144 Mais uma derrota do Palmeiras de Alberto Valentim. Cresce o lobby por Abel Braga em 2018
Desinteressado, time sem consistência, sem intensidade. Presa fácil para o fraco Avaí ainda sonhar em escapar do rebaixamento. O Palmeiras outra vez decepcionou. Perdeu em Santa Catarina para o penúltimo colocado do Brasileiro por 2 a 1. E aumentou a certeza de diretores e conselheiros próximos ligados a Maurício Galiotte. Eles exigem um treinador experiente, vivido para 2018. A ala conservadora, ligada ao presidente do Conselho Deliberativo e que já foi homem do futebol nos tempos da Parmalat, Seraphim del Grande, quer Abel Braga.

Abel acabou de conseguir hoje manter o Fluminense na Série A de 2018. Ele sabe que é um forte nome no Palestra Itália. Ele já avisou aos dirigentes cariocas que quer analisar com calma se continua ou não nas Laranjeiras. Caso o interesse do Palmeiras se concretize, ele pode dar uma guinada na carreira.

"Não garanto se vou continuar no Fluminense. O Fábio (Braga, seu filho, que tornou seu empresário) recebeu ligações. Vou conversar com o presidente (do Fluminense, Pedro Abad). Ele sempre foi muito verdadeiro e sei que não vai faltar com a verdade. Não podemos passar no próximo ano o mesmo que tivemos nesse", desabafou, Abel, depois da vitória por 2 a 0 contra a Ponte Preta. Ele só seguirá nas Laranjeiras se houver condições financeiras de formar um grande time.

Alberto Valentim, desesperado com o resultado, fez seu time terminar o jogo com cinco atacantes em campo. Keno, Dudu, Borja, Willian e Deyverson. Sinal total de despreparo. Situação que não combina com um time da elite do futebol brasileiro. Incrível a falta de firmeza do treinador interino diante da pressão por pelo menos fazer o rico Palmeiras vice campeão brasileiro. A decepção com a equipe sob seu comando só aumenta.

A derrota do Palmeiras manteve o time na terceira colocação, mas chegou à 12ª derrota, para 18 vitórias e seis empates. Aproveitamento de 55%. Números que revoltam os conselheiros. Não se conformam com a instabilidade na equipe que teve R$ 115 milhões de reforços. O Avaí, montado, com um décimo desse total, ainda sonha em ficar na Série A. E que tem como destaques os veteranos Marquinhos e Betão.

"Nossa vida não tem moleza, a gente descansa carregando pedra. Contente de dar alegria ao torcedor e estar vivo no Brasileiro. Mas ainda falta muito", dizia, emocionado, Marquinhos, 36 anos.

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Alberto Valentim, fez o previsível. Só se defendeu. E viu sua visão distorcida da partida.

"Não concordo que nossa atuação tenha sido decepcionante. Procuramos o jogo o tempo todo, primeiro tempo só jogamos no campo ofensivo. Pecamos ao finalizar. No segundo tempo, procuramos fazer o mesmo jogo, mas tomamos dois gols seguidos. Não deixamos de jogar, diminuímos o placar e depois tivemos uma outra bola na trave com o Willian. O time fez uma boa partida, mas com os dois erros a gente acabou não vencendo.

"A gente traçou uma meta para esse segundo turno, lá atrás, de fazer um grande segundo turno, ganhar o segundo turno. Tivemos algumas vitórias, nos aproximamos do Corinthians, e depois não deu para conseguir. Aí traçamos uma outra meta, de ser o segundo colocado. É importante para as receitas do clube e para terminarmos o ano da melhor maneira possível.

"Eu sempre deixei muito claro, ainda no Atlético Paranaense, que a minha ideia é ser treinador. Tive essa oportunidade no começo do ano, no Red Bull, e voltei a convite do Cuca e do Alexandre. Tenho carinho enorme pelo Palmeiras, me sinto em casa, mas a minha ideia é voltar a ser treinador. Depois que parei de jogar, fiquei dois anos e meio estudando, fui para fora três vezes, e quero fazer uma carreira bem bacana. Vamos ver o que vai acontecer no próximo ano."

Se depender da base que sustenta Galiotte, Valentim que se prepare.

Caso queira seguir como treinador deverá procurar outro clube.

Não há sustentação para um inexperiente interino comandar um time de mais de R$ 100 milhões. E que deverá ainda ganhar outros reforços milionários em 2018. Sua única chance de seguir já morreu. Ele teria de ter vencido o Brasileiro. Mas fraquejou diante do Cruzeiro e, principalmente, do Corinthians.

O Palmeiras teve maior posse de bola em Santa Catarina, 63%. Mas faltou objetividade. O humilde Avaí, de Claudinei Oliveira, só poderia explorar os contragolpes em velocidade. Porque o time de Alberto Valentim não tinha coordenação. Deixava muito espaço entre as linhas. Foi assim que Rômulo lançou Maurinho. Prass foi obrigado a derrubar o atacante. Pênalti que Marquinhos cobrou com perfeição. Avaí 1 a 0, aos 12 do segundo tempo.

Quatro minutos depois, Maurinho se livrou de Michel Bastos e tocou para Lourenço ampliar, na saída de Fernando Prass. 2 a 0. O Palmeiras, a esta altura, já estava desarrumado, tenso, sem confiança. Na base da garra, conseguiu descontar, aos 29 minutos. Dudu chutou de fora da área, Kozlinski fez ótima defesa, mas no rebote, Keno marcou de cabeça. 2 a 1.

Até o final da partida, o Palmeiras com cinco atacantes, tentou empatar o jogo. Mas sobrou vontade, correria. Faltou o mínimo de coordenação. Derrota constrangedora. E que só expõe o péssimo ano do clube com mais dinheiro na América do Sul.

O planejamento precisa ser muito melhor em 2018.

Este ano, só acumulou vexames.

Enquanto isso, o humilde Avaí, tentará sobreviver na Série A...

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