1fotoarena Foi uma guerra. Mas o Palmeiras mostrou a força do seu elenco. E o quanto quer ser campeão paulista. Virou a melhor partida das quartas contra o Novorizontino. Dudu, Borja e Roger Guedes marcaram. 3 a 1...
Foi a melhor partida das quartas de final do Paulista. Novorizontino e Palmeiras disputaram um jogo sensacional. Cheio de alternativos, muita correria, vontade, disposição. E não foi a técnica que prevaleceu. Mas o coração. Foi um sufoco. O time de Eduardo Baptista saiu atrás e com muita personalidade e força física conseguiu virar diante de uma equipe que jogava a 'partida da vida'. Acabou sendo ótimo treino para a Libertadores. Dudu, Borja e Roger Guedes conseguiram marcar e reverter o placar aberto por Roberto, 3 a 1.

Novorizonte testemunhou uma guerra.

Ficou claro que o Palmeiras não abre mão de tentar conquistar o Paulista, como muitos pensavam. A prioridade em 2017 é a Libertadores. Mas o clube que tem o melhor elenco do país quer vencer o Estadual. Até para ganhar confiança. Mostrar a força do elenco que o dinheiro levou ao Palestra Itália.

O ponto negativo foi a expulsão infantil de Roger Guedes. A primeira do ano. O atacante, que já tinha cartão amarelo, resolveu comemorar seu gol subindo no alambrado. E tomou o vermelho. Depois chorou pela bobagem que fez. Fica a lição.

A definição da vaga para as semifinais será sexta-feira, no Pacaembu.

A arena não poderá ser usada por causa do show de Elton John.

Quando Eduardo Baptista levou seus melhores jogadores para Novo Horizonte, estava claro que ele sabia. O técnico palmeirense teve informações que Silas estava levando a partida como se fosse Copa do Mundo. O elenco velocista do Novorizontino treinou muito para tentar surpreender o dono do melhor elenco do país. E Eduardo sabia. Tudo o que não poderia acontecer seria uma eliminação precoce no Paulista. A pressão chegaria à Libertadores. Ele ainda segue questionado no Palestra Itália. Por sua inexperiência.

Ou seja, se Silas precisa da classificação para tentar voltar à elite dos treinadores do país, Eduardo Baptista tem a obrigação de vender o duelo contra um elenco com muito menos recurso do que o seu. E havia até uma lembrança afetiva marcando o confronto. O Novorizontino foi o clube onde seu pai, Nelsinho Baptista, nasceu como treinador, chegando ao vice paulista, em 1990.

O que se viu em Novo Horizontino foi um confronto empolgante. Silas apostou todas as fichas na intensidade na intermediária. Travar o toque de bola do Palmeiras. E apostar em contragolpes bem organizados. Principalmente pelo cover do Usain Bolt, Roberto. Silas sabia que na montagem defensiva palmeirense há uma falha. O calcanhar de Aquiles se chama Egídio. Ótimo no apoio. Mas fraco na marcação. Principalmente de velocistas.

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No 4-2-3-1 montado por Eduardo Baptista, seria Felipe Melo quem protegeria o corredor deixado por Egídio quando atacasse. E para complicar as coisas, Edu Dracena seria o último defensor do lado esquerdo. Ou seja, três jogadores experientes, vividos. Mas lentos. E Roberto já mostrou a que veio aos seis minutos. Não tomou conhecimento de Egídio e Felipe Melo, desceu como quis e cruzou para Everaldo, livre dentro da grande área. Ele teve a coragem de chutar por cima. Perdeu um gol que jogador profissional não poderia desperdiçar. Ainda mais em uma partida tão importante.

Egídio mostrou em seguida que nasceu para atacar.

E, em um chute forte, acertou o travessão de Michael.

Eduardo Baptista demorou para reagir. Só acordou com o gol. O lance não poderia ser mais previsível. Roberto ganhou dividida de Edu Dracena. Apostou corrida com Egídio e o desesperado Felipe Melo. Deixou os dois para trás como se fossem juvenis. E bateu forte, na saída de Fernando Prass. 1 a 0, Novorizontino. Eram 11 minutos do primeiro tempo.

Foi quando Eduardo Baptista mandou Felipe Melo grudar em Roberto. E exigiu que Egídio ficasse mais na marcação. O versátil Tchê Tchê tinha também de ajudar. O problema foi solucionado. Até porque, Silas recuou seu time. Queria o Palmeiras em cima para buscar as esticadas nas costas dos laterais. Só que ele estava mexendo com o melhor elenco do país.

O Palmeiras passou a atacar em bloco e mostrou uma vontade surpreendente. Até porque sua meta assumida para 2017 é a Libertadores. O elenco milionário mostrava até mais gana de vencer o jogo do que o Novorizontino. O time adiantou a marcação e passou a atacar em bloco. Muito além da técnica, a força física do elenco de Eduardo Baptista passou a se impor. A pressão foi imensa. Até que em uma das inúmeras confusões na área do Novorizontino, a bola sobrou para Dudu,livre, mas não impedido, empurrar para as redes. 1 a 1.

No segundo tempo, a técnica do Palmeiras se impôs. O repertório era muito maior do que seu rival. E o time voltou para ganhar o jogo. Seguiu marcando alto e atacando em bloco. Foi assim que Borja acertou uma cabeçada no travessão, aos oito minutos. O Novorizontino não desistia. E aos 17 minutos, Fernando Prass mostrou porque é um dos melhores goleiros do país. Ele conseguiu defender um chute incrível de Doriva no seu canto esquerdo. Reflexo e elasticidade impressionantes.

5 Foi uma guerra. Mas o Palmeiras mostrou a força do seu elenco. E o quanto quer ser campeão paulista. Virou a melhor partida das quartas contra o Novorizontino. Dudu, Borja e Roger Guedes marcaram. 3 a 1...

Mas a resposta foi fatal. Borja mostrou oportunismo matando no peito desvio da zaga do Novorizontino e chutando, livre, à frente de Michael. 2 a 1, Palmeiras, aos 20 minutos. Eduardo Baptista percebia que o jogo estava nas suas mãos. E tratou de poupar o fundamental Dudu. Colocou Michel Bastos para ajudar a fechar o meio de campo. Aos 39 minutos, trocou Borja por Erik. Ficava clara a riqueza de elenco palmeirense.

E aos 44 minutos, Erik tenta chutar, mas erra. A bola chega para Roger Guedes. Ele desvia de Michael. 3 a 1, Palmeiras. O atacante, que já tinha amarela, faz questão de comemorar subindo no alambrado. E é expulso e chora.

Mas Eduardo Baptista não se importou.

Estava feliz.

Conseguiu ganhar uma guerra em Novorizonte.

Foi um banho de confiança no elenco.

E agora tem tudo para confirmar a vaga no Pacaembu, na sexta.

Uma derrota seria caótica.

O Palmeiras passou por seu primeiro teste de verdade em 2017...
 Foi uma guerra. Mas o Palmeiras mostrou a força do seu elenco. E o quanto quer ser campeão paulista. Virou a melhor partida das quartas contra o Novorizontino. Dudu, Borja e Roger Guedes marcaram. 3 a 1...

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