211 Juiz ajuda, marca pênalti inexistente, e São Paulo ganha dos reservas do Cruzeiro. 3 a 2, com dois gols de Hernanes. E sai da zona do rebaixamento, depois de tomar enorme sufoco. Mais de 56 mil no  Morumbi, novo recorde no Brasileiro...
Rafael Traci teve importância fundamental na vitória do São Paulo diante do time reserva do Cruzeiro. O árbitro marcou um pênalti inexistente de Ezequiel em Gilberto. Os dois disputaram a bola, o atacante se jogou, simulou de maneira tosca. E Traci marcou. Nem os jogadores são paulinos acreditaram. Hernanes cobrou com personalidade. E aos 36 minutos marcou o gol decisivo, da virada. 3 a 2 para o time de Dorival. Resultado perfeito para manchetes tão eufóricas quanto mentirosas.

Ainda mais com dois gols de Hernanes.

O resultado foi absolutamente injusto. Não funcionou o novo esquema que Dorival decidiu utilizar, o mesmo do Corinthians, o 4-1-4-1. O São Paulo não teve saída de bola, triangulações pelo lado do campo, dificuldade de recomposição. O que sabotou os cruzeirenses, além do árbitro, foi a falta de entrosamento. A equipe tinha vários reservas. Os titulares foram poupados para a primeira partida da semifinal da Copa do Brasil, contra o Grêmio, em Porto Alegre.

"Hoje tive a chance de fazer os gols. O Renan salvou quando tava 2 a 1 , depois o Caio e o Arboleda salvaram atrás. Tem que continuar com os pés no chão. Temos que saber as limitações, defender bem e aproveitar os contra-ataques. Vai ter de ser assim", resumia, Hernanes, deixando claro, de maneira direta, a fragilidade do São Paulo.

Hernanes marcou dois gols, de falta e pênalti. E ainda cobrou escanteio que Arbeloa cabeceou para as redes.

"Está difícil. Não queremos passar esse sufoco. Todo jogo é uma final, será difícil seguir assim até o final. Queremos mais tranquilidade. Não estávamos conseguindo reagir. Hoje mostramos isso. Levamos a virada por bobeira minha. Pedi desculpas ao time pelo segundo gol. Na nossa situação, se não dá pra sair jogando, chuta pra lateral. Assumo o erro. O excesso de confiança atrapalhou", dizia Rodrigo Caio, explicando o segundo gol do Cruzeiro, que colocou a equipe mineira em vantagem por 2 a 1, antes da virada definitiva.

O público recorde do Campeonato Brasileiro, 56.052 torcedores, no Morumbi, conseguiu empurrar o time para fora da zona do rebaixamento. O recorde de torcedores no estádio foi batido pela terceira vez pelos são paulinos. Ingressos a R$ 10,00 ajudam muito as arquibancadas lotadas.

4reproducao2 Juiz ajuda, marca pênalti inexistente, e São Paulo ganha dos reservas do Cruzeiro. 3 a 2, com dois gols de Hernanes. E sai da zona do rebaixamento, depois de tomar enorme sufoco. Mais de 56 mil no  Morumbi, novo recorde no Brasileiro...

E o público vibrou, comemorou muito o resultado. Era isso que importava. Na manhã ensolarada deste inverso em São Paulo, dia dos Pais. Todos queriam festejar. Festejaram. Se o juiz marcou pênalti inexistente e a equipe foi imprensada no seu campo e, escapou, por sorte da derrota, não interessa. O que valeu foi a importância do triunfo. E os três pontos. Não interessa como foram conquistados. Isso não é problema de torcedor.

Durante toda a partida, o time 'alternativo' mineiro se impôs. Desperdiçou pênalti com Sassá, chutando na trave, e ainda perdeu vários gols. Lucas Pratto foi expulso. Assim como o estreante Digão.

Dorival terá de pensar com calma se segue adotando o 4-1-4-1. Não será em todas as 18 partidas que restam no Brasileiro que será escalado um árbitro inseguro e que se deixa impressionar por um estádio lotado...

"Foi uma disputa de bola. Se for marcar lances assim como pênalti, teremos cinco, seis por jogo", dizia, revoltado, Ezequiel. "Toda vez é isso, temos de falar da arbitragem depois dos jogos. Perder na dúvida da arbitragem é duro", desabafava, Robinho.

"Não foi um grande jogo da nossa parte, mas conseguimos o resultado. É importantíssimo. Espero que tenhamos equilíbrio nos jogos seguintes para ter lucidez com a bola nos pés. Esse é um ponto importante a se corrigir.

