1reproducao15 Grupo rachado e campanha pífia. Dorival não é mais unanimidade no São Paulo...
Já estava marcada com antecedência uma reunião do Conselho Administrativo do São Paulo. O grupo de 'notáveis' que auxilia Leco no comando do clube se encontrará nesta terça-feira. O assunto deveria ser o planejamento do time, a profissionalização do departamento de futebol para 2018. Só que o fracasso de ontem contra a Ponte Preta será assunto obrigatório. A penúltima colocação no Brasileiro, a ameaça do rebaixamento segue cada vez mais real. Faltando 15 partidas.

Tudo será questionado.

Até o trabalho de Dorival Júnior.

Em 11 partidas no comando do time, não há melhora significativa. Seu aproveitamento é pífio. Em 11 partidas. O mesmo número de jogos de Rogério Ceni no Brasileiro. Com o ex-treinador foram três vitórias, dois empates e seis derrotas. Aproveitamento de 33,3%. Com Dorival, três vitórias, quatro empates e quatro derrotas. 39,9%.

Mas há uma diferença crucial. Se com Ceni o time marcou 10 gols e com Dorival, 18, o número de gols sofridos pelo São Paulo é assustador. Com o demitido técnico foram 11, média de um gol por partida. Já com o atual treinador, 21 gols. Ou seja, 2,1 por jogo. O clube já tem a segunda pior defesa do Brasileiro. Só tomou menos gols do que o Atlético Goianiense, o lanterna.

Além disso, ontem o clube bateu seu recorde negativo. Nunca o São Paulo havia ficado 11 rodadas em um Brasileiro na zona do rebaixamento. Seu pior momento foi em 2013, quanto ficou dez. E Muricy Ramalho assumiu e tirou o time do caminho da Segunda Divisão.

Esse aspecto estatístico já está na ponta da língua dos principais conselheiros do clube. E também de Leco, que cobra Vinicius Pinotti, responsável pelo futebol do clube.

Dorival se mostra inseguro e incoerente a cada entrevista. Como se tudo estivesse bem. Ele teve duas semanas para preparar o time contra a Ponte Preta. Tinha a obrigação de vencer, no Morumbi lotado, com 43 mil são paulinos apoiando a equipe. Seu time acabou o jogo tomando um sufoco enorme, retrancado na defesa, dando chutões para segurar o 2 a 2. Algo inacreditável.

E o treinador teve a coragem de dizer que seu time está 'pronto e preparado'.

"Detalhes mínimos têm feito uma diferença grande, em todos os jogos. Um time que faz 2 a 0 e tem a partida nas mãos está pronto e preparado. Isso é equilíbrio emocional. (O problema) Não é emocional neste momento. Vocês (jornalistas) viram uma equipe equilibrada, dona do jogo, fez 2 a 0 com potencial de fazer mais. Cinco minutos depois, a expulsão e o gol. Fica difícil explicar."

Dorival usa o mesmo expediente que Rogério Ceni nos seus últimos dias. Desmente a realidade. O São Paulo abriu 2 a 0, mas desabou depois da expulsão de Jucilei. Tomou o empate e deve agradecer aos céus por ter escapado da virada.

Decepcionada, a torcida vaiou com razão após o jogo. Durante a partida, apoiou como pôde. A participação dos são paulinos nas arquibancadas tem sido tocante, emocionando. Muito além do que o time tem merecido.

Só que há algo pior.

36 Grupo rachado e campanha pífia. Dorival não é mais unanimidade no São Paulo...

O desentendimento público entre Cueva e Rodrigo Caio mostra o que pode ser algo gravíssimo. E que costuma ter consequências terríveis para qualquer esporte. O grupo rachado.

"O Cueva sabe que tem de melhorar. A gente tenta ajudá-lo, mas ele também tem de se ajudar, crescer, querer melhorar. Ele tem consciência disso. Esperamos que ele volte bem, focado, concentrado, e possa nos ajudar bastante",disse Rodrigo Caio, cobrando publicamente o meia que tem jogado muito bem pelo Peru. E mal demais com a camisa do São Paulo.

Dorival Júnior tentou minimizar a situação. Avisou que confiava em Cueva, na sexta-feira. Confiança estranha essa. O peruano entrou na partida apenas aos 43 minutos do segundo tempo. Mal pegou na bola. Estava irritadíssimo ao final do jogo.

Quando Cueva foi procurado por repórteres, deixou clara sua mágoa com seu companheiro de clube. Quando foi perguntado se estranhou estar no banco, logo depois de fazer dois ótimos jogos pelo Peru, ele foi direto. "Perguntem para o Rodrigo Caio."

Cueva sabe toda a influência de Rodrigo Caio no elenco.

E não se esquivou.

Comprou a briga de maneira direta.

Eles eram amigos e hoje não se falam.

66 Grupo rachado e campanha pífia. Dorival não é mais unanimidade no São Paulo...

Um grupo rachado neste momento no São Paulo é o pior que pode acontecer.

E coloca sob suspeita o comando de Dorival Júnior.

"Grupo rachado acho que não existe. Não tem isso não. Em nenhum momento você viu grupo rachado hoje. Você viu um grupo querendo o resultado. A partir do momento da expulsão mudou o jogo completamente. Não vi grupo rachado. Vi uma equipe inteira em campo, tendo iniciativa, com uma partida administrada. A partir daquele momento, mudou o resultado. Esse fato vai ser trabalhado internamente. Resolveremos lá dentro", prometeu o treinador, tenso.

Algo é transparente.

A confiança que Leco e Pinotti tinham em Dorival diminuiu.

Lembrando algo muito importante. Depois da altíssima multa para Rogério Ceni, R$ 5 milhões, Leco jurou que todo treinador que pisar no Morumbi terá 'apenas' dois salários como multa, se for demitido.

Ou seja, Dorival, com contrato até o final de 2018, não tem um grande escudo. Demitir o técnico está longe de ser difícil.

O São Paulo voltará a campo domingo, em Salvador, contra o Vitória.

Sem Jucilei e Edimar suspensos.

Antes, a importante reunião do Conselho Administrativo.

Que confirmará a tendência.

A campanha pífia e grupo rachado assustam.

Como o time, inseguro, tenso, medroso.

Apático diante de qualquer dificuldade.

A ameaça de rebaixamento é cada vez mais real.

Dorival deixou de ser unanimidade no Morumbi...
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