1agestado Lúcio e Luís Fabiano. Os dois veteranos que agiram como juvenis e deixaram o São Paulo à beira do abismo na Libertadores. O Atlético Mineiro se aproveitou e conseguiu uma vitória empolgante no Morumbi. E tem tudo para festejar no Independência...
Daqui a seis dias Lúcio fará 35 anos.

Luís Fabiano em novembro completa 33 anos.

Juvenal Juvêncio descobriu hoje.

Os dois não são Zizinho, Leônidas, Pedro Rocha.

São dois veteranos apenas na idade.

Não na postura profissional, na vivência.

O clube investiu alto demais para ter a dupla.

O objetivo, a Libertadores da América, a competição mais desejada.

Gastou R$ 20 milhões com Luís Fabiano.

E virou as costas para o magoado Lugano para ter Lúcio.

Resultado: o atacante é expulso após o jogo contra o Arsenal.

Tem a coragem de tomar vermelho com a partida acabada.

E pega quatro confrontos de suspensão.

Por isso não estava hoje em campo contra o Atlético Mineiro.

E o zagueiro depois de tomar um cartão amarelo, dá um pontapé em Bernard.

É expulso aos 35 minutos do primeiro tempo.

Quando o São Paulo era muito melhor e vencia o jogo por 1 a 0.

Resultado, seis minutos depois, o time mineiro empatou em um escanteio.

Ronaldinho Gaúcho cabeceou no setor onde deveria estar Lúcio.

E aos 14 minutos do segundo tempo, Tardelli fez o gol da virada, no meio da zaga.

Tivesse menos pose e fosse o estadista que afirma ser, Juvenal agiria.

Os dois jogadores veteranos, caros, voltaram ao Brasil não só pelo amor ao tricolor.

Mas de olho na Copa do Mundo de 2014.

E ambos prejudicaram demais o São Paulo.

O clube está a um passo da eliminação da Libertadores graças a eles.

A torcida são paulina fez o que pôde no Morumbi.

Levou quase R$ 3 milhões aos cofres do clube.

Vibrou do início ao final da partida.

Lúcio frustrou os 57 mil no estádio milhões espalhados pelo País.

"Lógico que a expulsão dele mudou o jogo.

O São Paulo estava muito melhor no início da partida.

O jogo estava equilibrado e mudou o rumo.

O cartão vermelho do Lúcio foi tudo o que queríamos."

A confissão serena foi de Tardelli.

O início do time paulista foi alucinante.

Ninguém poderia supor o que aconteceria.

Ney Franco colocou seu time para marcar a saída de bola atleticana.

Pressionou com raça, pegada, velocidade.

Ele sabia que Gilberto Silva era um ponto fraco na zaga atleticana.

Réver precisaria jogar pelos dois.

E tratou de fazer com que Aloísio, Jadson e Oswaldo atuassem perto.

As tabelas em velocidade para perturbar o sistema de marcação de Cuca.

Ganso surgia por trás, de cabeça erguida, para se aproveitar do cenário.

Buscar a melhor opção.

A pressão deu resultado cedo, muito cedo.

Paulo Henrique deixou dois marcadores caídos e descobriu Jadson livre.

Ele não teve trabalho para deslocar Victor: São Paulo 1 a 0.

2agestado Lúcio e Luís Fabiano. Os dois veteranos que agiram como juvenis e deixaram o São Paulo à beira do abismo na Libertadores. O Atlético Mineiro se aproveitou e conseguiu uma vitória empolgante no Morumbi. E tem tudo para festejar no Independência...

Eram apenas sete minutos de jogo.

Parecia que seria uma noite sensacional na história do São Paulo.

Parecia...

Mas ao mesmo tempo que saiu o gol, o time perdeu Aloísio contundido.

Quem não se lembrou na hora de Luís Fabiano?

Mas como ele não podia jogar, entrou Ademílson.

E o jovem atacante perdeu dois gols feitos.

Tivesse o veterano que veio do Sevilla, o São Paulo poderia abrir 2, 3 a 0.

Cuca estava preocupadíssimo.

Pierre e Leandro Donizete estavam dando espaço demais na intermediária.

Ronaldinho não conseguia se livrar de Wellington.

Bernard estava sem ritmo.

Jô e Tardelli sofriam, já que a bola não chegava.

Foi quando Lúcio começou a estragar tudo para o São Paulo.

