120 Juiz salva o São Paulo da derrota para a Chapecoense. Graças ao árbitro, 2 a 2...
Nem com o árbitro Marcelo de Lima Henrique ajudando, o São Paulo conseguiu vencer a Chapecoense. Em pleno Pacaembu lotado, com todo o apoio da torcida, o máximo que o time conseguiu foi empatar em 2 a 2, depois de estar perdendo por 2 a 0. Não conseguiu continuar com a sequência de vitórias. Vinha de três. Ficou muito evidente a dependência de Cueva. Sem o peruano, que joga a repescagem para a Copa com seu país, faltaram neurônios, dribles e improviso para os são paulinos.

Com o resultado, o time ficou na 11ª posição. Perdeu dois pontos que seriam mais do que obrigatórios para seguir com o direito de sonhar com uma vaga na Libertadores. A grande compensação foi que o time não perdeu, apesar de jogar muito mal. Com o auxílio importante do juiz, que confirmou o primeiro gol, marcado por Gilberto, vergonhosamente impedido. O lance provocou a reação da equipe de Dorival. Foi mais um golpe na credibilidade do Brasileiro.

Reinaldo, lateral do próprio São Paulo, emprestado pela Chapecoense, foi o melhor jogador em campo. Deu uma assistência e ainda fez o seu gol, cobrando pênalti. O seu retorno já foi pedido por Dorival Júnior para a diretoria, em 2018.

"Se for bom para todos, para o São Paulo e para mim, eu volto. Para seguir dando o melhor de mim. Como fiz na Ponte Preta e, agora, na Chapecoense", dizia, feliz, Reinaldo.

"Nós encontramos um adversário muito forte. O mérito vai para a recuperação. Estávamos perdendo por 2 a 0", reconhecia Hernanes. "Nós nunca falamos em Libertadores. A Chapecoense tem um time muito forte. Vamos seguindo o objetivo que colocamos para nós. Chegar aos 47 pontos. E depois ver o que pode acontecer", desconversava Petros.

Com o empate, o São Paulo chegou a 44 pontos. E ainda tem cinco partidas por fazer. Vasco, no Rio; Grêmio, em Porto Alegre; Botafogo, no Pacaembu; Coritiba, em Curitiba; e Bahia, no Morumbi.

O lance que mudou a história do jogo aconteceu aos 26 minutos do segundo tempo. O placar mostrava 2 a 0 para a Chapecoense. O São Paulo estava nervoso, tenso. A torcida apoiava, tentava incentiva, mas estavam muito preocupada. Até que Pratto cruza, a bola desvia na zaga e sobe. Jandrei sobe para disputar a bola com Hernanes, na pequena área. O goleiro poderia ter dado um soco na bola, mas decidiu segurá-la com os braços erguidos. Hernanes deixa o corpo para atrapalhá-lo. Jandrei desce com a bola que resvala na cabeça do são paulino. E vai para Gilberto, completamente impedido, marcar o gol. Marcelo de Lima Henrique ficou preocupado com a disputa entre o volante e o goleiro, observou com razão que não houve falta. Se esqueceu do impedimento.

Antes desse lance, a Chapecoense teve a vitória a seu dispor. O São Paulo entrou em campo embalado por três vitórias seguidas. Mas estava desfalcado de seu importantíssimo jogador. Cueva. Sua movimentação faz a ligação do meio de campo com o ataque. Sua velocidade e habilidade preocupam, travam os sistemas defensivos adversários. Daí sobrar mais espaço para Hernanes se destacar. E Pratto ter mais chances de marcar.

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O rodado Gilson Kleina sabia muito bem do desespero são paulino por mais uma vitória. E montou sua equipe para travar o meio de campo. Escalou um clássico 4-5-1. Sem Cueva, o homem a ser marcado era Hernanes. O garoto Shaylon substituiria o peruano. E o também jovem Araruna atuaria pela lateral direita. Estava claro que a estratégia de Dorival era tentar sufocar os catarinenses, com uma marcação alta, e buscar decidir a partida o mais rápido possível.

Só que a Chapecoense estava muito bem estruturada. Pronta para a pressão e busca de contragolpes em velocidade. Aos 26 minutos do primeiro tempo, Reinaldo e Wellington Paulista repetiram jogada ensaiada dos tempos da Ponte Preta. O lateral cruzou muito bem, e forte, na cabeça do artilheiro. E Wellington testou a bola para o fundo das redes de Sidão. 1 a 0, Chapecoense.

O São Paulo se enervou. Os jogadores partiram ainda mais irritados, nervosos para a frente. Deixavam todo o campo para os contragolpes. A situação estava complicada. Parecia que o time não esperava a firme postura dos adversários. Araruna e Shaylon estavam sem confiança. A bola queimava nos pés dos dois. Sair atrás no placar foi um veneno para o time paulista. A Chapecoense tinha o jogo sob controle.

No intervalo, Dorival tirou Araruna e colocou o meia Lucas Fernandes. O São Paulo escancarava de vez o time. Gilson Kleina reagiu e colocou o lateral João Pedro no lugar do meio campista Luis Antônio. Aos 13 minutos, um contragolpe muito bem feito e o velocista Apodi acabou derrubado por Marcos Guilherme. Pênalti.

Com muita personalidade, Reinaldo cobrou. Sem chances para Sidão. 2 a 0, Chapecoense.

A tensão já dominava o Pacaembu.

Até que veio o gol de Gilberto. Foi um alívio absurdo, já que o São Paulo só estava levantando a bola para a área. O time não tinha controle emocional para organizar seus ataques. Era só cruzamentos, correria e briga dentro da grande área. O 2 a 1, possibilitou a recuperação da vibração, da confiança do time de Dorival.

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E em um singelo escanteio, Lucas Fernandes cruzou e Arboleda acertou linda cabeçada 2 a 2.

O São Paulo ainda lutou muito. Sem consciência, mas com o coração. Só que não conseguiu a virada.

Travou em um empate que não esperava.

Embora os jogadores neguem, o time contava com três pontos hoje.

No final, tem de se dar por muito satisfeito pelo 2 a 2.

Principalmente por seu primeiro gol.

A luta para escapar do rebaixamento parece ganha.

O esforço é para seguir sonhando com a Libertadores.

"O primeiro gol do São Paulo foi mal feito, impedimento e nosso goleiro foi tocado. Houve um prejuízo para a Chape muito grande nesta partida de hoje, lamento profundamente. Pela primeira vez neste Campeonato Brasileiro a Chape vem prestar tal declaração. Jamais o fizemos, mas hoje me sinto no dever em nome de todo o futebol médio e pequeno do Brasil, alertar os dirigentes do futebol Brasileiro, que tenha imediatamente uma preparação melhor na condução das arbitragens, que se ponha um olho digital para que sejam avaliadas as coisas como são", desabafou, o presidente da Chapecoense, Plínio David de Nes Filho.

O gol irregular do São Paulo doeu demais...
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