713 Hernanes foi o maestro da empolgante vitória do São Paulo. O Santos deu um grande vexame
Hernanes foi o grande responsável por mais uma vitória que afasta o São Paulo da zona do rebaixamento. Deu duas assistências fabulosas para os gols de Marcos Guilherme e Cueva. E ainda deixou Petros cara a cara com Vanderlei, mas o volante acertou a trave. Com o Pacaembu lotado, com mais de 40 mil torcedores, o time de Dorival Júnior se impôs diante do desinteressado, desarrumado Santos por 2 a 1.

Não é por acaso que Levir Culpi não seguirá comandando o futebol. Nem parecia que a equipe do litoral estava a apenas seis pontos do líder do Brasileiro, o Corinthians. Faltava vontade, determinação, ambição. Querer ser campeão do Brasil. Melhor para os são paulinos exorcizarem a sombra do rebaixamento.

"Finalmente conseguimos ganhar duas partidas seguidas. Uma vitória com méritos. Jogamos bem, neutralizamos o Santos. Mostra que conseguimos subir um degrau de atuação, mentalidade. É o primeiro sinal de uma resposta positiva de maturidade", dizia, animado, Hernanes.

O São Paulo chegou a 40 pontos. Desde a terceira rodada do Brasileiro, no dia 22 de maio, o time não conseguia duas vitórias seguidas. Foi a primeira vez que acontece sob o comando de Dorival Júnior, a primeira vez foi com o demitido Rogério Ceni. Teoricamente bastam mais sete pontos nos próximos sete jogos para colocar um fim na agonia. Escapar de vez da Segunda Divisão.

Quanto ao Santos, não será surpresa se Levir Culpi for demitido antes mesmo do Brasileiro acabar. E Modesto Roma colocar Elano no seu lugar, como deseja faz tempo. Lucas Lima além de andar em campo, não mostrar a menor vontade de desempenhar a liderança técnica que o seu talento poderia proporcionar, ainda conseguiu tomar seu 11º cartão amarelo. É o recordista de cartões no Brasileiro de 2017. Está mais do que evidente que ele não tem a menor gana em seguir vestindo a camisa 10 santista.

Inaceitável também o espaço que Hernanes teve para construir a vitória do São Paulo. Até um treinador iniciante e na Quarta Divisão, colocaria um jogador mais marcador para tentar travar o mais cerebral meia do São Paulo. Ele teve todo espaço para distribuir assistências, desequilibrar o jogo. Levir Culpi tem de ser muito cobrado. Foi um erro primário, inconcebível para um técnico com tanta vivência no futebol.

É raro ver o que aconteceu no Pacaembu. Um clássico historicamente marcado por enorme rivalidade, como São Paulo e Santos, apenas um time demonstrar vontade de vencer. Por mais que a equipe de Dorival Júnior esteja ameaçada pelo rebaixamento, os comandados de Levir Culpi brigam para ser campeão do país. Estão em terceiro lugar. Mas parecia que o jogo só valia para os tricolores. A má vontade, o desinteresse do Santos foram assustadores. Há algo de muito errado na Vila Belmiro.

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Na teoria, o confronto deveria ser equilibrado. Com jogadores importantes dos dois lados. E distribuídos de maneira espelhada. No 4-1-4-1. Só que na prática, o São Paulo encurralou os santistas, como se jogasse contra uma equipe pequena. Além da falta de competitividade do time, o Santos estava espaçado, sem ritmo. Desajustado. Assistia as triangulações, as infiltrações do adversário que a frouxa marcação proporcionava. Como uma equipe pode querer ser campeã do Brasil com seus atletas sem gana, permitindo os rivais ganharem todas as divididas? O Santos corria, mas parecia não querer chegar.

De nada adiantou o Santos entrar com três volantes. Alison, Renato e Matheus Jesus. Mas mal colocados, assistiram Hernanes articular como quis as jogadas ofensivas do São Paulo. Só faltou o trio pedir autógrafo e fazer selfie com o são paulino. Era irritante. Assim como a falta de iniciativa de Victor Ferraz e Jean Mota, improvisado na lateral. Com três volantes, até time de várzea libera os laterais. Mas eles seguiram o jogo todo presos.

Logo aos dois minutos, Hernanes aparece livre na grande área santista para cabecear um escanteio. Como se ninguém tivesse visto o gol que marcou na semana passada contra o Flamengo. Mas ele seguiu mais solto e alegre com a liberdade do que Carlos Arthur Nuzman. Foi assim, tranquilo, que recebeu a bola aos 16 minutos e deu um lançamento espetacular para Marcos Guilherme. O rápido atacante se aproveitou que Lucas Veríssimo e David Braz estavam em linha. Velocista, chegou antes. E encobriu Vanderlei com um toque por cima, de pura frieza. Lindo gol. São Paulo 1 a 0.

O Santos além de não marcar, seguia lento. O jogador que deveria ditar o ritmo da partida, estava lento. Encostado na lateral esquerda, andando. Lucas Lima. Melhor para o São Paulo, que não tinha nada a ver com isso. E cinco minutos depois, faria o segundo gol.

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Outra vez Hernanes, livre como um pássaro. Deu um passe maravilhoso para Cueva. O peruano tocou a bola para o fundo do gol, para desespero de Vanderlei. 2 a 0. Com a vantagem, Dorival mandou seu time compactar ainda mais na intermediária. Não se expor. Queria, precisava vencer.

Foi quando o Santos teve a chance de atacar. E, por mérito de Alisson, descontou. O volante acertou um chute incrível no rebote de escanteio de Rodrigo Caio. Indefensável para Sidão. 2 a 1, aos 33 minutos.

O que se esperaria de uma equipe, terceira colocada no Brasileiro, lutando pela chance de disputar o título? Que ela tivesse vontade de empatar, virar o jogo. Mas o Santos seguiu frio, sem gana. Se submetendo à marcação do São Paulo.

Veio o segundo tempo e ele foi emblemático. Quantos chutes importantes, quantas defesas de Sidão? Nenhum, nenhuma. O Santos seguiu em 'banho maria', irritantemente lento. O São Paulo mostrava alma para sair do Pacaembu com os três pontos. Hernanes deixou Petros na cara de Vanderlei, mas o volante teve coragem de acertar a trave. Cueva seguia driblando, infiltrando. O time todo tricolor lutando.

A vitória do São Paulo foi mais do que justa. Basta seguir desta mesma maneira e o rebaixamento será afastado de vez.

Quanto ao Santos, o time clama por uma reformulação.

A começar por Levir Culpi.

Seu trabalho despencou.

E Lucas Lima não irá embora da Vila Belmiro.

Já foi...

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