128 Gol irregular de Cristiano Ronaldo tira o brilho da goleada do Real Madrid contra o Bayern. A classificação dos espanhóis para a semifinal da Champions denuncia a necessidade do uso do vídeo no futebol. Foi um erro inaceitável...
Um gol irregular, em impedimento claro Cristiano Ronaldo desestruturou o Bayern de Munique. E o Real Madrid se aproveitou da ajuda irritante do húngaro Viktor Cassai. E goleou os alemães por 4 a 2, com três gols merengues na prorrogação. E o time espanhol já está na semifinal da Champions League de 2017. Mas forma inaceitável. O uso do vídeo no futebol é mais do que obrigatório. Não há mais cabimento uma partida tão importante quanto a de hoje ser decidida de maneira ilegal. O árbitro estragou a decisão do torneio mais respeitado do mundo.

Um vexame para quem ama o esporte.

Cristiano Ronaldo marcou três gols e aumentou seu recorde. Tem 101 gols na Champions. E 103 em competições europeias. Ninguém fez tanto quanto o português. Ele é um fenômeno.

Assim como o Real Madrid, o maior campeão da história da Champions. São nada menos do que 11 conquistas. E hoje outra vez conseguiu mais um feito. Chegou à sétima semifinal consecutiva da competição.

Mas não da maneira justa.

Os gritos de olé ao final do jogo foram envergonhados...

O Atlético de Madrid conseguiu segurar o Leicester na Inglaterra. Empatou em 1 a 1 e está, de novo, na semifinal. A passagem do argentino Simeone é fantástica. A ponto de o fazer recusar quatro vezes convites para treinar a Argentina. Sabe que seu lugar hoje no futebol é comandando a guerreira e competitiva equipe de Madrid.

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Com exceção da arbitragem caseira e comprometedora de Viktor Cassai, o que aconteceu no Santiago Bernabéu foi espetacular. O Real Madrid havia vencido os alemães em Munique por 2 a 1. Poderiam até perder por 1 a 0. No novo encontro entre Carlo Ancelotti e Zinedine Zidane, o mestre se preparou para dar o troco no aluno. O italiano que teve o francês como seu auxiliar tinha à disposição uma arma fantástica. Lewandowski, um dos melhores definidores, artilheiros do futebol mundial. Fatal ao lado da habilidade e malícia de Robben e Ribery.

Ancelotti fez o Bayern comprar a briga, partir com coragem no palco do grande rival. O treinador conseguiu juntar ofensividade com extrema compactação comprometimento de suas estrelas na recomposição. Impôs o ritmo frenético da grande decisão. Fez o Real Madrid se encolher e ter muitas dificuldades para impor o seu tradicional toque de bola, travou a velocidade, impediu a pressão sonhada por Zidane, que desejava acabar de vez a luta pela semifinal. Seu mestre quebrou a possibilidade da marcação alta. A postura extremamente ofensiva germânica era algo incrível.

Quem estava encurralado era o Real Madrid.

Pura ousadia.

Se no primeiro tempo, o único pecado dos alemães foi a falta de arremates, no segundo tempo, primeiro o 'quase' e depois, a justiça. Aos cinco minutos, depois de uma trama instigante, Robben fica livre diante de Navas, mas tem tempo apenas para colocar e não bater forte. A bola ia para as redes quando Marcelo salvou de cabeça. Mas aos sete minutos veio o inevitável. Casemiro que era o protetor de Carvajal e, muitas vezes, de Marcelo, chegou atrasado em Robben. Pênalti desnecessário. Foi impossível para Viktor Cassai não marcar. Lewandowski não perdoou. 1 a 0, Bayern.

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O gol teve um peso enorme no jogo. Afinal, se os alemães precisariam apenas de mais um para eliminar os espanhóis. Zidane reagiu. Trocou Benzema, preso, travado, muito bem marcado. E colocou no seu lugar o versátil Asensio. No duelo de xadrez, Ancelotti trocou o cansado Ribery por Douglas Costa. A tréplica de Zidane foi imediata, o improdutivo Isco deu lugar para o habilidoso e inteligente Lucas Vásquez.

Ancelotti queria se consagrar e tirou Xabi Alonso, que foi aplaudido por todo o estádio em um emocionante reconhecimento por sua brilhante passagem pelo Real Madrid, já que está se aposentando. No lugar do volante, o atacante Thomaz Müller.

O Real Madrid tinha de assumir o risco. Adiantou na força suas linhas e partiu obcecado para buscar o empate. E ele veio graças ao onipresente Casemiro. O volante cruzou na diagonal, jogada mais do que ensaiada, para a cabeçada seca, mortal de Cristiano Ronaldo. 1 a 1, aos 31 minutos. Mas o húngaro Cassai deu sua contribuição. Casemiro deveria ter sido expulso antes. Já tinha cartão amarelo quando deu uma entrada violenta em Robben. E não recebeu o vermelho.

Mas a torcida merengue teve apenas um minuto para comemorar. Com dois centroavantes corpulentos, Lewandowski e Müller, o Bayern desnorteou a zaga espanhola. E uma simples bola na área causou uma confusão infantil. E ela acabou com o gol contra de Sérgio Ramos, que completava sua centésima partida na Champions. 2 a 1, Bayern.

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O mesmo placar de Munique estava se repetindo em Madrid. O Bayern estava melhor, quando Vidal outra vez comprometeu o time. Só que desta vez com ajuda do árbitro húngaro amigo dos espanhóis. Ele exagerou em uma dividida com Asensio e foi expulso de maneira rígida demais, que agradou o time da casa. Os alemães teriam apenas dez jogadores na prorrogação.

Ancelotti tirou Lewandowski e colocou o meio campista Kimmich. Queria nos 30 minutos do tempo extra explorar os contragolpes. E até que seu time estava bem, com um a menos. Foi quando Cassai estragou o jogo. Ele confirmou um gol de Cristiano Ronaldo em completo impedimento aos 14 minutos do primeiro tempo da prorrogação. 2 a 2. O gol foi uma ducha fria demais para os extenuados alemães.

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Aos três minutos do segundo tempo, Marcelo fez uma jogada genial rompendo sozinho a última linha de marcação germânica. E, diante de Neuer, deu a Cristiano Ronaldo o terceiro gol, sem ninguém debaixo das traves. 3 a 2, Real Madrid. Os alemães já tinham desistido do jogo quando Asensio marcou o 4 a 2.

Foi uma pena.

Um jogo envolvendo dois times maravilhosos.

16 conquistas da Champions.

Centenas de milhões de torcedores pelo mundo.

Estragado por um árbitro caseiro, incompetente.

Enquanto o futebol rejeitar o vídeo, será assim...
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