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Internacional, Cruzeiro e Santos. Mais do que vencer. Esse domingo será o dia do Ressentimento. Ideal para atrapalhar o futuro do Grêmio, Atlético Mineiro e São Paulo. Principalmente na Libertadores…

Postado por Cosme Rímoli em 1 de fevereiro de 2013 às 15:31 em Sem categoria | 25 Comments

a3 Internacional, Cruzeiro e Santos. Mais do que vencer. Esse domingo será o dia do Ressentimento. Ideal para atrapalhar o futuro do Grêmio, Atlético Mineiro e São Paulo. Principalmente na Libertadores... [1]
O principal instinto no esporte [2] é vencer.

O pobre barão de Coubertin seria visto como um ingênuo.

Seu ideal, ridicularizado.

"O importante é competir."

Lindas palavras que combinavam com a primeira olimpíada, em 1896.

A adrenalina da vitória resulta em dinheiro, popularidade.

Mas principalmente em adrenalina.

Basta checar como estão Dunga, Marcelo Oliveira e Muricy Ramalho.

Por trás de toda a verniz, a educação, a política, o domingo será diferente.

O trio tem a chance de dar uma satisfação a seus torcedores.

Não só derrotar Grêmio, Atlético Mineiro e São Paulo.

Mas ter a satisfação sórdida, sádica que ninguém revela.

Nem mesmo ao espelho.

A felicidade de atrapalhar o rival na Libertadores.

Competição que os clubes que comandam não conseguiram disputar este ano.

A preparação no Internacional, no Cruzeiro e no Santos está diferente.

Quem cobre o dia-a-dia destes clubes sente a ansiedade.

Dunga está de volta ao futebol [3] depois de um ano e meio afastado.

Só conseguiu se livrar dos fantasmas da Copa de 2010 agora.

E tem no seu estado sua antítese.

Vanderlei Luxemburgo.

Pessoa que adora holofotes, aparecer.

Que não respeita a própria hierarquia.

Chamando seus jogadores de Ferrugem, Negão.

E que foi parar em Porto Alegre por falta de espaço em São Paulo, no Rio, em Belo Horizonte.

Queimado, busca a afirmação com o riquíssimo Grêmio.

Foi cabo eleitoral de Paulo Odone.

Mas, esperto, conseguiu se compor com Fabio Koff.

Só ocupa o cargo porque Felipão foi para a Seleção.

Tem a sombra de Mano Menezes, mas finge não ver.

Se classificou na bacia das almas para a fase de grupo da Libertadores.

Atenta a diretoria gaúcha não esqueceu o quanto jogou mal o time contra a LDU.

A vaga nas penalidades não agradou ninguém.

E antes de começar a fase de grupo, esse Gre-Nal indesejado.

Onde ele só teria a perder.

O que Luxemburgo faz, para desgosto dos gremistas.

Fugiu da raia.

Colocará o time B e mandará Roger para o jogo.

Um ato que não combina com a tradição gremista da peleia.

O treinador acredita que está se poupando.

Mas se vier a derrota, será cobrado.

Não se perde um Gre-Nal para se preservar.

Essa história só irritou ainda mais Dunga.

Seu time entrará para trucidar o rival.

Depois do fraca estreia, no empate em 0 a 0 com o Novo Hamburgo.

O ex-treinador da Seleção quer derrotar o maior rival.

Mesmo que Luxemburgo mande o time infantil, dirigido pela Xuxa.

Marcelo Oliveira nem de longe pensa em fugir do confronto.

Em colocar o time B do Cruzeiro contra o Atlético.

De jeito nenhum.

Vai colocar todos os jogadores que o time comprou vendendo Montillo.

A partida é histórica.

Marca a reabertura do Mineirão.

Oliveira precisa vencer o jogo até para apagar a rejeição da própria torcida.

Ele deve ser o único treinador da América Latina que assumiu o cargo.

E colocou em risco a vida do presidente do seu clube.

