1reproducao1 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?
Em 1995, há 20 anos, o Flamengo contratava Romário. Brahma, Banco Real, Rede Bandeirantes e Multiplan dividiram cotas para buscar o jogador do Barcelona. Ele havia sido o principal jogador do Brasil na Copa de 1994. "Se fomos campeões, devemos ao Romário", admite Dunga.

Desfilou em carro aberto, foi tratado como um rei. A diretoria da época contratou para ser seu parceiro Edmundo. E avisou aos quatro cantos do país. Em uma rima pobre, bradava. Com Romário, Sávio e Edmundo, o Flamengo teria o 'melhor ataque do mundo'.

Só que se esqueceu que um time não se forma só de ataque. E também não soube conduzir a incrível guerra de egos entre as estrelas da equipe. Além do descontentamento por Romário receber muito mais dinheiro e atenção do que o restante do elenco. Resultado. Um tiro na água. Vexames e dívidas.

O clube carioca só pagou parte do que devia para o atacante, que tirou do Barcelona, em março de 2015. Sim, este ano. Vinte anos depois, ele recebeu R$ 4,2 milhões. E mais, pagará R$ 160 mil de direito de imagem, até dezembro de 2022.

Tudo isso volta à tona porque os grandes pensadores garantem que as 'histórias se repetem'. Ou seja, o ser humano não tem muita imaginação. E por associações costuma seguir o que foi feito de certo ou errado anos, décadas ou até séculos atrás.

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A diretoria do Flamengo está fazendo um trabalho brilhante. Com empenho desconhecido neste país, está saldando dívidas que deixavam o clube à beira da falência. Irresponsabilidade, incompetência, falta de transparência e corrupção dominaram a Gávea. O clube mais popular do país não tem um estádio e nem mesmo um CT decente. Milhões e milhões de reais, cruzeiros, réis já passaram por lá. E mesmo assim, não se estruturou.

O clube devia mais de R$ 750 milhões. Se seguisse o mesmo ritmo de administrações passadas, quebraria facilmente a barreira do R$ 1 bilhão negativo. Eduardo Bandeira de Mello, administrador e ex-funcionário do BNDES, assumiu a presidência em 2013. Desde então priorizou o pagamento dessa dívida. Foi além.

O Flamengo virou exemplo para todo o país também por reformar os seus estatutos. A diretoria se obriga a publicar balanço trimestral na Internet e seguir regras comuns às empresas de capital aberto. O orçamento terá de ser respeitado de qualquer maneira. Sonegação de tributos e apropriação indébita serão cobrados de maneira exemplar.

Primeiro, com perda imediata de mandato. Depois, inelegibilidade por 15 anos. E depois, processo judicial para que ressarça aos cofres cada centavo desperdiçado, que tenha sumido de maneira mal explicada.

Atitudes louváveis, estimulantes diante de tantas denúncias de corrupção.

Mas só que o Flamengo é futebol na sua essência. Bandeira de Mello quer a reeleição. Sabe que precisa seguir economizando, mas sem resultados dentro das quatro linhas, seu projeito fica inviabilizado. Por um simples motivo. Não consegue apoio para seguir presidente.

3ae6 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

Daí ele cedeu à pressão de conselheiros e membros de diretoria. E entendeu que nos próximos seis meses, o Flamengo precisa de vitórias. Ganhar jogos, lutar pelo título do Brasileiro. Ter assegurada uma vaga na Libertadores.

Bandeira percebeu que o cenário na Gávea é muito preocupante. Há um elenco fraco. Treinador emergente, inteligente, honesto, mas que ainda não tem maturidade para garantir nem título ou Libertadores. Por isso Cristóvão pode ser demitido a todo o momento.

Mas a notícia mais importante para o futebol desde que assumiu no início de 2013 se concretizará nesta terça-feira, amanhã. O clube fará uma festa imensa. Como já fez um dia para Romário, Ronaldinho Gaúcho, Adriano. O dia amanhã será de Paolo Guerrero.

