136 Lance infantil dá título mundial ao Real Madrid. Faltou ousadia ao Grêmio de Renato Gaúcho
De um lado,o elenco galáctico do Real Madri, avaliado em R$ R$ 2,91 bilhões. Do outro, o Grêmio de R$ 309,2 milhões. Sonhos, desejos, promessas, estratégias, avaliações por computador. Tudo estudado, decorado. E um lance banal decidiu o Mundial de 2017 para o time espanhol.

A cobrança de falta de Cristiano Ronaldo passou entre Lucas Barrios e Luan foi a responsável pelo gol nos Emirados Árabes. Os dois tiveram postura amadora, se afastando, com medo de tomar a bolada. Traíram Marcelo Grohe aos sete minutos do segundo tempo. E o Real foi campeão, por 1 a 0. Em uma partida morna, sem emoção. Com a equipe espanhola dominando a partida, com mais de 65% de posse de bola. Deram vinte chutes a gol. Contra apenas um da brasileira.

Pela sexta vez na história, o Real Madrid foi campeão do mundo.

"Sabíamos que o Grêmio era muito bom. Mas o Real tinha que ser campeão. Botamos pressão e muita gana para ser campeão. Os números falam por mim. Dou sempre a resposta dentro de campo. Ajudei para ganhar mais um troféu no currículo", ironizava Cristiano Ronaldo. Ele se surpreendeu quando soube que Renato Gaúcho havia garantido que tinha jogado muito melhor do que o português.

"Saímos daqui com a cabeça erguida. Tenho privilégio de estar aqui. Honramos a camisa. Sabíamos que tinha um time muito forte na nossa frente. Nosso torcedor está orgulhoso. Não é fácil. Buscamos. Do outro lado é uma máquina. Enfrentamos uma seleção mundial, não um time. Por isso que temos que sair de cabeça erguida daqui", dizia Renato Gaúcho, que não conseguiu ser campeão mundial como jogador e como treinador.

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A diferença técnica era mais do que evidente. Mas faltou ousadia ao time brasileiro. Renato Gaúcho preferiu não se abrir e morrer de pé. Era preciso coragem para ao menos chutar ao gol de Navas. O time dependia demais de Luan, que fez uma péssima partida. Se mostrou intimidado, nervoso, tenso. E o ataque gremista não existiu. Estava claro que os gaúchos chegaram ao seu limite com o vice campeonato.

A superioridade do Real Madrid foi tão incontestável que não houve lágrimas, reclamações, brigas, nada. Não havia o que contestar. Muito pelo contrário. Os dois lados reconheciam que a partida correu de acordo com o esperado.

Geromel foi, disparado, o melhor jogador gremista. Com muita personalidade, ganhou a esmagadora maioria de lances dentro da área. Forte na antecipação, inteligente nos desarmes. Só exagerou, sem precisar, com uma entrada violenta, na primeira dividida com Cristiano Ronaldo. O zagueiro acertou a panturrilha esquerda, pelas costas. Falta feia e desnecessária. Merecia o amarelo que o árbitro mexicano César Ramos não teve coragem de dar.

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Do outro lado, Modric se mostrou onipresente. Ajudou a marcar, mostrou excepcional saída de bola, sua visão de jogo desmontou, com facilidade, as duas linhas de marcação organizadas por Renato Gaúcho. Parecia ter um imã nos pés. A bola não saía do seu domínio, quando queria. Foi o dono das intermediárias. O motor do Real Madrid.

Cristiano Ronaldo não foi tão bem. Acabou encaixotado pelo sistema defensivo gaúcho. Mas sua estrela brilhou mais uma vez na cobrança de falta. O português chegou a sete gols em Mundiais. Virou recordista, nesta moderna forma de disputa. Deixando Messi com cinco. Quando se considera a antiga, reunindo só equipes da América do Sul e Europa, igualou Pelé, que também tinha sete gols.

A partida aconteceu exatamente como era prevista. Renato Gaúcho sabia que tinha um adversário muito superior. Se tentasse abrir seu time, poderia até ser goleado. Depois de um blefe de cinco minutos, com a marcação alta, tentando fazer um gol que poderia enervar o Real, o Grêmio assumiu a postura de equipe inferior tecnicamente. Não havia nada de desonroso. Times como o São Paulo e o Internacional, por exemplo, foram campeões mundiais dessa maneira.

Só que havia uma diferença fundamental para quem lembrar dos gols de Mineiro e de Adriano Gabiru. Tanto São Paulo como Internacional tiveram força para ao menos contragolpear o Liverpool e o Barcelona. O Grêmio, não. Não teve como articular a mais velha das armas das equipes que enfrentam rivais mais forte.

São dois os motivos. O primeiro, a lentidão e a falta de precisão nos passes de Jailson e Michel. Os volantes mais fixos não mostravam qualidade nos passes para começar o contragolpe. Arthur fez muita falta. Quando a bola chegava ao apático Luan, não havia espaço para que o meia respirasse. Para se livrar de Casemiro, Kross e Modric, precisava de inspiração e personalidade para dar seus dribles tradicionais. Só que ele se deixou intimidar pela responsabilidade do jogo.

O segundo, a falta de espírito, de alma no Grêmio. Faltou luta, competitividade. O time parecia ter entrado apenas para não ser humilhado no placar.

Os galáctico do Real Madrid sabiam que teriam uma equipe com uma marcação forte pela frente. Mas aos poucos foram percebendo que não havia força ofensiva. Seus laterais faziam de meias, seus auxiliares. O time espanhol tratou apenas de trocar passes, atuando em bloco, como gosta Zidane. No primeiro tempo, o Grêmio, mesmo pressionado, conseguiu não tomar o gol.

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Estava claro que Lucas Barrios nada produzia. Assim como Fernandinho. Renato Gaúcho poderia ter usado o intervalo para voltar com Jael e Everton. Ao menos teria o mínimo de esperança no ataque, já que os dois eram improdutivos.

Sete minutos depois, o treinador já estava escolhendo suas trocas. Cristiano Ronaldo sofreu falta na intermediária. Grohe fez a barreira com carinho. O português, cinco vezes melhor do mundo, bateu forte. A bola foi na direção onde estava Luan e Lucas Barrios. Com medo, da bolada, os dois abriram. E enganaram o próprio goleiro gremista. 1 a 0, Real Madrid.

A partir do gol, o que se esperava era um pouco mais de iniciativa gaúcha. Mas só que o Real Madrid mostrava mais confiança. Marcelo pela esquerda e Carvajal, abertos pelas pontas, 'alargavam' o campo. Sobrava espaço para Isco, Modric e Kroos tabelarem, buscarem Cristiano Ronaldo. Ou tentarem marcar. E foi assim que Modric chutou e Grohe espalmou para sua trave direita.

Jael e Everton já estavam em campo. Mas nada conseguiam produzir. O Real Madrid e todos que assistiam ao jogo sabiam. A decisão do Mundial 2017 estava decidida. Era só uma questão de o tempo passar. E foi feita toda a justiça.

O Real Madrid foi campeão pela sexta vez.

O Grêmio sonhava com o bicampeonato.

Mas não teve potencial sequer para brigar pelo título.

A diferença para o Real Madrid é grande demais...

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