castelo Garrincha e os botafoguenses não mereciam esse time. E as coisas devem ficar bem piores...

Foi um dos maiores vexames da história do futebol brasileiro.

Um clube teve a sorte, o privilégio de ter sido o berço de Garrincha.

E ontem foi o dia de inaugurar a estátua do seu sensacional ponta,  o maior da história.

Houve festa no Engenhão.

Com a atual força do elenco, o clássico para mostrar Garrincha em bronze era mais do que arriscado.

A diretoria enfrentou.

Nada de tão mal poderia acontecer, não é?

E foram além.

Mais festa, expectativa para a estreia do uruguaio El Loco Abreu.

Os torcedores botafoguenses se irritaram até demais com quem ousou questionar a força do time.

Questionar o potencial do elenco é querer ser xingado pela torcida.

Lembrar que o clube deve, segundo o próprio presidente, o dentista Maurício Assunção, mais de R$ 280 milhões é ir direto para o purgatório.

E  ai de quem se atrever a recordar que o Botafogo escapou do rebaixamento, apenas na última rodada do Brasileiro e com gol de jogador dopado...

O time foi presa fácil demais para o rival Vasco da Gama.

Tomou gols infantis.

Dodô teve marcação de irmão caçula.

Fez o que quis contra o clube que um dia disse ser sua casa.

Ele demoliu sua antiga residência.

Viu a antiga torcida amada chorar de dor.

E não teve pena.

Os gritos de mercenário, vendido, traidor só lhe deram força.

Foi o seu exorcismo de dois anos punido pelo doping.

Mas 6 a 0 é doido demais.

Humilhação logo no começo do ano.

Surpreendente?

Infelizmente, não.

Dorival Júnior fez um trabalho profundo no Vasco.

Deixou o caminho traçado para qualquer treinador seguir.

Qualquer um.

Mancini está longe de ser tosco.

Tem escorregado na carreira por falta de firmeza com o elenco.

Mas não por errar taticamente.

Ele tem visão.

E fez o básico neste domingo.

Explorou sem dó a fragilidade botoguense.

Estevam Soares só cometeu um erro.

Erro impossível de reparar.

Ele não teve como avisar aos torcedores para se prepararem.

Com um elenco tão limitado, festa por El Loco Abreu?

Herrera?

Era o que tinha.

O Flamengo tem Adriano, Vagner Love.

O Fluminense, Fred.

O Vasco, Carlos Alberto e Dodô.

Os botafoguenses tinham de comemorar alguém.

Mesmo que o potecial ficasse muito a dever.

O importante era não dar o braço a torcer.

Mas os botaguenses conscientes sabiam que festejavam diante dos rivais.

No entanto, na hora do sono, a verdade vinha à tona.

Principalmente Estevam Soares que esse castelo de cartas iria desabar.

Não tão cedo.

Não de forma tão feia.

A memória de Garrincha não merecia os 6 a 0.

Muito menos esse time que veste essa camisa tão gloriosa.

E as coisas devem ficar piores.

Bem piores...

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