É a maior 'loucura' de Bandeira de Mello. Ele aceitou o clube se envolver em uma operação de R$ 41 milhões. São R$ 16 milhões em luvas. E mais R$ 650 mil mensais por três anos.

O departamento de marketing da Gávea quer atrair a atenção de todo o país. Começar a trabalhar a ideia de transformá-lo no grande ídolo deste pobre futebol brasileiro. Deseja desesperadamente usar sua boa aparência para buscar empresas que o usem como garoto-propaganda.

Mas e o time? Guerrero é muito próximo de Sheik. Os dois ex-jogadores do Corinthians tem se comunicado, conversado por telefone, trocado mensagens. O artilheiro das duas últimas Copa América pode se preocupar. E muito.

O time das 11 partidas que disputou no Brasileiro venceu três. Empatou uma. E perdeu sete vezes. Tem apenas 10 pontos e está na 15ª colocação.

Sozinho, Guerrero não tem condições de fazer absolutamente nada. Sheik é o melhor dos seus companheiros. Os dirigentes sabem disso. E buscam soluções. De nada adianta ter um artilheiro se a equipe não tem capacidade para jogar em função dele.

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Em vez de animação, a chegada do peruano está trazendo preocupação. Com derrotas e ameaça de rebaixamento, os projetos de marketing não sobreviverão. Eduardo Bandeira de Mello foi avisado. O clube precisa investir. Buscar pelo menos mais três ou quatro jogadores de qualidade. Isso significa gasto, mas não há outro jeito.

Guerrero, por seu lado, também não quer passar pelo sufoco de seus últimos meses no Corinthians. O jogador percebeu na pele o que a falta de pagamento sabota uma boa equipe. Vivido, sabe também que de nada adiante receber no prazo certo e ter um time fraco, ruim. Não há como não ficar preocupado.

O dinheiro que queria e não teve do Corinthians, pelo menos o peruano recebeu.

Ele chegará à Gávea amanhã de manhã. E dará sua coletiva às 13h30. Cristóvão, desesperado, já o quer contra o Internacional, em Porto Alegre, na quarta-feira.

No domingo, ele não jogará. A diretoria do Corinthians implorou para a direção flamenguista manter um 'acordo de cavalheiros' e não colocar Guerrero no Maracanã. domingo. E houvesse protesto, depredação e até invasão de campo. Como os dirigentes corintianos até facilitaram os encontros com Guerrero e a cúpula flamenguista, e ele não estará em campo.

 Guerrero preocupado. O Flamengo tem um time fraco demais. De nada adianta gastar R$ 41 milhões, ter o maior ídolo do país e correr o risco de ser rebaixado. Que marketing é esse?

Mas Guerrero não tem motivos paras sorrir. Essa demonstração de medo dos corintianos lhe deixou orgulhoso. Mas o fraco time que jogará, não. Aconselhado por Sheik, ele tem conversado com os dirigentes. E lembrou ter tido a promessa que o Flamengo teria uma equipe forte. Isso pesou na hora de acertar seu contrato de três anos.

Essa é a situação. Bandeira de Mello está reconstruindo o Flamengo. Mas para sua reeleição precisava do time forte. E de um grande ídolo. Se possível, o maior do futebol brasileiro. Investiu R$ 41 milhões com Guerrero. Mas é bom avisar o presidente.

Um ídolo midiático é importante. Mas não faz milagres. Muitas vezes nem um ataque inteiro. Qualquer dúvida, ele que compre uma passagem e vá até Brasília.

Ingresse no Senado e procure por um tal Romário...

(A diretoria do Flamengo teve bom senso. Sabendo que os torcedores iriam protestar pelo fraco time, tomou uma decisão. Não haverá festa amanhã na chegada de Guerrero. Triste, mas necessário...)
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