festa Festanças prontas para os campeões Santos, Atlético Mineiro, Grêmio, Vitória...

Milhares de torcedores espalhados pelo atrasado Brasil do futebol enfrentaram filas imensas.

Durante a semana, esses torcedores esperaram por horas.

Não buscaram, ávidos, simples ingresso para uma partida de futebol.

Mas a entrada para convites para festas.

O Pacaembu estará lotado daqui a pouco para o Santos ser campeão paulista.

Neymar, Robinho, Ganso já ensaiaram a coreografia para os gols que o time fará diante do Santo André.

Os santistas que vão para o estádio municipal nem pensam nas ameaças de Sérgio Soares, que disse que seu time vai surpreender.

O clima é de estarem indo para um show alegre, empolgante, para dar dar gosto à vida.

Mostrar que a nova geração chegou para fazer história.

Talvez não para ficar, já que os clubes europeus prometem carregar essas estrelas ainda no meio do ano.

Além da festa, quem estará no Pacaembu se sente, no íntimo, um privilegiado.

Alguém que vai sempre dizer, eu estava lá quando o Santos de Neymar, Ganso e Robinho foi campeão em 2010.

O time que mudou a rotina não só paulista, mas brasileira.

E no Mineirão, a redenção do Atlético Mineiro e de Luxemburgo.

Os apaixonados atleticanos já garantiram o estádio cheio e a festa antecipada.

O Ipatinga é apenas um coadjuvante para adiar por 90 minutos a gostosa conquista do Campeonato Mineiro.

A batalha verdadeira não vai acontecer porque o rival fugiu, jogou fora a chance do confronto que todos esperavam.

Graças a Zezé Perrella e Adilson Batista, os jogadores do Cruzeiro buscam o que fazer neste domingo à tarde.

Mesmo depois da excelente vitória por 3 a 1 contra o tradicional Nacional pela Libertadores, eles estão constrangidos.

E com uma sensação de desperdício.

Vão tentar fazer churrasco, jogar videogame, ir ao cinema, dormir...

Mas alguns deles estarão escondidos, assistindo na TV à decisão de que deveriam estar participando.

Vão acompanhar o teatro de Luxemburgo, que aos 40 minutos, roubará a cena para ele.

E descerá as escadas do vestiário, dizendo que a festa pelo campeonato é dos jogadores.

Mas sabe que neste caminho do banco de reservas até o vestiário será filmado, fotografado e elogiado.

É um velho truque que aprendeu na década de 80 passar por humilde e aproveitar mais uma nesga de fama.

Ele está precisando, depois da constrangedora demissão do Palmeiras e ter a porta do Santos fechada por Luís Álvaro.

No estádio Olímpico, os gremistas também já levaram faixas.

Vão comemorar mais um título gaúcho em cima do rival eterno.

Depois de ganhar a primeira partida por 2 a 0, no Beira Rio, o Grêmio só ganhou forças.

Foi para o Rio e batizou a estreia de Muricy Ramalho no Fluminense, vencendo por 3 a 2.

Enquanto isso, Fossati está com o cargo mais uma vez por um fio.

Comandou a equipe no pior resultado entre os brasileiros nas oitavas de final da Libertadores.

A derrota para o Banfield por 3 a 1 foi muito complicada e deve ser seguida por duas derrotas para o Grêmio, com direito ao rival ser campeão gaúcho.

O técnico uruguaio estará com vários desfalques.

O time de Silas, não. Inteiro e pronto para a festa.

Este Grenal já foi pintado de azul pelos torcedores e pelas circunstâncias.

No Barradão está armada a festa de axé do Vitória.

O clube, que voltou para a Série A, quer não só vencer mais uma vez o Bahia.

Pretende mostrar que o futebol do Estado tem dono há muito tempo.

O time de Ricardo Silva já venceu a primeira partida por 1 a 0.

E como tem a melhor campanha da fase de classificação, pode perder por 1 a 0 que será campeão.

Campeão, não.

Mostrará o quanto pesa a estrutura e administração séria.

Vencendo, conquista o oitavo título estadual em dez anos.

Um golpe duro demais.

Renato Gaúcho, técnico contratado a peso de ouro, veio para Salvador para tentar evitar o vexame.

Mas está muito difícil.

O Vitória está muito bem arrumado, até os torcedores apaixonados pelo tricolor baiano reconhecem.

A roteiro já está repetitivo, mas não há grandes esperanças de ser mudado.

É mesmo o duelo de um clube da série A contra outro da Série B.

E no acanhado estádio Pedro Romualdo Cabral, um show mais previsível do que o de Roberto Carlos.

Depois da surra que Atlético Goianiense deu no Serra Dourada, por 4 a 0, o Santa Helena precisará de um milagre.

Nem seus torcedores acreditam na reviravolta.

O clube de Geninho mexeu no futebol goiano.

Acabou com o domínio do Goiás.

E entra na séria A do Brasileiro, com estrutura, dinheiro, jogadores e título estadual.

No disputado futebol cearense, o convite para farrear está no nome do clube da Série C.

A torcida do Fortaleza vai ao Castelão certa do oitavo título em dez anos.

Contra o rival do dinheiro e da série A, o Ceará.

O time de Zé Teodoro venceu o de PC Gusmão por 1 a 0 e só precisa de um empate.

O clima de rivalidade entre os dois times nunca esteve tão forte.

Cheio de provocações, ameaças, muita raiva no ar.

Mas o futebol brasileiro e seus contrastes são assim mesmo.

Sorte de quem puder acompanhar uma destas festas.

Estas são as principais.

Mas há outras, menores, mas nem por isso menos importantes, neste domingo.

Privilégio de quem nasceu no país do futebol...

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