"Nós fizemos alguns jogos com bom futebol, criando inúmeras oportunidades e de repente o resultado não aparece. Isso cria uma instabilidade. De repente, você vem com outra proposta, dando a bola para o adversário. Tivemos o torcedor o tempo todo, num espetáculo desde a chegada ao Morumbi. E você consegue reverter o quadro", resumia, feliz, Dorival.

Ou seja, a sua proposta de hoje, contra o Cruzeiro era usar o lado defensivo do 4-1-4-1. Mas nem ele funcionou. O São Paulo não conseguiu defender bem. Não teve poder de recomposição. O time mineiro teve toda a tranquilidade para tocar a bola na intermediária paulista. Se não pesasse a falta de entrosamento e o egoísmo de alguns jogadores, como Robinho e Sóbis, que preferiam arrematar a gol, mesmo com companheiros livres, tudo seria diferente. Tamanho a liberdade que tiveram.

Dorival percebeu que a proteção da zaga do São Paulo e a marcação como um todo estava ruim. Trocou o frágil 4-2-3-1 para o vigoroso 4-1-4-1. Tirou Jucilei. Percebeu que ele, Petros e Hernanes não conseguiam fechar o meio de campo. E colocou o jovem Militão no time. E treinou muito o São Paulo esperando o adversário no seu campo, atrás da bola. Sem se preocupar que o jogo fosse no Morumbi, com 56 mil pessoas esperando o time atacar.

O sufoco começou cedo. Mesmo com reservas, o time de Minas dominava a intermediária, usava bem as infiltrações e as laterais do campo. Logo aos 11 minutos, Hudson deu ótimo lançamento para Sassá. Renan Ribeiro se precipitou e saiu, cometendo o pênalti. Até os familiares de Renan Ribeiro marcariam, Rafael Traci não teria coragem de não assinalar.

Sassá fez cera e pose na hora da cobrança. Desperdiçou, acertou a trave. O lance animou os torcedores. Mas o Cruzeiro seguiu em cima. Militão, encarregado de sair com a bola, estava inseguro, lento. Os mineiros dominaram toda a primeira etapa. A torcida são paulina no Morumbi estava apreensiva. Mas Ezequiel cometeu falta infantil na entrada da área em Marcos Guilherme, que estava de costas para o gol.

Hernanes, que não jogava bem, cobrou com perfeição. Indefensável para Rafael. 1 a 0, São Paulos, aos 46 minutos.

O gol da injustiça.

313 Juiz ajuda, marca pênalti inexistente, e São Paulo ganha dos reservas do Cruzeiro. 3 a 2, com dois gols de Hernanes. E sai da zona do rebaixamento, depois de tomar enorme sufoco. Mais de 56 mil no  Morumbi, novo recorde no Brasileiro...

Dorival trocou Militão por Jucilei. Poderia ter tirado Petros. Ele só reclamou, lento e marcou mal. Bastaram 11 minutos do segundo tempo e Sassá virou o jogo. No primeiro, aos cinco minutos, se aproveitou da falta de reação de Arboleda e deu um belo giro no ar. E, no segundo, usufruiu o titubeio absurdo de Rodrigo Caio, que dividiu a bola com o atacante. E perdeu como se fosse um menino. 2 a 1.

O Cruzeiro seguia melhor, os jogadores do São Paulo davam a alma em campo, mas faltava consciência. Corriam errado. Renan Ribeiro fez duas ótimas defesas. A derrota tricolor se desenhava, quando a injustiça voltou a aparecer. Hernanes cobrou escanteio e Arbeloa subiu muito, atropelando Hudson, e cabeceando para as redes 2 a 2, aos 25 minutos.

O gol deu ânimo à torcida e aos jogadores do São Paulo. Os cruzeirenses, reservas, cansaram. E aos 34 minutos, Rafael Traci resolveu marcar pênalti inexistente de Ezequiel em Gilberto. A simulação foi bizarras. Mas Hernanes não quis nem saber. Cobrou com convicção. 3 a 2.

Depois, Dorival mandou seu time recuar ainda mais. E conseguiu segurar a vitória.

Vale pela festa.

Pela saída momentânea da zona do rebaixamento.

Só que, de novo, o time jogou mal.

E merecia ter perdido.

O auxílio do juiz foi determinante para a vitória.

Dorival e seus jogadores sabem disso.

E por isso deixam a festa para a iludida torcida...
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