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Governo boliviano não aceitará passivamente a decisão da Gaviões. Apresentar um menor como autor do disparo que matou Kevin Beltrán. Um garoto que não pode ser extraditado. E a Conmebol nunca acreditou no blefe de desistência da Libertadores pelo Corinthians…

Postado por Cosme Rímoli em 24 de fevereiro de 2013 às 12:38 em Sem categoria | 134 Comments

ap2 Governo boliviano não aceitará passivamente a decisão da Gaviões. Apresentar um menor como autor do disparo que matou Kevin Beltrán. Um garoto que não pode ser extraditado. E a Conmebol nunca acreditou no blefe de desistência da Libertadores pelo Corinthians... [1]
Não será tão fácil quanto todos imaginam.

A Gaviões da Fiel promete apresentar amanhã um menor.

Um garoto de 17 anos que teria disparado o sinalizador que matou outro garoto: Kevin Beltrán.

Já vazou a tese de que ele fez sem intenção.

Queria comemorar o gol e se atrapalhou com o sinalizador.

Não se apresentou como o autor do crime na Bolívia.

Porque viajou sob responsabilidade da torcida por ser menor.

Ele assumindo o crime nada acontece.

Porque o governo brasileiro não extradita criminosos.

Muitas vezes até italianos, como Cesare Battisti.

Ele é um ex-terrorista italiano com acusações de quatro mortes na década de 70.

A tese é essa.

A Gaviões apresenta um menor de idade como autor do disparo.

Nada acontece a ele.

E os 12 membros das organizadas, alguns dirigentes de torcidas, são soltos.

Deixam a penitenciária de Oruro.

Ao mesmo tempo, a Conmebol se dobra.

Diante da ameaça velada de o Corinthians abandonar a Libertadores.

Mesmo tendo de pagar R$ 600 mil e ficando de fora das três próximas que se classificar.

A entidade sul-americana revoga a medida de afastar seus torcedores.

Ninguém é punido pela morte de Kevin Beltrán, de 14 anos.

Ele perdeu a vida graças a um foguete que entrou no olho direito e esfacelou seu cérebro.

O sinalizador atingiu 360 quilômetros por hora.

Todos viram as costas, se esquecem do que aconteceu.

O garoto de 17 anos fica no Brasil sem preocupação.

E o Corinthians luta pelo bicampeonato da Libertadores.

Isso não vai acontecer.

A começar pelo blefe do clube abandonar a competição.

Mesmo a covarde Conmebol sabe que isso é uma bravata.

Feita para tentar pressionar o Comitê Disciplinar.

Amanhã sairá a decisão se revogará a própria sentença em relação aos estádios de porta fechada.

Por isso os boatos incentivados no próprio Parque São Jorge.

Para consumo da imprensa e pressão nos membros da Conmebol.

O octogenário José Maria Marin recomendou a Mario Gobbi desmentir o abandono.

Não haveria como pressionar a entidade de Nicolás Leoz dessa maneira.

Não diante da estúpida morte do menino de 14 anos.

 Governo boliviano não aceitará passivamente a decisão da Gaviões. Apresentar um menor como autor do disparo que matou Kevin Beltrán. Um garoto que não pode ser extraditado. E a Conmebol nunca acreditou no blefe de desistência da Libertadores pelo Corinthians... [2]

Marin também recomendou a Gobbi que modere suas palavras.

"Acidente acontece" foi uma péssima maneira de resumir a morte de Kevin.

Se fosse filho ou neto do corintiano, ele não falaria dessa maneira.

Marin disse que sabe lidar com Nicolás Leoz.

Ele tem certeza de que a pena será diminuída.

Não extinta completamente.

Mas diminuída.

Gobbi seguiu as determinações.

Será mais prudente, terá o mínimo de sensibilidade na hora de se expressar.

E garantiu que o Corinthians não sai da Libertadores.

Não haverá desistência do torneio.

O governo de Evo Morales vê como uma questão de honra a punição.

O caso saiu da esfera esportiva há muito tempo.

O Itamaraty de Dilma Rousseff está dando assistência aos presos corintianos.

Mas não há a mínima condição moral de pressionar a Conmebol.

A justiça boliviana não irá comprar tão fácil a tese da Gaviões da Fiel.

Já fez sua investigação.

E chegou aos nomes de Cleuter Barreto Barros e Leandro Silva de Oliveira.

Seriam eles os autores do disparo.

E os outros dez detidos são acusados de cumplicidade.

Deverão ser julgados em agosto.

Se não houver uma prova irrefutável, nada mudará.

Principalmente porque um menor estará se apresentando.

E no Brasil, onde não pode ser punido.

O confronto político está armado.

E é muito mais profundo do que parece.

Há até uma certa revolta na imprensa boliviana.

E descrença em relação ao garoto da Gaviões.

A direção corintiana continua cumprindo a sua palavra.

Está de costas para o que acontece com a torcida.

As organizadas que se virem para defender seus membros.

Assim como não terá apoio na hora de mostrar o tal menor de idade.

Para a diretoria de Mario Gobbi só interessa se livrar da punição.

Quer no estádio os torcedores que levaram R$ 15 milhões aos cofres na Libertadores de 2013.

E que seus jogadores tenham o apoio das arquibancadas.

Mas tudo está entrelaçado.

Muito confuso.

Mas se a covarde Conmebol promete não se dobrar...

Precisa acordar para o San José, mandante da partida.

E da falta de revista da polícia na entrada do estádio em Oruro.

Como os membros das organizadas entraram com os sinalizadores?

O clube merece uma severa punição.

A situação é muito pior em relação à justiça boliviana.

Não funcionará a simples lógica da Gaviões da Fiel.

Que basta apresentar o menor como autor do disparo.

E sem poder ser julgado em Oruro.

Que terá vida normal no Brasil sem a extradição.

E que os 12 membros das organizadas serão soltos na Bolívia.

Mesmo se as fotos do tal menor sejam irrefutáveis.

Advogados dizem que os corintianos seriam acusados de cumplicidade.

Porque ocultaram a identidade do autor do disparo.

E ainda facilitaram que se escondesse das autoridades.

Ainda não há nenhum motivo para comemorações.

Nem no Parque São Jorge.

Muito menos na superlotada cadeia de Oruro.

O temido 'Cárcere São Pedro'...

a114 1024x576 Governo boliviano não aceitará passivamente a decisão da Gaviões. Apresentar um menor como autor do disparo que matou Kevin Beltrán. Um garoto que não pode ser extraditado. E a Conmebol nunca acreditou no blefe de desistência da Libertadores pelo Corinthians... [3]


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