Gilvan Tavares foi ameaçado de morte caso o contratasse.

Marcelo Oliveira tem o seu passado marcado pelo Atlético Mineiro.

Jogador talentoso e treinador apaixonado pelo clube.

Só que o tempo passou, foi trabalhar em outras equipes.

E recebeu um convite irrecusável para dirigir o seu grande rival na vida.

Agora tem de colocar todo o seu conhecimento neste clássico.

Ele será a pessoa mais cobrada no Mineirão.

A torcida cruzeirense quer a vitória diante do milionário Atlético Mineiro.

Cuca e Ronaldinho Gaúcho já sabem que será pressão do início ao fim do jogo.

A Polícia Mineira deu uma demonstração de força.

E abortou a história de jogo de uma só torcida.

Se Belo Horizonte tem a Copa do Mundo, não pode baixar a cabeça para vândalos.

Uma derrota diante do Cruzeiro atrapalhará sim o rumo do Atlético.

Alexandre Kalil não quer nem pensar nisso.

E apela para o velho truque de oferecer uma premiação especial para o domingo.

Será o jogo mais brigado e interessante do domingo no Brasil.

A raiva já domina os jogadores dos dois lados.

A história do primo pobre contra o primo rico se encaixa perfeitamente.

Já na Vila Belmiro, Muricy tem de provar que a má fase foi embora.

E nada melhor do que pegar o seu ex-clube.

Com Neymar, Montillo e um time extremamente ofensivo.

O treinador sabe o quanto a torcida santista quer a vitória.

Derrotar o São Paulo e ver humilhado Paulo Henrique Ganso.

O jogador que ousou abandonar a Vila e ir para o Morumbi.

Só que o jogo é muito mais do que esse confronto.

Muricy é um fantasma na vida de qualquer treinador no Morumbi.

O pacato Ney Franco está tentando se impor.

Estava indo bem, enfrentando Ceni, deixando Ganso no banco.

Mas não teve força para fazer seu time segurar a vitória contra o Bolívar.

Vencendo por 3 a 0, a derrota por 4 a 3 ficou mais dolorida.

Magoou egos.

Por mais que faltasse oxigênio em La Paz, faltou postura de time grande.

Por isso uma nova derrota em Santos o atrapalharia.

Traria insegurança em um grupo montado com muito dinheiro.

O argentino Montillo confirma que se sente em dívida.

E está.

Embora não tenha tido muito tempo para entrosamento, se esperava mais dele individualmente.

O foco estará nele e em Paulo Henrique Ganso.

O jogador tentará fazer da partida uma homenagem a Luís Álvaro.

Por mais que negue publicamente, o jogador nutre um poço de mágoa em relação os presidente santista.

Acredita que mereceria estar ganhando o mesmo que Neymar, R$ 3 milhões.

Na sua concepção não recebe porque lhe faltou apoio.

E Muricy ainda não se conformou pela maneira que foi mandado embora do São Paulo.

Com Ricardo Gomes já contratado.

Cada jogo contra o seu clube do coração é diferente para ele.

É como se enfrentasse Juvenal Juvêncio e Carlos Augusto de Barros e Silva.

Foi o vice presidente Leco quem derrubou Muricy do cargo.

Por seu jeito abrutalhado não combinar com o clube.

O treinador sabe que isso foi desculpa.

Deixou o Morumbi por não permitir que Leco e outros dirigentes frequentassem os vestiários.

Eles se sentiam com poder para cobrar os atletas.

Ou simplesmente os adularem.

Tudo isso virá à tona neste final de semana.

Pierre de Coubertin ficará chocado com o que virou o esporte.

Mas criativo, saberia batizar muito bem a situação.

O Gre-Nal, Cruzeiro e Atlético e São Paulo e Santos têm muito em comum.

Viverão o Domingo do Ressentimento.

Quem puder mais vai chorar menos.

A adrenalina já corre nas veias.

Tanto em Porto Alegre, Belo Horizonte e Santos...


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