112 Foi uma celebração à vida. Lindíssima a homenagem que o Barcelona fez, disputando o torneio Joan Gamper, com a Chapecoense. Mas a tragédia evitável e os 71 mortos não podem ser esquecidos. Nem as famílias das vítimas desamparadas...
Foi a maior demonstração de respeito do Barcelona. Jogar a sério com a Chapecoense. Fazer valer a viagem para a Espanha dos jogadores brasileiros. Terem a honra de colocar o uniforme verde repleto de estrelas. Representar os colegas mortos na tragédia de novembro do ano passado. Pisar no gramado do Camp Nou.

A derrota por 5 a 0, o domínio do time catalão, os dribles, o talento de Messi, o oportunismo de Suárez, tudo era previsível. O abismo entre os clubes brasileiros e europeus é cada vez maior. Os dirigentes amadores, incompetentes, deste país, fingem não perceber. E seguem com administrações vergonhosas, subsidiadas por governos populistas. Assim, os melhores jogadores ficam cada vez menos tempo por aqui.

Vinícius Júnior é um bom exemplo.

Mas ficará para sempre a homenagem, a solidariedade. Foi o maior acidente aéreo da história do esporte mundial. Fruto da inconsequência, da irresponsabilidade de um piloto, dono da Lamia. A economia de dez mil reais para não reabastecer em Bogotá custou a morte de 71 pessoas. A Conmebol também tem culpa. Por autorizar a empresa de fundo de quintal a transportar delegações.

Que as famílias ao menos sejam acolhidas na tragédia.

O que parece não estar acontecendo.

Esse assunto precisa ser detalhado.

Porém hoje, vale a celebração da vida.

Quem não derramou uma lágrima na substituição de Alan Ruschel, não tem prazer em estar vivo. Na hora de deixar o campo, ficou de joelhos, apontou para o céu. Agradecia por não ter morrido. E homenageava seus companheiros mortos naquele voo para Medellin.

Foi uma cena inesquecível

Ele é um dos pouquíssimos sobreviventes. Está voltando só agora ao futebol.

Foi aplaudido de pé no estádio.

Messi fez questão de trocar a camisa com ele.

44 Foi uma celebração à vida. Lindíssima a homenagem que o Barcelona fez, disputando o torneio Joan Gamper, com a Chapecoense. Mas a tragédia evitável e os 71 mortos não podem ser esquecidos. Nem as famílias das vítimas desamparadas...

Neto e Follmann também foram homenageados antes da partida começar.

O zagueiro chorou muito.

E o goleiro, que perdeu a perna direita, o consolava.

Foi a primeira vez que o Barcelona jogou sem Neymar, agora jogador do PSG. E o treinador Ernesto Valverde colocou Deulofeu, prata da casa. É uma aposta, mas o clube está buscando reforços importantes com os 220 milhões de euros que Neymar rendeu. Philippe Coutinho é a prioridade.

Deulofeu, Busquets, Messi, Luiz Suárez e Denis Suárez marcaram os 5 a 0, que garantiram a conquista do troféu Joan Gamper. Vale destacar que Artur Moraes defendeu uma cobrança de pênalti de Alcácer.

A Chapecoense jogará em Lyon, amanhã.

E viaja para o Japão.

No dia 15, disputará a Copa Suruga contra o Urawa Red Diamonds.

O mundo do futebol agradece a homenagem em Barcelona.

E cobra mais responsabilidade dos dirigentes.

Que ninguém se esqueça.

A tragédia do dia 29 de novembro de 2016 poderia ser evitada.

Setenta e uma pessoas perderam a vida por irresponsabilidade.

Um avião caiu por pane seca.

Por falta de combustível.

Para economizar R$ 10 mil...
64 Foi uma celebração à vida. Lindíssima a homenagem que o Barcelona fez, disputando o torneio Joan Gamper, com a Chapecoense. Mas a tragédia evitável e os 71 mortos não podem ser esquecidos. Nem as famílias das vítimas desamparadas...

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