2reproducao6 Juvenal faz o contrário de Alberto Dualib. Segue o exemplo de Andrés Sanchez com a Gaviões. O presidente do São Paulo está fechado de vez com a Independente e a Dragões. E, em pleno caos, se mostra muito seguro...
"Se eu tivesse a Gaviões não sairia tão por baixo.

Poderia deixar o Corinthians, mas não daquela maneira."

As frases são do amargurado Alberto Dualib.

O ex-presidente corintiano desabafou em 2007.

Ele foi obrigado a renunciar depois de 14 anos no poder.

Saiu perseguido pela Polícia Federal.

Acusado de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha.

Tudo por causa do fundo de investimento MSI.

Porém mais do que a Polícia Federal foi a Gaviões quem o atormentou.

A principal torcida corintiana tinha profunda ligação com Andrés Sanchez.

Ele foi fundador da Pavilhão Nove.

E sempre manteve uma proximidade escancarada com os torcedores.

Contou com esse apoio quando Dualib resolveu se perpetuar no poder.

Com suas reeleições sem limite.

Foi quando a torcida começou a campanha 'Fora Dualib'.

O ex-presidente resolveu cortar de vez todo apoio aos torcedores.

Ele os ajudava com ingressos, transporte e carnaval.

O rompimento deixou tudo pior para o dirigente.

Torcedores fizeram campanha nos estádios, na mídia.

Foram até a casa do presidente, telefonavam, ameaçavam.

O xingavam no Parque São Jorge.

Tornaram sua vida um inferno.

Ao mesmo tempo, carregavam Andrés nos ombros.

A desmoralização com a Polícia Federal fez o resto.

O ambiente ficou insustentável a Dualib.

Tanto que ele renunciou.

O 'baixo clero' como era chamado o grupo de Andrés assumiu.

Com uma mistura eclética.

Tinha de bicheiro, a açougueiro até assessor do ex-presidente José Sarney.

Andrés voltou a dar todo apoio à Gaviões.

Tanto que deu a renda de um Corinthians e Flamengo para a torcida.

Só para ajudar no Carnaval.

Juvenal segue a lição de Andrés.

Nunca o dirigente havia assumido tamanha proximidade com as organizadas.

Membros da Independente e Dragões viraram seus seguranças.

Eles estão defendendo Juvenal há muito tempo.

Torcedores comuns reclamam de não poder protestar contra o dirigente.

No estádios seus gritos são calados por coros das organizadas.

E mesmo diante da televisão, na saída do time, são proibidos de atacar Juvenal.

Nem ele ou Adalberto Baptista, seu diretor de futebol.

Os alvos podem ser os jogadores de futebol.

Juvenal mostrou o quanto está ligado aos torcedores organizados.

4reproducao4 Juvenal faz o contrário de Alberto Dualib. Segue o exemplo de Andrés Sanchez com a Gaviões. O presidente do São Paulo está fechado de vez com a Independente e a Dragões. E, em pleno caos, se mostra muito seguro...

No churrasco de domingo discutiu com sócios.

E sem pudor o dirigente mandou que membros da Independente os atacassem.

"Peguem eles, peguem eles", dizia apontando os inimigos.

É por esse comportamento que sócios querem uma providência do Conselho Deliberativo.

Sonham até com o impeachment.

Mas Juvenal continua com muito apoio entre os conselheiros.

Só que deixou claro que seu relacionamento com a torcida ficará cada vez maior.

O e-mail que os sócios torcedores receberam ontem foi uma prova disso.

Foi uma nota oficial da Independente.

Nela assumia que membros da torcida estiveram sim no churrasco do São Paulo.

E alertava que não iria apoiar Marco Aurélio Cunha.

O motivo: quando foi gerente remunerado do rival, cantou o hino santista.

O fato de os torcedores terem acesso ao mailing dos sócios torcedores é um absurdo.

Uma violência.

E que mostra o quanto e estreito o elo entre Juvenal e a Independente.

Muitos sócio-torcedores pediram o desligamento por essa associação.

O que Juvenal está fazendo tem inúmeros precedentes.

Não é garantia de vitória.

Como por exemplo aconteceu com Marcelo Teixeira no Santos.

Mesmo apoiado pelas organizadas, perdeu para Luís Álvaro.

Mas a esta altura, tudo o que Juvenal quer é se sentir seguro.

Algo que, por exemplo, Alberto Dualib não teve.

Confessava que nos últimos dias tinha medo de ir ao Parque São Jorge.

Seu receio era apanhar dos torcedores organizados.

Tanto foi assim sua renúncia veio através de uma carta.

Juvenal Juvêncio não pode ser reeleito.

Verá um novo presidente do São Paulo em abril de 2014.

Tem a certeza de que fará seu sucessor.

Assegura aos aliados domina o Conselho Deliberativo.

E verá no seu lugar o vice Leco ou o diretor social Roberto Natel.

Não quer nem pensar no ex-genro Marco Aurélio Cunha.

Tanto que articula.

Quer indicar candidatos nas duas únicas chapas permitidas para a eleição.

De uma coisa pelo menos ele está seguro.

Acredita que terá o total apoio da Independente e Dragões.

Não precisará ter medo como Dualib.

Os membros das organizadas entraram no Morumbi para ficar.

Depois do churrasco e do e-mail, o apoio é explícito.

A atitude promete ser assim até o final do mandato de Juvenal.

Apesar das evidências, as organizadas são paulinas negam.

"Diante dos fatos ocorridos durante o final de semana vimos por meio desta esclarecer que antes de mais nada não temos nenhum partido político dentro do clube, não somos a favor de A, B, C ou D, só que não podemos permitir calados que o SÃO PAULO FC seja presidido por alguém que não seja de fato são paulino."

Esse foi o teor da nota oficial da Independente.

A que constava o link para Marco Aurélio cantando o hino do Santos.

Os atos desmentem as palavras.

Principalmente a postura de Juvenal Juvêncio.

Ele tem a certeza que os torcedores organizados são seus aliados.

E por isso sorri tanto em meio ao caos vivido pelo São Paulo.

Não sairá pela porta dos fundos do Morumbi.

As organizadas deixam claro que não vão permitir...

1reproducao15 Juvenal faz o contrário de Alberto Dualib. Segue o exemplo de Andrés Sanchez com a Gaviões. O presidente do São Paulo está fechado de vez com a Independente e a Dragões. E, em pleno caos, se mostra muito seguro...

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