthians.

Antes eram 50% para cada clube.

A partir daí, Andrés prometeu e cumpriu.

Nunca mais o Corinthians atuaria como mandante no Morumbi.

E, rancoroso, convenceu as diretorias de Palmeiras e Santos fazerem o mesmo.

Mostrou que só estavam dando dinheiro de aluguel ao rival.

Juvenal também criou um inimigo mortal poderoso e rancoroso: Ricardo Teixeira.

Suas indagações públicas ao presidente da CBF provocaram várias discussões.

A amizade entre Andrés e Teixeira já era enorme.

Até porque o agora exilado dirigente queria se aproximar de Lula.

Andrés foi cruel e muito esperto.

Utilizou a ligação com o ex-presidente, que era amigo íntimo de sua família.

A oportunidade ouro havia chegado.

O juntou a Ricardo Teixeira e os três apresentaram Itaquerão à Fifa.

O Corinthians teria o seu estádio depois de 100 anos.

E com todas as facilidade de uma arena construída para a Copa.

Principalmente no financiamento da obra.

Blatter, na época aliado de Teixeira, adorou a ideia.

Teve a certeza de Andrés que o Corinthians não colocaria dificuldades.

Tudo o que a Fifa precisasse seria feito no Itaquerão.

Para facilitar, a entidade que controla o futebol no mundo havia decidido.

O centro de imprensa, o International Broadcast Centre, ficaria no Rio de Janeiro.

O que exigiria seria apenas o tal estacionamento para três mil carros.

Com tudo acertado, Blatter não travaria mais discussões com Juvenal.

Acabaram os motivos.

Andrés amarrou o acordo entre Teixeira, Lula e Blatter.

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E a abertura da Copa do Mundo foi confirmada para um terreno baldio em Itaquera.

Mesmo com o Morumbi em pé.

Em agradecimento, Lula até virou tema de carnaval da Gaviões da Fiel.

Até hoje conselheiros importantes no Morumbi apontam.

O erro de Juvenal foi ter menosprezado a amizade de Lula a Andrés.

A mesma história pode estar acontecendo.

O presidente José Maria Marin garantiu ter uma certeza.

A de que Lula não trabalhará por Andrés Sanchez na eleição da CBF.

Falou com a mesma convicção que Juvenal Juvêncio acreditou um dia que o Morumbi sediaria a Copa.

"Ele (Lula) garantiu que não irá participar de qualquer disputa na CBF."

Ele poderá até ter simpatia (ao Andrés, pré-candidato).

O que é legítimo.

Poderá até dar o seu apoio pessoal.

Mas não irá fazer campanha por nenhum candidato.

Tenho certeza absoluta."

Foi o que disse Marin à Folha.

Aos 81 anos, ex-governador biônico, não tem o direito de ser ingênuo.

A CBF caiu no seu colo com o exílio de Ricardo Teixeira.

E ele humilhou o ex-presidente corintiano.

Tirou todo seu poder como coordenador técnico da CBF.

A única ação que permitiu enquanto trabalharam juntos foi um churrasco na Olimpíada.

1cbf1 Marin está cometendo o mesmo erro de Juvenal Juvêncio. Acreditar que Lula não ajudará Andrés Sanchez na luta pela eleição da CBF. Foi assim que o Morumbi perdeu a abertura da Copa do Mundo para um terreno baldio que virou o Itaquerão...

E ainda reclamou depois por a carne estar crua...

O ex-corintiano tentou de tudo para continuar.

Mas foi forçado a se demitir.

E prometeu vingança.

Lula tem uma ligação profunda com a família de Andrés.

Ela o acolheu quando estava começando sua carreira política.

E o ex-presidentes sempre foi muito grato.

A briga para a CBF está quase perdida.

Os presidentes de federações juraram apoio à situação.

Se não for a Marin, darão a Marco Polo del Nero.

Ronaldo já até desistiu de formar uma dupla com Andrés.

Embora tenha no ex-presidente corintiano um aliado, a Globo está feliz com Marin.

Por isso não quer se envolver.

Mas Lula fará o que estiver ao seu alcance por seu amigo, irmão de coração.

Assim como também Andrés.

Seu sonho é vender o nome comercial do Itaquerão por R$ 400 milhões.

A cada semana deixa vazar a notícia que o acordo está próximo.

Isso já dura dois anos.

Já foi Emirates, Itaipava, Caixa, Correios.

Agora é a Ambev.

Ele gostaria muito que o Itaquerão tivesse o nome comercial, transitório.

Mas que fosse batizado como Luis Inácio Lula da Silva.

Seria um digna homenagem.

O estádio só existe por causa dele.

A diretoria e a grande maioria dos conselheiros corintianos sabem disso.

A aprovação no Parque São Jorge não seria difícil.

Andrés adoraria que o reconhecimento fosse feito em vida a Lula.

Tudo ainda não passa de uma vontade dita a amigos.

Lula sabe disso e insiste que não quer.

Mas fica grato demais.

E um ex-presidente grato significa algo muito importante.

Marin que não seja ingênuo como um dia Juvenal foi.

Lula irá fazer o que puder para ajudar seu 'irmão' Andrés.

Em todas as áreas da vida.

Como fez com o Itaquerão, tentará fazer o mesmo na CBF.

Sua influência no governo Dilma é enorme.

Assim como a de Dilma junto aos governadores.

E a dos governadores nas Federações.

Marin e Marco Polo que se previnam.

Juvenal sentiu na pele.

Sonhava com o Morumbi na abertura da Copa.

Hoje o estádio está parado.

Esperado há anos a prometida cobertura.

Mas o dirigente não consegue patrocinadores para a obra.

Marin que não duvide do poder da amizade entre Lula e Andrés.

O Itaquerão está aí como prova.
3ae1 Marin está cometendo o mesmo erro de Juvenal Juvêncio. Acreditar que Lula não ajudará Andrés Sanchez na luta pela eleição da CBF. Foi assim que o Morumbi perdeu a abertura da Copa do Mundo para um terreno baldio que virou o Itaquerão...

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