123 1024x576 Guerreiro, o Palmeiras lutou até o último instante. E a compensação veio. Mina marcou aos 50 minutos do segundo tempo. Veio a fundamental vitória por 1 a 0 contra o Jorge Wilstermann. E a liderança do grupo 5 da Libertadores...
Foi uma tortura. O Jorge Wilstermann mostrou um sistema defensivo quase que perfeito. Os bolivianos também tiveram a cumplicidade do árbitro chileno Eduardo Gamboa, que tolerou a insuportável cera. E não viu dois pênaltis em Mina.

Eduardo Baptista mostrou toda a coragem, escalou o Palmeiras no ataque. Teve o domínio da partida. Mas o time não conseguia furar o bloqueio do adversário. Faltou imaginação, convicção e mais arremates de fora da área. Os mais de 38 mil torcedores não arredavam pé da arena palestrina. Pareciam adivinhar que ganhariam um presente.

E ele veio aos 50 minutos do segundo tempo. Mina escorou cruzamento de Roger Guedes. E como um centroavante das antigas, empurrou a bola para as redes. Foi uma carnaval. O estádio parecia tremer. A festa se justificava.

O Palmeiras venceu a partida fundamental no grupo 5. E já assumiu a liderança com quatro pontos.

Até os próprios jogadores assumiam, a equipe foi bem.

Mas não parou de lutar por um segundo sequer.

"Desde a Argentina estamos sendo guerreiros. De novo, a gente não fez boa partida. O time deles enrolou muito. Serve para quando formos jogar fora de casa. Não existe jogo fácil, time que vamos golear. É complicado. Equipe está de parabéns pela vitória", comemorava o capitão Dudu.

"É uma vitória que nos deixa muito contentes. As dificuldades foram aumentando porque criamos as chances e não fizemos. Pegamos uma equipe experiente, com muita catimba, que enrolou um pouquinho.

"Mas buscamos o jogo, não demos um chutão para a frente. Até o fim estávamos buscando, pelos lados, pelo meio. Se não foi um futebol plástico, foi um futebol de Libertadores, de não desistir. Faltam só quatro jogos para classificar e o espírito é esse mesmo, uma equipe aguerrida, que não foi desleal em nenhum lance. A equipe soube ter paciência e equilíbrio para buscar o resultado", comemorava o aliviado Eduardo Baptista.

O suspense e a tensão dominaram a moderna arena palmeirense. Havia uma falsa expectativa de vitória fácil contra os bolivianos do Jorge Wilstermann. Muita gente que não viu a equipe de Roberto Mosquera golear o Peñarol por 6 a 2 na primeira rodada e acreditou que seria um passeio do time de Eduardo Baptista. Jogo obrigatório apenas para somar três pontos.

Ledo engano.

Individualmente, a equipe boliviana é limitada. Mas taticamente é bastante interessante. Tem enorme potencial defensivo. Taticamente forma duas linhas. Uma com quatro zagueiros. Outra com cinco jogadores na sua intermediária. E um só atacante. Mas a distribuição dos jogadores e a intensidade com que se desdobram, tiraram o oxigênio do Palmeiras durante toda a partida. Mesmo com Eduardo Baptista colocando sua equipe mais ofensiva. E que considera ideal para abrir retrancas quando seu time atuar em casa.

Porque Eduardo Baptista acredita que a formação oscilará. Quando o Palmeiras atua dentro de sua arena, a ordem é pressionar, vencer de qualquer maneira. Já fora de casa, para o técnico, o empate sempre serve. O que não é uma verdade absoluta. Seu time empatou com o fraco Atlético Tucumán na Argentina. E se empatasse hoje, em São Paulo, poderia se complicar na tabela.

1reproducaositepalmeiras Guerreiro, o Palmeiras lutou até o último instante. E a compensação veio. Mina marcou aos 50 minutos do segundo tempo. Veio a fundamental vitória por 1 a 0 contra o Jorge Wilstermann. E a liderança do grupo 5 da Libertadores...

A equipe foi bem escalada do meio para a frente. Os bolivianos entraram para marcar. Bastava Felipe Melo, um só volante de marcação. Tchê-Tchê e Michel Bastos ajudando na saída de bola, marcando e atacando pelos lados do campo. Guerra solto para articular, fazer a bola chegar até Borja e Dudu. Jean e Zé Roberto tinham toda a licença para apoiar como pontas.

A esperança palmeirense era abrir a bola pelas laterais, buscando abrir a retranca boliviana, muito bem montada. Os bolivianos que haviam se impressionado com o estádio e postado seu encanto nas redes sociais, não mostraram um pingo de falta de senso com a bola rolando. Tinham um plano tático definido. E não abriram mão. Acumulavam jogadores nas intermediárias. Queriam e conseguiram anular o nascedouro da saída de bola do Palmeiras.

Houve precipitação nos passes decisivos, falta de movimentação, de troca de posição dos palmeirenses do meio para a frente. E falta de arremates de fora da área. Eles tinham a grande virtude de se desdobrar. Não desistir de uma só jogada.

Ainda no primeiro tempo, ficou claro que a partida seria muito difícil. A grande esperança por uma jogada diferente era Guerra. Só que ele estava travado pelo consciente e eficiente sistema defensivo boliviano. A saída para os palmeirenses foi forçar cruzamentos da intermediária, o que facilitava o trabalho da defesa adversária. Pelo menos, o time de Eduardo Baptista manteve a consciência e não apelou para chutões. O time tocava a bola, só não conseguia finalizar.

Ela não chegava limpa para o artilheiro Borja...

No segundo tempo, o Palmeiras partiu ainda mais decidido para a vitória. Marcando com fome a saída de bola boliviana. Foi muita pressão e muita cera. O time do Jorge Wilstermann era experiente, rodado e sem escrúpulos. Foi muita cera. Tempo roubado da partida, com a conivência do árbitro chileno.

Eduardo Baptista trocou Michel Bastos por Keno, Guerra por Roger Guedes e Tchê-Tchê por Willian. Nada adiantava colocar o Palmeiras francamente aberto. A equipe sofria demais na intermediária para conseguir dar a bola para os atacantes. A sensação no estádio era que os bolivianos sairiam com pelo menos o empate. O feeling aumentou depois de dois pênaltis em Mina não ter sido marcados.

421 Guerreiro, o Palmeiras lutou até o último instante. E a compensação veio. Mina marcou aos 50 minutos do segundo tempo. Veio a fundamental vitória por 1 a 0 contra o Jorge Wilstermann. E a liderança do grupo 5 da Libertadores...

Mas a compensação veio.

E como.

Aos 50 minutos Roger Guedes deu ótimo cruzamento para a área.

Rasteiro.

A bola passou por Edu Dracena.

Mas não escapou de Mina.

Gol fundamental para o Palmeiras.

1 a O.

Os bolivianos ficaram histéricos.

Ficaram irritadíssimos com o gol no último instante.

E tiveram Olego expulso.

Mas não importava mais.

A arena festejava a fundamental vitória de hoje.

A hora era de comemorar.

Assumir que o time não jogou bem, mas celebrar a vitória.

E entender o quanto é difícil a Libertadores.

Competição que é prioritária para o Palmeiras em 2017...
2reproducao9 Guerreiro, o Palmeiras lutou até o último instante. E a compensação veio. Mina marcou aos 50 minutos do segundo tempo. Veio a fundamental vitória por 1 a 0 contra o Jorge Wilstermann. E a liderança do grupo 5 da Libertadores...

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