photomarcosgarcia Marin coloca a Seleção sub 20 nas mãos inexperientes de Emerson Ávila. O resultado é desastroso. Eliminação na primeira fase do Sul Americano da Argentina. Pela queda, o castigo: o Brasil fora do Mundial. Um enorme vexame...
Ricardo Teixeira tem todos os defeitos do mundo.

Talvez até mais.

Porém uma decisão que tomou após a Copa da África foi sábia.

Levou Mano Menezes para a Seleção principal.

Não, essa não foi a sábia.

Mano não tinha currículo para assumir tamanha responsabilidade.

Isso ficou mais do que provado.

Teixeira acertou em cheio quando escolheu Ney Franco para comandar a base brasileira.

Ele deveria organizar todas as categorias.

E treinar a mais importante delas, a sub-20.

Com os garotos cada vez mais precoces...

Jogando como titulares por causa do empobrecimento dos clubes...

Teixeira percebeu a necessidade de ter um treinador importante.

Com carreira marcante, vitoriosa.

Que pudesse ensinar os meninos, lhe passar ensinamento, confiança.

Ter alguém no banco de reservas em que pudessem confiar.

Ney passou pelo Cruzeiro, Flamengo, Botafogo, Coritiba.

Tinha bagagem e respeito dos jogadores, da mídia.

Comandou com todo sucesso a Seleção Sub-20 no ano passado.

Tinha sim Neymar e Oscar, mas muito além disso.

O grupo nas mãos.

O time tinha base, estrutura tática, jogadas ensaiadas.

O Brasil se impunha e não era só no talento.

No seu banco tinha alguém capacitado, tarimbado.

Com o time compactado, organizado, foi facilmente campeão sul-americano.

Não contente, acabou indo disputar o Mundial.

Sem Neymar.

E ganhou também o título.

Se houvesse um mínimo de coerência, Ney dirigiria a Seleção na Olimpíada de Londres.

Mano quis os holofotes e tudo o que conseguiu foi ir para o cadafalso.

E teve a cabeça decepada ao ficar com a medalha de prata.

O Brasil teria muito mais chances com Ney Franco, que conhecia bem demais os meninos.

E tinha a confiança deles.

Tudo isso para explicar o vexame que o Brasil passou ontem.

Eliminado do Sul-Americano da Argentina.

Pouco importa a estúpida desculpa que o país organizador também foi eliminado.

O que doeu foi a maneira com que o Brasil caiu.

A campanha acabou sendo vexatória.

Empate com o Equador em 1 a 1.

Perdeu para o Uruguai por 3 a 2.

Venceu a Venezuela por 1 a 0.

E sofreu ontem diante dos peruanos na derrota por 2 a 0.

Acabou como quarto colocado do grupo B.

De cinco seleções, se classificavam três para a segunda fase.

A Seleção foi a quarta colocada e eliminada.

Não só do Sul-Americano.

Como também não terá uma vaga no Mundial.

O time tinha jogadores rodados.

Felipe Anderson, do Santos; Ademílson, São Paulo...

Adryan e Matheus, do Flamengo; Dória e Bruno Mendes, do Botafogo...

Marcos Júnior do Fluminense...

E até do Barcelona veio Rafinha Alcântara, filho de Mazinho.

Em um torneio com baixo nível técnico, era possível montar uma equipe melhor, consistente.

Mas o grande problema repousava no banco de reservas.

José Maria Marin ficou tão preocupado em demitir Andrés Sanchez e se esqueceu do comando da Seleção Sub-20.

Ele caiu no colo de Emerson Ávila.

Currículo pobre, especialista em times fracos.

Sem a vivência ou títulos para se impor.

Em um campeonato tão importante, representativo, um comandante sem tarimba.

Era o erro que Ricardo Teixeira havia corrigido.

Mas Marin não percebeu.

E entregou a Seleção nas mãos de um técnico que dirigiu clubes sem representatividade.

O Grêmio Barueri, Ipatinga, Boavista.

Ficou como interino no Cruzeiro.

Sua última passagem como técnico de profissionais foi desastrosa.

Demitido do Nacional de Nova Serrana, no Campeonato Mineiro de 2011.

A responsabilidade na Argentina foi grande demais.

A falta de segurança refletiu no time

Sem padrão, com várias trocas feitas de uma vez.

Equipe desentrosada, sem poder de fogo.

Facilmente dominada pelos adversários.

A defesa, uma bagunça só.

O Brasil marcava como um todo mal demais.

Émerson Ávila se mostrava completamente perdido.

Sem saber o que fazer.

E o Brasil deu um vexame histórico.

Em 25 disputas do torneio, a Seleção só havia caído na primeira fase uma vez.

A segunda foi ontem, sob a batuta de Émerson Ávila.

Foi um duro golpe em José Maria Marin.

Ele terá de rever seus conceitos.

Os garotos brasileiros precisam de técnicos experientes, de grande currículo.

A nova geração precisa ser tratada com muito mais cuidado.

Os talentos não brotam mais com facilidade.

Por isso o treinador que dirige principalmente o sub-20 tem de ser melhor do que o time.

A vergonha que a Seleção Brasileira sub-20 passou precisa acordar Marin.

E colocar alguém do nível de Ney Franco para comandar os meninos.

Ou o País vai correr o risco de não só passar vexames.

Como desperdiçar talentos por falta de capacidade do treinador.

O tombo foi feio.

Que Marin recoloque o Brasil nos trilhos.

E siga um das únicas decisões corretas de Ricardo Teixeira.

Técnico forte e de currículo nas Seleções de Base do Brasil.

Ver o Brasil eliminado, tomando olé dos peruanos é demais.

Mostra o comando do time estava em mãos erradas, inexperientes.

A eliminação tem de ser cobrada.

E providências tomadas.

O Brasil deu vexame por desleixo de Marin.

Derrubou Andrés e se esqueceu de cuidar de verdade da Seleção sub-20.

Apesar de toda boa vontade, Emerson Ávila não tem tarimba para ser o técnico do selecionado.

Vergonha absolutamente evitável.

Já que Marin tem a coragem de pagar R$ 120 mil para Teixeira por consultoria...

Que faça valer o dinheiro.

E ouça um dos poucos conselhos que Ricardo teria para dar.

Técnico de verdade para os meninos.

Esse vexame fica na conta não de Emerson Ávila.

Ele nunca recusaria o convite.

A responsabilidade é de quem o colocou como técnico da Seleção.

Quem não enxergou o óbvio.

O presidente da CBF, José Maria Marin...

photomarcosgarcia2 Marin coloca a Seleção sub 20 nas mãos inexperientes de Emerson Ávila. O resultado é desastroso. Eliminação na primeira fase do Sul Americano da Argentina. Pela queda, o castigo: o Brasil fora do Mundial. Um enorme vexame...

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