divulgação11111 Mano disse a Muricy que daria chance a Conca se ele fosse brasileiro. O meia está se naturalizando. E agora? Mano terá coragem de dar a camisa 10 da seleção a um argentino?
Fernando Meligeni nasceu em Buenos Aires.

Quando ele tinha quatro anos sua família decidiu morar no Brasil.

É um paulistano de coração e documentos.

Foi número um do ranking brasileiro.

Representou o Brasil em Panamericano, Olimpíada...

Mas sempre foi visto com um pezinho atrás, por ter nascido na Argentina.

O argentino Rubem Magnano é o treinador da seleção brasileira de basquete masculino.

Situação que provoca coceiras em ídolos como Oscar Schmidt e Marcel.

Imagine agora se há a mínima chance de a seleção de futebol ter nascido na pequena 'ciudad' argentina General Pacheco.

E atender pelo nome de Dario Conca.

O melhor jogador do Campeonato Brasileiro de 2010 resolveu adotar o país que melhor lhe acolheu.

Roberto Miguel, empresário do meia, garante que o caminho não é impossível.

Muito pelo contrário.

Já falou a amigos que se o jogador continuar a atuar como fez este ano, Mano será 'forçado pela opinião pública' a lhe dar uma chance.

E talvez não seja assim tão impossível.

Mano Menezes conversando com seu grande amigo Muricy Ramalho citou Conca.

E o técnico da Seleção lhe garantiu que se fosse brasileiro não pensaria duas vezes em chamá-lo.

Serio o jogador moderno, habilidoso, rápido, vertical que precisa encontrar e não acha.

Falava em tom de pilhéria.

Nunca imagiria o que iria acontecer.

Agora terá a chance.

O princípio do processo de naturalização já se iniciou.

O motivo não é tão nobre quanto a Seleção Brasileira.

O mundo da burocracia para um estrangeiro adquirindo bens no País não é fácil.

O imposto de renda é complicado.

A vida melhorará demais para Conca sendo brasileiro.

O futuro deve lhe reservar sim pelo menos um teste no time de Mano.

Talento não lhe falta.

A grande pergunta é quanto o Brasil mudou.

A afeição à seleção já não é a mesma há anos.

Cai a cada jogador importante que vai atuar no exterior.

Não há identificação.

Mas em toda Copa do Mundo o nacionalismo fica à flor da pele.

Parece que só é digno de respirar quem nasceu entre o Oiapoque ao Chuí.

Todos os demais são tratados como inimigos mortais.

Será que a mentalidade permitirá um argentino com a famosa camisa 10?

Mesmo em um amistoso?

Evoluímos tanto assim?

Cabe agora saber se Mano vai cumprir sua palavra.

O inesperado aconteceu.

Conca vai virar brasileiro.

E agora?

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