1reproducao17 Graças à tentativa de reeleição de Leco e o radicalismo de Rogério Ceni, o São Paulo tem o patrocínio master dez vezes menor do que o do Palmeiras. Sete vezes e meio mais barato do que o Corinthians. Cinco vezes menor do que o do Santos. Isso é profissionalismo?
O São Paulo ficou dois anos sem patrocínio master. Entre 2014 e 2016. A saudade da Semp Toshiba só acabou em maio de 2016, com o acordo com a Prevent Senior. A empresa não suportou a concorrência com a bilionária Crefisa e deixou o Palmeiras. Fechou com o clube do Morumbi por R$ 25 milhões.

Mas não por um ano, como os dirigentes exigiam.

Por 19 meses.

Sete meses vieram como 'bônus'.

Só que esse período acabou.

A Prevent Senior não quis renovar.

Desde o início de março, o clube está sem patrocínio máster.

E não há perspectiva de acerto a curto prazo.

A crise econômica segue pesada.

O que é um veneno para Carlos Augusto Barros e Silva.

O presidente do São Paulo estava tenso, irritado.

Sabia que a falta de patrocinador é demonstração de incompetência.

E seria um grande trunfo da oposição.

A eleição do São Paulo está marcada para a segunda quinzena de abril.

O que Leco e o departamento de marketing decidiram?

2reproducao10 1024x681 Graças à tentativa de reeleição de Leco e o radicalismo de Rogério Ceni, o São Paulo tem o patrocínio master dez vezes menor do que o do Palmeiras. Sete vezes e meio mais barato do que o Corinthians. Cinco vezes menor do que o do Santos. Isso é profissionalismo?

Para disfarçar o literal vazio no peito?

Oferecer, gratuitamente, o nobre espaço.

A Corr Plastik ganhou uma promoção inesperada.

Ela pagava R$ 4 milhões pelas mangas da camisa são paulina.

E vai ocupar um lugar que vale oito vezes mais.

O agrado é enorme mas também é acompanhado de mágoa.

E até ameaça de rompimento.

3reproducao7 1024x680 Graças à tentativa de reeleição de Leco e o radicalismo de Rogério Ceni, o São Paulo tem o patrocínio master dez vezes menor do que o do Palmeiras. Sete vezes e meio mais barato do que o Corinthians. Cinco vezes menor do que o do Santos. Isso é profissionalismo?

A Corr Plastik quando assinou com o São Paulo tinha o direito da manga do uniforme do time, nos jogos e nos treinos. Além das placas de publicidade. E algo que agrava demais o patrocinador, ficar exposto no uniforme do treinador.

Isso valia para Ricardo Gomes.

Só que não para Rogério Ceni.

O atual técnico não abre mão de suas roupas sociais nos jogos.

Se sente bem vestido como um gerente de banco.

Calça, camisa de manga cumprida dobrada, cinto e sapato.

Não quer saber de boné, de agasalho esportivo.

Muito menos logotipo de empresa alguma.

A Corr Plastik estava disposta a romper com o São Paulo.

Leco não mostrava autoridade para se impor sobre o técnico.

A conciliação surgiu com a ideia do marketing.

Oferecer o peito da camisa, o espaço mais valioso.

Além de seguir nas mangas.

Por apenas R$ 4 milhões ao ano.

O Palmeiras receberá cerca de R$ 100 milhões em 2017 da Crefisa.

Só o patrocínio master é avaliado em R$ 40 milhões.

O Corinthians recebe R$ 30 milhões da Caixa Econômica Federal.

O Santos, R$ 20 milhões, também da Caixa.

O São Paulo se contenta com R$ 3 milhões.

Para Leco concorrer à reeleição.

E por Rogério Ceni.

Este é o retrato do 'profissionalismo' no futebol brasileiro...
516 Graças à tentativa de reeleição de Leco e o radicalismo de Rogério Ceni, o São Paulo tem o patrocínio master dez vezes menor do que o do Palmeiras. Sete vezes e meio mais barato do que o Corinthians. Cinco vezes menor do que o do Santos. Isso é profissionalismo?

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