1ae30 Foto dos donos da Crefisa com Valdivia foi provocação. Sabem: Paulo Nobre não quer o meia, de jeito algum, de volta ao Palmeiras. Apenas jogaram o dirigente contra a torcida...
Uma provocação a Paulo Nobre. Um soco no estômago do presidente. Essa foi a maneira com que José Roberto Lamacchia e de Leila Pereira decidiram terminar 2015. Os donos da Crefisa sabem que o dirigente não quer o Palmeiras refém da patrocinadora, como foi da Parmalat. E, depois de Lucas Barrios, o dirigente evitou o envolvimento dos dois nas contratações para o time que disputará a Libertadores de 2016.

O casal bilionário se aproximou do grupo conversador de conselheiros que mantém Paulo Nobre no poder. E tem como principal representante Mustafá Contursi. Não foi por acaso que ex-presidente palmeirense disse ao blog que é 'pai de Nobre'. Ou seja, é a pessoa que criou a possibilidade que ele chegasse ao poder no Palestra Itália.

O dirigente, que nunca negou seu lado torcedor, era fascinado por Valdivia. Tinha até certo constrangimento em conversar com o meia, que tanto admirava. Mas aos poucos, foi se desiludindo. Percebeu que o jogador era desagregador. Criou problemas nos departamentos médicos, físicos. Nunca teve bom relacionamento com todo o grupo. Principalmente os jovens e reservas.

Os médicos insistiam que ele demorava o triplo para se recuperar de contusões comuns. Alegavam que ele ia para festas que varavam a madrugada, quando deveria ficar de repouso. E que taças de vinho ou de cerveja cortavam o efeito de remédios prescritos ao meia.

Algo que ele sempre negou. Só confirmou, quando seu contrato não foi renovado, em agosto de 2015.

"Tento sempre ser honesto. E isso me atrapalha, às vezes. O fisiologista disse que eu tinha um problema com bebida, que eu tinha que parar de beber, pois aparece no exame. Eu gostava (de beber), como a maioria das pessoas gosta. Só que, às vezes, acabava ultrapassando os limites."

Estava explicado o motivo principal de ele ter ficado de fora de 186 partidas, das 333 que o Palmeiras jogou quando pertencia ao elenco.

Antes mesmo de ser contratado, Alexandre Mattos acreditava que Valdivia mais prejudicava do que ajudava o clube. E convenceu Paulo Nobre que não tinha cabimento mantê-lo. O executivo mineiro disse que os privilégios do camisa 10 sabotava o ambiente. Ganhava cerca de R$ 500 mil, entre luvas e salários.

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Foi dele a ideia de oferecer R$ 120 mil fixos e mais R$ 60 mil por jogo disputado. Contrato por produtividade, se quisesse ficar.

O meia sabia que Mattos era seu inimigo número um. Mas ficou irritado ao perceber que havia cooptado Paulo Nobre. Não havia condições para seguir no clube. Tanto que Mattos enviou a proposta de renovação por e-mail. Não houve nem reunião entre ele, o jogador e o pai do atleta, que é também seu empresário.

Ao sair do Palmeiras, Valdivia chamou Nobre de mentiroso.

"Vamos ser sinceros. Para fora, a diretoria falou que me queria e para dentro, quem cobre o Palmeiras sabe que eles não me queriam. E, por falar em sinceridade, o Paulo Nobre sempre falava que eu tinha que me encaixar no contrato de produtividade, porque todo mundo que chegou se encaixou. Isso não é verdade. Vocês sabem que têm jogadores que não têm contrato por produtividade. Não sei porque ficar mentindo."

"Sempre apoiei o Paulo, até em sua reeleição e sempre tivemos um bom relacionamento. Agora que complicou. Tenho mandado mensagens para falar com ele faz duas semanas e nada. O tempo que ele tem para dar entrevista falando sobre o Valdivia, ele poderia usar para falar comigo. O Mattos é um ótimo diretor e desejo que ele seja campeão pelo Palmeiras. Não vou falar mal dele publicamente. O que tinha para falar, já falei na cara", revelou ao Estado de São Paulo.

E falou mesmo. Houve uma conversa entre os dois. O procurou dizendo que havia recebido uma proposta da Arábia. Nobre não se abalou e disse que o Palmeiras já havia exposto o que oferecia a ele, o contrato de produtividade. E nada mais. O jogador rebateu que dessa maneira não teria como continuar. E Nobre, no dia seguinte, avisou aos jornalistas que Valdivia treinaria separado, não fazia mais parte do elenco palmeirense.

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Há um componente que pouca gente comenta. Valdivia ficou muito magoado com a contratação de Lucas Barrios. Não se conformou apenas com ele ter recebido a 'sua' camisa 10. Mas também teve conhecimento que seu salário batia nos R$ 700 mil.

Se a Mancha Verde fez festa com a saída do chileno, Nobre e Mattos tinham certeza. Se livraram de um grande problema. Conseguiriam unir muito mais o elenco. Foi o que aconteceu, na conquista da Copa do Brasil.

O presidente acreditou que não teria de falar nunca mais sobre Valdivia. Ele está no Al Wahda, sem grande destaque internacional. Com direito até a gesto obsceno a torcida rival que o vaiava. Completou 32 anos em outubro.

Por isso o susto ontem pela manhã, quando os donos da Crefisa postaram fotos ao lado do chileno. E ainda com direito a legenda enigmática. "Qual seu maior desejo para 2016?"

A mensagem é clara.

Os bilionários acreditam que, para os palmeirenses, seria o retorno do meia.

Mas não para Paulo Nobre e Alexandre Mattos.

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Por eles, Valdivia não volta a vestir a camisa verde.

Nem a pisar na nova arena palmeirense.

O dirigente percebeu que a provocação de Leila e José Roberto.

Leila decretou que Nobre fez contratações de 'quinta categoria' com o dinheiro da Crefisa. E que poderia levar seu patrocínio ao Flamengo, 'que tem mais visibilidade que o Palmeiras'.

Desde então, a relação entre Nobre e os donos da Crefisa deixou de existir.

Há o contrato de patrocínio assinado até 2017.

Paulo Nobre apenas quer que seja cumprido.

Há multa pelo rompimento.

E mais nada.

Não quer que a Crefisa compre mais jogadores, como fez com Lucas Barrios.

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O casal já percebeu e está ofendido, travado.

E por isso, as fotos de ontem.

Uma provocação, soco no estômago de Paulo Nobre.

Ele não retrucou publicamente.

Mandou apenas acalmar conselheiros importantes.

Disse que quem é o presidente é ele.

E Valdivia não será contratado de volta.

Ponto final.

Mas Leila e José Roberto conseguiram seu intento.

Nobre ficou profundamente irritado.

Percebeu pela reação nas mídias sociais.

Sabe o quanto ainda é idolatrado por muitos palmeirenses.

Ainda mais porque o Palmeiras não contratou um meia talentoso.

Faz falta a Marcelo Oliveira.

Os donos da Crefisa o jogaram contra os torcedores.

Foi o troco por estarem travados.

Impossibilitados de se tornarem a nova Parmalat.

Com o apoio sorridente de Valdivia.

Foi uma péssima maneira de terminar 2015.

Mostrou como é ruim o relacionamento na cúpula do clube.

Com patrocinador e presidente em plena guerra fria.

Mesmo na Arábia, Valdivia segue tumultuando o Palmeiras...
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