17 Incompetência de Micale garante empate ao Palmeiras. Mesmo com dois a menos
Incompetência de Rogério Micale. Só assim para explicar o fato de o Atlético Mineiro não vencer o Palmeiras, no Independência. Mesmo com dois jogadores a mais, Lua e Willian foram expulsos, o time do ex-treinador da Seleção Olímpica apenas empatou em 1 a 1. A equipe foi apática, mesmo com tanta vantagem numérica e precisando desesperadamente vencer. O técnico não conseguiu achar uma solução tática, mesmo com dois atletas a mais. O jogo teve dois pênaltis desperdiçados. Um para cada lado. Fred e Deyverson cobraram muito mal e facilitaram a vida de Fernando Prass e Victor.

Leandro Vuaden que cada partida consegue piorar, ainda não marcou um pênalti claro. Willian chutou e Luan esticou o braço e cortou a bola com a mão. Vuaden não apontou a penalidade clara porque não quis.

Não é por acaso que os candidatos à presidência atleticana garantem que vão tirar Cuca do Palmeiras. Nenhum deles quer seguir com Micale em 2018. Basta lembrar que o presidente Daniel Nepomuceno exige a classificação para a Libertadores de 2018, depois da eliminação do caríssimo elenco da Libertadores, diante do humilde boliviano Jorge Wilstermann.

Cuca montou sua equipe para primeiro defender e depois buscar os contragolpes. Seu time ia bem. Até a infantil expulsão de Luan, por agarrar a camisa de Leonardo Silva em um escanteio, aos 40 minutos do primeiro tempo. Além de sair do jogo, ele propiciou o empate ao time mineiro. A expulsão de Willian também foi

O Palmeiras se manteve na quarta colocação. E o Atlético Mineiro estaciona na nona colocação. A partida de Fred e Robinho foi lastimável. Os dois veteranos não poderiam ter jogado pior. Andaram em campo. Absurdo. Qualquer treinador tomaria alguma atitude. Menos Micale, especialista em times de base e que segue com dificuldade em comandar profissionais.

"Eu enfrentei o Brasil contra (durante a Copa de 2014, quando andou em campo), mais de 200 milhões de pessoas contra (mim), e depois fui artilheiro do Brasileirão. Isso aí pra mim não é nada. É um momento difícil, tenho humildade para reconhecer que estou enfrentando dificuldade", dizia, sorrindo, Fred.

Lógico que há aqueles que, sem ver a partida, vão aclamar o empate do Palmeiras como heroico. Afinal, atuou com dois jogadores a menos. Um durante todo o segundo tempo. Willian foi expulso aos 32 minutos da etapa final. Triste foi acompanhar que os atleticanos não aproveitaram tanta vantagem. Não tiveram coragem fazer o básico. Marcar pressão, atacar em bloco, buscar triangulações pela linha de fundo. O time seguiu cruzando bolas para a área paulista, mostrando toda a falta de trabalho tático de seu treinador.

A cada partida do Atlético Mineiro com Micale, fica mais evidente o quanto a assessoria de Tite foi fundamental na conquista da medalha de ouro. Mas hoje foi revoltante para quem tem o mínimo conhecimento de futebol. Dois jogadores a mais e o time não conseguiu aproveitar. Nem encurralar o Palmeiras. Pior, quase perde o jogo em um contragolpe do time paulista, com Moisés.

A partida, disputada no acanhado Independência, foi previsível. Com o Atlético Mineiro precisando vencer, tentando se lançar ao ataque. Mas de forma descoordenada, com o meio de campo distante dos atacantes, time lento, sem a menor intensidade. O Palmeiras de Cuca respeitou demais o adversário. Tinha futebol para buscar a vitória. Estava muito melhor distribuído em campo.

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Tirando uma finalização fortuita de Luan no travessão, o Atlético Mineiro estava controlado. Até que Egídio, sempre ele, cometeu pênalti bobo. Ele chegou atrasado e derrubou Alex Silva. Fred fez pose, tomou pouca distância e facilitou a defesa de Fernando Prass. Incrível o desleixo, a falta de gana do atacante.

O castigo veio seis minutos depois, quando Moisés descobriu Willian solto na esquerda. Ele descobriu Deyverson. O chute saiu cruzado, indefensável para Victor.

Só que o Palmeiras seguiu fazendo pênaltis infantis. Luan agarrou a camisa de Leonardo Silva em bola levantada para a área. Uma bobagem. Fabio Santos bateu no alto, sem chance de defesa para Fernando Prass. 1 a 1, aos 43 minutos. Luan, que tinha amarelo, foi expulso. Cuca tirou Guerra e colocou Juninho, recompondo a zaga.

A equipe de Cuca, mesmo com um a menos, voltou melhor. Mais corajosa. E aos 11 minutos, teve a chance do segundo gol. Em bola levantada para a área, Leonardo Silva imitou Luan. E cometeu um pênalti desnecessário, juvenil. Deu um tapa na bola. Deyverson mostrou como não se cobra. Assim como Fred, não tomou distância da bola. Deu toda a chance para Victor, especialista em defender penalidades, espalmasse a bola. Foi a sua 14ª defesa de pênalti desde que chegou ao Atlético.

Pressionados pela torcida, os atleticanos tentavam reagir, buscar o resultado. Mas estavam controlados. Até que Willian, depois de dividida forte com Valdivia, perde a cabeça. E dá um chute sem bola no adversário. Muito bem expulso por Vuaden.

A partir dos 32 minutos do segundo tempo, o Atlético Mineiro teve dois jogadores a mais. Só que nada de útil criou. Micale não sabia o que fazer. E o time jogou fora a chance de vencer. Inacreditável.

Sorte do Palmeiras de Cuca.

Fosse outro treinador no Atlético, dificilmente escaparia da derrota...
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