Ele reclamou acintosamente do árbitro paraguaio Antonio Arias.

Tomou o cartão amarelo.

Mas continuou nervoso, tenso como um juvenil.

E agiu como um garoto ao dar pontapé desnecessário em Bernard.

Foi expulso corretamente.

Não havia o que dizer.

Aos 35 minutos, a chance de vitória do São Paulo acabava.

Ney Franco tirou Edemilson e colocou Rhodolfo.

A zaga foi reforçada, mas o time encolheu.

E o jogo ficou para Ronaldinho Gaúcho.

Com mais espaço para tabelar, lançar, driblar.

A pressão mudou de lado.

E o São Paulo só resistiu seis minutos sem Lúcio.

Em um mero escanteio, Ronaldinho cabeceou de maneira genial.

No contrapé de Rogério Ceni, que nada pôde fazer.

1 a 1 aos 41 minutos do primeiro tempo.

3agestado Lúcio e Luís Fabiano. Os dois veteranos que agiram como juvenis e deixaram o São Paulo à beira do abismo na Libertadores. O Atlético Mineiro se aproveitou e conseguiu uma vitória empolgante no Morumbi. E tem tudo para festejar no Independência...

No intervalo, Cuca adiantou ainda mais seu time.

Era para vencer o São Paulo nos seus domínios.

Mostrar que o verdadeiro Atlético Mineiro estava em campo.

Não o que fez a lamentável última partida da fase de grupo.

O Atlético tocou a bola com calma, encurralou o São Paulo.

Lúcio fez um mal terrível que pode comprometer o ano do time.

E veio a virada mais do que esperada.

Marcos Rocha deu excelente passe para Tardelli.

Ele virou convicto, sem chance de novo para Rogério Ceni.

2 a 1 Atlético Mineiro.

A equipe de Cuca continuou tocando a bola.

Sua única falha foi a falta de ambição.

Poderia ter chegado ao terceiro gol, o que praticamente garantiria a vaga.

Mas se contentou com o excelente 2 a 1.

Venceu o jogo no Morumbi.

E agora pode até perder por 1 a 0 no Independência, que a vaga é sua.

Mas no caldeirão mineiro, o Atlético tem sido imbatível.

As chances de sobrevivência para as quartas estão todas do lado atleticano.

Rogério Ceni deixava escapar toda a tristeza com a situação.

Sabe que está disputando sua última Libertadores da carreira.

E que o São Paulo está muito perto da eliminação.

Por culpa do seu amigo íntimo Luís Fabiano.

E por Lúcio que hoje foi irresponsável demais.

"Quando está tudo equilibrado, um erro pode mudar o jogo."

O erro foi o cartão vermelho do zagueiro.

Resta agora juntar os cacos e tentar a surpresa no Independência.

Lúcio não joga.

Volta depois de quatro partidas de suspensão Luís Fabiano.

Juvenal Juvêncio estava abatido demais, revoltado com a derrota de ontem.

Não com a arbitragem paraguaia, apoiada por José Maria Marin.

Não se conformava com Lúcio.

Ele o contratou como líder e não sabotador da Libertadores.

E o presidente sabe.

Se o time tivesse Luís Fabiano tudo poderia ter sido diferente.

Mas para variar, ele estava de fora de um jogo decisivo.

"Artilheiro de partidas que nada valem", dizem seus críticos.

Do lado do Atlético, vale registrar a alegria de Ronaldinho.

Ele que havia sido ridicularizado na partida anterior.

Ao dizer que tinha ido ao Morumbi se divertir.

Perdeu o jogo e quase foi crucificado.

Hoje, não.

Ganhou e ainda ironizou.

Quando foi perguntado se acabou se divertindo no jogo.

"O que que tu acha?", perguntou sorrindo.

O Atlético Mineiro fez a festa no terreno do São Paulo.

Com a imensa colaboração de Lúcio, o líder de Juvenal.

O homem que foi escolhido no lugar de Lugano.

Mas que sabotou o São Paulo na sua sonhada Libertadores...
4gazeta Lúcio e Luís Fabiano. Os dois veteranos que agiram como juvenis e deixaram o São Paulo à beira do abismo na Libertadores. O Atlético Mineiro se aproveitou e conseguiu uma vitória empolgante no Morumbi. E tem tudo para festejar no Independência...

http://r7.com/dEUg