3reproducaogazetaesportiva Galiotte estava isolado. Conselheiros, Crefisa e torcida não aceitavam a insegurança e falta de rumo de Eduardo Baptista. O presidente finalmente entendeu. Libertadores não é lugar de aprendizes. Chegou a hora de buscar Cuca de volta...

A eliminação na Libertadores, por exemplo, nas oitavas, seria um fracasso retumbante. Perda de arrecadação das quartas, semifinal e a sonhada final. Cada partida em casa, nestas fases, tem a previsão de renda entre R$ 4 milhões e R$ 6 milhões, no mínimo.

Fora a enorme decepção para a Crefisa e seus R$ 100 milhões previstos de investimento só em 2017. O medo do desestímulo da patrocinadora na busca de jogadores importantes pesou. Vale acrescentar a enorme pressão de conselheiros e companheiros de diretoria. Como foi publicado no blog, ontem, Galiotte estava isolado. Era o último escudo de Baptista como treinador do Palmeiras.

Mas o escudo rachou.

Galiotte conversou longamente com o executivo Alexandre Mattos após a derrota para o fraquíssimo Jorge Wilstermann. Acompanhou a coletiva de Baptista e o ouviu justificar o vexame. E colocar a culpa no gramado. Além de ter acompanhado de perto a maioria dos 23 jogos do técnico. A falta de definição tática. Seu Palmeiras nunca teve uma definida maneira de jogar. Uma escalação para ser decorada pelos torcedores. Sentiu a insegurança que dominava o inseguro plantel. E teve de admitir que sua contratação foi uma enorme decepção.

O elenco milionário, que custa R$ 13 milhões a cada 30 dias, se mostrou perdido. Virou um time sem Norte, com jogadores tensos, irritados. E que não conseguiam render nos jogos mais importantes. Fracassou no Paulista. E a derrota contra o time boliviano mostrou que não seria surpresa se a equipe caísse de forma precoce na Libertadores, sabotando o ano do Palmeiras e da Crefisa.

Galiotte nunca aceitou o chute de Borja no copo d'água.

Tem certeza que, com um técnico vivido, o colombiano não teria esta reação.

O desrespeito ao comandante foi forte demais.

O melhor jogador da Libertadores, de 2016, Guerra.

Ele estava perdido, jogando cada vez pior.

Era hora de esquecer a promessa de manter Eduardo Baptista até o final de 2017. Fazer de conta que nunca existiu a promessa de que poderia ficar até dezembro de 2018. Ele já havia mostrado que não tem experiência, vivência para suportar tanta pressão. O técnico não iria sair de vontade própria. E foi demitido no final da noite de ontem.

A demissão de Baptista foi decidida depois de inúmeras mensagens e telefonemas de pessoas importantes para o presidente. Elas eram pessoas da ala conservadora do clube que levou e mantém Galiotte ao poder. O dirigente desembarcou com o time e o treinador no Brasil durante a tarde. Conversou com aliados fundamentais no Palmeiras. E decidiu pela dispensa.

2reproducao3 1024x681 Galiotte estava isolado. Conselheiros, Crefisa e torcida não aceitavam a insegurança e falta de rumo de Eduardo Baptista. O presidente finalmente entendeu. Libertadores não é lugar de aprendizes. Chegou a hora de buscar Cuca de volta...

Seria a melhor hora.

O Palmeiras terá dez dias de treinamento até que enfrente o Atlético Tucumán, no jogo decisivo para que siga na Libertadores. Galiotte acredita que dará tempo para um treinador vivido, e que tenha disputado e vencido a Libertadores, assuma a equipe.

Ou melhor, reassuma.

Galiotte já entrou em contato com Cuca.

E o treinador campeão brasileiro que abandonou o clube por desavenças com Paulo Nobre, demonstrou interesse em voltar. A conversa definitiva deverá acontecer ainda hoje. Há muita esperança que ele desfaça o acordo verbal que tem com um clube chinês. E volte para o Palmeiras. Livre de Paulo Nobre.

Cuca conhece cerca de 80% do elenco palmeirense. Foi com ele que conseguiu o título brasileiro de 2017. Os casos de doença na família já estão controlados. Conselheiros importantes no final desta madrugada enviava mensagens otimistas. Acreditavam que o último técnico brasileiro a conquistar a Libertadores já teria dado recados. Estaria disposto a voltar ao Palmeiras.

Essa procura o teria feito se sentir valorizado.

Finalmente o clube chegou à conclusão de sua importância.

O fim do jejum de 22 anos na conquista do Brasileiro teve um arquiteto.35 Galiotte estava isolado. Conselheiros, Crefisa e torcida não aceitavam a insegurança e falta de rumo de Eduardo Baptista. O presidente finalmente entendeu. Libertadores não é lugar de aprendizes. Chegou a hora de buscar Cuca de volta...

Mas Cuca quer o reconhecimento.

Mais precisamente Galiotte e Alexandre Mattos, que ficaram ao lado de Nobre.

