3divulgacao Juvenal Juvêncio não perdoa Adalberto Baptista. Seu diretor de futebol que preferiu participar de uma corrida na Europa. Enquanto o time sofria em La Paz. Nunca o São Paulo foi tão amador...
A situação é surreal.

Inacreditável para um dos maiores clubes do país.

O São Paulo tinha a partida mais importante do ano.

Enfrentava o The Stongest nos 3.660 de La Paz.

Os jogadores estavam pressionados, tensos.

Precisavam não só da vitória, mas de todo apoio possível.

Só que seu diretor de futebol estava na Europa.

Embarcou para lá para correr na Porsche Cup.

Sim, ele foi pilotar em Portugal.

Em plena crise absoluta que o São Paulo vive.

Que administração moderna é essa?

Os jogadores ficaram revoltados.

No momento mais difícil, ficaram sem retaguarda.

Para que contar com um diretor que prefere pilotar na crise?

Só um dos atletas teve a coragem de mandar seu recado.

Rogério Ceni.

Ninguém na imprensa entendia porque repetiu várias vezes a mesma frase.

"Eu tenho muito orgulho de ter ido à Bolívia."

Só depois, quando souberam da viagem de Adalberto a Portugal, compreenderam.

"Foi uma decepção."

Juvenal Juvêncio resumiu assim a situação.

O septuagenário dirigente foi cobrado pelos jornalistas sobre Adalberto.

Estava visivelmente constrangido, profundamente decepcionado.

É muito difícil deixar o presidente do São Paulo envergonhado.

Foi ele quem bancou Adalberto no futebol.

Um dos donos do laboratórios Ache, o nomeou diretor de marketing.

Ganhou o coração do dirigente ao ir para a Espanha e fechar a volta de Luís Fabiano.

Provocou muitos ciúmes entre as pessoas que desejavam assumir o futebol do clube.

Mas ele foi o escolhido com a promoção de João Paulo e de Leco.

Há dois motivos de críticas a Adalberto.

Sua paixão pelo automobilismo e sua postura autoritária.

Fechou com o Sevilla a volta do ídolo, mas cometeu um grave erro.

Baptista fez com que Luís Fabiano ficasse três semanas em um hotel na Espanha.

E ainda o levou para acompanhar uma corrida em que o dirigente pilotava.

Ele foi detonado nos bastidores do clube quando o jogador desembarcou contundido.

Ficou claro que houve uma enorme perda de tempo com as três semanas em um hotel.

O atacante chegou em março e só pôde entrar em campo em outubro de 2011.

Esse foi o início de sua desavença com o fisioterapeuta Luis Rosan, asseguram muitos.

Rosan teria se queixado a Juvenal e a história teria chegado aos ouvidos de Adalberto.

Os conflitos foram crescendo entre eles.

Como a criação de um Reffis no Morumbi.

Adalberto virou as costas ao criador do Reffis do CCT e do CFA de Cotia.

Preferiu seguir o planejamento do Instituto Vita.

Rosan não se conformou.

Não aceitou o uso do mesmo nome da clínica de recuperação de jogadores.

Mas sem a mesma metodologia.

Foi o próprio Rosan não só quem montou, como quem conseguiu o aparelhamento do Reffis.

E que saiu de graça ao São Paulo.

O fisioterapeuta convenceu empresas a colocar gratuitamente tudo o que precisava na clínica.

Esse era um dos motivos por ser tão respeitado no Morumbi.

Outra vez Juvenal ouviu as suas queixas.

Adalberto decidiu cortar a premiação de alguns membros da Comissão Técnica pela metade.

Outra vez conselheiros garantem que foi para atingir o fisioterapeuta.

Foi além, passou a exigir que todos pegassem ingressos para acompanhar os jogos.

Aproveitou uma discussão de Rosan com seguranças, que cobravam seu ingresso, e o demitiu.

Os jogadores ficaram inconformados.

Há um consenso no futebol brasileiro.

Rosan é o melhor fisioterapeuta do País.

2reproducao3 Juvenal Juvêncio não perdoa Adalberto Baptista. Seu diretor de futebol que preferiu participar de uma corrida na Europa. Enquanto o time sofria em La Paz. Nunca o São Paulo foi tão amador...

Trabalha na Seleção desde 1998, independente do técnico.

Atletas do Exterior fazem questão de se recuperar com Rosan.

A sua demissão causou um grande mal estar entre o time e Adalberto.

Agora veio a sua inacreditável opção por pilotar em plena crise.

Juvenal disse estar decepcionado porque tinha planos para o diretor de futebol.

Tinha.

Via nele energia até para poder ser o seu sucessor na presidência.

Só que percebeu sua falta de habilidade.

Tanto com Rosan, como com conciliar sua carreira de piloto com o cargo que ocupa.

Vazou também a história da perda de Vargas para o Grêmio.

Era o encarregado de fechar a transação com o atacante.

Vargas foi o escolhido como o substituto ideal para Lucas.

Atacante velocista, driblador.

Só que em vez de ir para a Itália fechar o Napoli, Adalberto usou outra estratégia.

Ficou acompanhando a transação pelo telefone.

Estava em férias na Austrália.

No final das contas, Vargas foi jogar em Porto Alegre.

Juvenal, sem graça, disse que havia desistido do negócio.

Para não entrar em um leilão.

Só que o clube gaúcho foi até a Napoli lutar pelo jogador.

Foi Adalberto quem insistiu na contratação de Ganso.

Acreditou que valeria a pena investir R$ 23,9 milhões no meia.

Foi quem tirou Leão da aposentadoria.

Torcedores fazem campanha exigindo a demissão do diretor.

O chamam de 'playboy' por correr com Porsche.

Picharam até muro do Morumbi criticando Adalberto.

Foi mesmo um vexame histórico para o São Paulo.

O dirigente não abrir mão de ir para Portugal correr.

Seu lugar na quarta-feira teria de ser em La Paz.

Com os jogadores pressionados na Bolívia, não na Europa.

Agora sofre as consequências.

Juvenal quer esperar terminar a participação do São Paulo na Libertadores.

E aí sim agir.

Tirar Adalberto agora seria deixar o clima ainda pior do que já está.

Mas a 'decepção' não passará em branco.

Ele não mais o enxerga como seu sucessor.

Mudou radicalmente de ideia.

Da Europa, Adalberto mandou o clube publicar suas explicações.

Disse que foi a Portugal cuidar de amistosos e da Copa Soruga.

A 'Copa' é jogo entre o São Paulo e o Kashima Antlers no dia 7 de agosto.

Insignificante perto da importância da Libertadores.

Só não entrou em detalhes que a semana tinha a etapa da Porsche Cup.

Que vai largar em último, inclusive.

Tudo é um absurdo.

O diretor de futebol estar em outro continente...

E o time decide sua vida no torneio mais importante do ano.

Justo na última Libertadores do mandato de Juvenal Juvêncio.

A derradeira de Rogério Ceni.

Só mesmo no atual São Paulo.

Clube que já foi sinônimo de modernidade.

E hoje dá exemplo de amadorismo...
1reproducao7 1024x682 Juvenal Juvêncio não perdoa Adalberto Baptista. Seu diretor de futebol que preferiu participar de uma corrida na Europa. Enquanto o time sofria em La Paz. Nunca o São Paulo foi tão amador...

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