surfing 1024x682 Fred tem de sonhar com muito mais do que um chopp em Ipanema...

Marcar gols no enganador Campeonato Carioca.

Pegar umas ondas.

 Tomar um chope de madrugada na praia.

As ambições de Fred são até singelas.

O atacante que salvou o Fluminense do rebaixamento poderia sonhar mais alto.

Mas é compreensível a postura do atacante.

Ele está recuperando as suas energias.

Buscando a autoestima.

Depois de ser uma grande revelação em 2003 pelo América Mineiro foi se firmar no Cruzeiro.

É bom destacar que o ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi teve o atacante nas mãos.

Foi perguntar ao então técnico Jair Picerni e ele disse que não via potencial no jogador.

Mas Picerni à parte, Fred arrebentou na Toca da Raposa.

Fez de tudo.

E acabou sendo vendido para o Lyon.

Chegou com empolgação na Copa da Alemanha.

Mas não conseguiu treinar bem, parecia desfocado.

Toda o seu brilho inicial empalideceu na França.

Ele sonhava em ir jogar no Real Madrid, Barcelona, Milan, Inter.

Mas seu futebol estava em baixa.

No Lyon surgiu um jovem talentoso chamado Benzema e Fred foi esquecido.

Ele sentiu o baque e se desestimulou.

Sua diversão era ficar brigando com os dirigentes franceses.

A princípio não queria voltar ao Brasil.

Mas quando sentiu que não havia mercado nos times médios, nem pensar nos grandes, da Europa, resolveu voltar.

O Cruzeiro não aceitou pagar tudo o que pedia.

E ele embarcou no plano de montar um Fluminense forte, imbatível.

O dinheiro foi alto, mas quase morreu do coração para evitar que o tricolor fosse rebaixado.

Por tudo que fez em outubro e novembro de 2009, Fred merecia a Seleção, o Barcelona, uma estátua.

Mas o jogador ficou tanto tempo desacreditado que precisa provar não ter sido um espasmo o excelente e corajoso futebol.

Potencial ele tem.

Já foi batizado e crismado em termos de sofrimento.

Sentiu o gostinho da fama.

E a sensação ruim do esquecimento.

Agora Fred recomeça um novo ano.

Nas Laranjeiras.

Não surgiram grandes propostas para levá-lo de novo para a Europa.

Ele não se importou.

É como se estivesse os primeiros momentos da bola.

Quando não sabia se abandonava mesmo o nome de Frederico e o encurtava para Fred.

Ele está bem, se sente em casa no Fluminense.

Só falta levar uma gaiola com um sabiá.

Fred aos poucos vai acordando.

Está sentindo que suas metas são aquém do que ele realmente pode.

Já começa a sentir falta das roupas Armani que gostava de desfilar em Paris, Madrid, Milão, Monaco.

Ele pode voltar ao maior mercado de futebol do mundo.

Merece.

E sabe que só depende dele.

A poeira ele já chacoalhou...

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