O ex-presidente e o treinador divergiram por causa do gramado da arena após os shows organizados pela WTorre. O técnico queria que o clube utilizasse o Pacaembu e Nobre insistia que, mesmo com a relva prejudicada, o time teria de atuar na arena. E não quis mais que Cuca manifestasse sua insatisfação publicamente. Situação que desagradou publicamente o técnico. O então presidente também guardou mágoa e não o chamou para renovar seu contrato após o final de 2016.

Mas os quatro meses de Eduardo Baptista no Palmeiras serviram para aguçar a saudade do treinador campeão brasileiro de 2016. A comparação foi inevitável. A instabilidade do time nas mãos do inexperiente treinador era algo indiscutível. Eduardo nunca havia disputado sequer uma Libertadores e precisava conquistá-la. Mesmo em grupo fraquíssimo, com o Peñarol decadente e endividado, o limitadíssimo Jorge Wilstermann e o Atlético Tucumán, a campanha é frustrante. O time é o líder provisório no grupo 5, mas suando sangue. Tendo enormes dificuldades nos seus jogos.

A rejeição era imensa e o treinador sabia. Por isso, os socos que deu na mesa, garantindo ser homem para caralho, após a vitória contra o Peñarol. Mas ele não quis dar novas pancadas na mesa. Não destacou sua masculinidade, sua independência. Talvez seja mais fácil desabafo ganhando do que perdendo.

A pressão pela demissão foi insuportável.

E Galiotte o chamou para uma reunião,com Mattos, na noite de ontem.

E adeus.

O projeto de 12 meses, com a possibilidade de mais 12, foi esquecido.

"Tenho um grande aproveitamento e deixo o time líder da competição.

Perdi um jogo na altitude e paguei o pato", tentou se justificar o técnico.

Falou ao site de esportes da Globo.

Depois, desligou seu celular.

O Palmeiras colocou nota oficial da demissão às 22h57.

 Galiotte estava isolado. Conselheiros, Crefisa e torcida não aceitavam a insegurança e falta de rumo de Eduardo Baptista. O presidente finalmente entendeu. Libertadores não é lugar de aprendizes. Chegou a hora de buscar Cuca de volta...

"Após reunião realizada na noite desta quinta-feira (04), o Palmeiras oficializou a saída do técnico Eduardo Baptista. No Verdão desde dezembro de 2016, o profissional deixa o time palestrino depois de comandar a equipe no Campeonato Paulista e no início da Conmebol Libertadores Bridgestone.

"No total, Eduardo Baptista comandou o Palmeiras em 23 oportunidades, somando 14 vitórias, quatro empates e cinco derrotas.

"A Sociedade Esportiva Palmeiras agradece os serviços prestados pelo treinador, sempre com muita dedicação e comprometimento, e deseja sucesso na sequência de sua carreira.

"O elenco do Verdão se reapresentará nesta sexta (05), às 9h30, na Academia de Futebol, com acesso liberado para a imprensa. Durante a atividade, o presidente Maurício Galiotte concederá entrevista coletiva."

A prioridade para assumir o Palmeiras é Cuca.

Só se ele não aceitar, o clube buscará outro técnico.

O Palmeiras pagou caro ao apostar em um treinador inexperiente. Perdeu quatro meses preciosos em um ano tão importante. Tentará, de qualquer maneira, com que Cuca o ajude a se recuperar do erro.

Cuca assumiu o clube em uma situação parecida. Marcelo Oliveira despencava na Libertadores. Foi demitido. Não houve tempo para Cuca tentar resgatar o time. E logo veio a surpresa da promessa de conquista do Brasileiro de 2016.

Desta vez, o Palmeiras está melhor na tabela.

Há chance de o trabalho ser bem melhor.

Lutar pelo título da Libertadores.

Há mais tempo para trabalhar.

Caso seja mesmo contratado.

A demissão de Eduardo Baptista trará paz ao elenco.

Confiança.

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Os jogadores já estavam cansados da falta de resultados importantes.

E do massacre das cobranças.

Cuca tem o currículo vitorioso que traz respeito, credibilidade.

Conquista de Libertadores, de Brasileiro.

As pessoas prestam atenção no que diz.

Sem ter de socar mesas.

"O meu interesse não conta.

Conta o da diretoria do Palmeiras.

Se ela quer de volta o meu trabalho

Há uma situação com a China", revelou o técnico ao saber da demissão de Baptista.

A situação será resolvida nas próximas horas.

Galiotte dará uma coletiva hoje pela manhã.

A intenção do presidente já é anunciar Cuca.

Só vai depender da pedida do técnico.

Mas da inexperiência e insegurança de Eduardo Baptista, o Palmeiras se livrou.

Para planos tão ousados em 2017, o clube busca certeza.

E não aposta.

O filho de Nelsinho Baptista é honesto, trabalhador.

Mas está aprendendo a lidar com o futebol de elite.

E o Palmeiras não precisa de um aprendiz.

Mas de um professor.

Vivido, não ultrapassado.

Em plena forma, atualizado, com gana de vitória.

Que conheça cada centímetro do atual Palmeiras.

Todos no Conselho, na Crefisa e na torcida sabem quem é ele.

Principalmente Mauricio Galiotte.

Atende pelo nome de Cuca...
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