115 1024x714 Felipe Melo não seguirá no Palmeiras em 2018. Não há como pagar R$ 21 milhões a um reserva
Dirigentes do mundo todo acreditam que há jogadores unânimes. Daqueles que não precisam de aval de treinador algum para serem contratados. Ainda mais quando estão para ser dispensados dos seus clubes. Agentes desses atletas se antecipam e espalham a informação que estão disponíveis. E quanto maior for a rede de empresários, mais sugestões chegam aos departamentos de futebol das equipes.

Quem consagrou esse método foi o falecido Juvenal Juvêncio. Confiando nas oportunidades trazidas por seus empresários mais próximos. E os treinadores que se virassem para encaixá-los no time. Também no São Paulo, Marcelo Portugal Gouvêa, usava o mesmo método. E foi assim que Lugano virou o 'jogador do presidente', quando o zagueiro chegou, sem técnico algum sequer ter ouvido falar nele no Morumbi. Foi indicação de Juan Figer que Marcelo Portugal aceitou sem questionar.

No Palmeiras atual ninguém assume publicamente a paternidade da contratação de Felipe Melo. Nem Cuca, nem Eduardo Baptista e muito menos Alberto Valentim pediram sua contratação. Foi uma decisão do comando do futebol do clube. Do executivo Alexandre Mattos. Foi ele quem levou o nome para o presidente Mauricio Galiotte. E ambos chegaram à conclusão que valeria a pena ter o volante. Até porque sofria a concorrência aberta do São Paulo. Além de sua ligação umbilical com o Flamengo.

Mattos foi avisado que esses rivais poderiam ter o jogador. E se apressou. Conseguiu a liberação de graça da Inter de Milão. E fechou um contrato milionário até dezembro de 2019. R$ 350 mil de salário e direito de imagem, mais um bônus de R$ 20 mil por partida disputada. Mais R$ 8,4 milhões de luvas, pagas em 12 parcelas trimestrais de R$ 700 mil cada.

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Tudo foi concretizado quando Cuca já havia se afastado do clube, depois da conquista do Brasileiro de 2016. E Eduardo Baptista fazia curso de aprimoramento na CBF. Ou seja havia um vácuo. Batista foi apenas avisado da contratação. E não teve o menor poder de veto.

Galiotte tinha a plena convicção de que o Palmeiras havia fracassado na Libertadores de 2016 por não ter um líder em campo. E esta virou a função de Felipe Melo. Aos 33 anos, o jogador chegou para assumir esse posto. Esperto, o jogador aproveitou o apelido de Pitbull. Sabia que iria agradar a torcida, saudosa dos tempos de Edmundo, o "Animal".

A Adidas se apressou em assinar um contrato de três anos com o jogador. Desenvolveu uma chuteira especial para ele. E queria ter o atleta como o grande vendedor de camisas, já que Gabriel Jesus já estava na Inglaterra.

Ou seja, estava tudo pronto para Felipe Melo ser o grande líder palmeirense.

Mas, aos 33 anos, não conseguiu jogar bem. Nem com Eduardo Baptista e muito menos com Cuca. O jogador continua com ótimo passe, saída de bola com cabeça levantada. Excelente preparo físico. Mas marcando mal. Extremamente faltoso e, usando a carapaça de 'líder', exagerava nas intimidações, nas provocações aos adversários.

Eduardo Baptista aceitou os exageros do jogador. Mas sentiu na pele o caos. No Uruguai, na briga generalizada após a partida contra o Peñarol, pela Libertadores. Ao afirmar que daria 'tapa na cara de uruguaio, no Uruguai, se fosse preciso', Felipe Melo foi o responsável pelo clima bélico. Ao fazer a afirmação, ele já sabia da tabela da Libertadores e que seu time atuaria em Montevidéu.

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Felipe Melo seguiu envolvido em polêmicas. Com o ex-jogador e apresentador Neto. Com Roger Guedes. Quase trocou socos com o preparador físico Omar Feitosa, por causa de um rachão.

O problema maior foi com Cuca, a quem chamou de 'covarde e mau caráter', depois de ser afastado, por dizer a companheiros que o Palmeiras 'não ganharia nada com ele como treinador', logo após a eliminação do time da Copa do Brasil pelo Cruzeiro. Acabou banido.

"O Palmeiras não é zona. Não é a casa da Mãe Joana. Felipe Melo está fora", garantiu Alexandre Mattos.

Mas ele teve de voltar atrás. Os advogados do atleta prometeram processar o clube por não permitir que ele trabalhasse com os demais jogadores. Não houve saída para os dirigentes.

A imposição da diretoria para que Felipe Melo voltasse ao grupo foi um dos motivos que fez Cuca pedir para ir embora.

O volante ficou de julho a outubro sem jogar pelo Palmeiras.

O interino Alberto Valentim o testou como titular nos treinamentos. Pensou até em colocá-lo como primeiro volante. Mas desistiu. E voltou a ser um caríssimo reserva. Contra o Corinthians, nova confusão. Desta vez com Cleyson. O problema vinha desde o primeiro semestre, quando o atacante atuava na Ponte Preta. Os dois discutiram no intervalo, em Itaquera. O corintiano teria cuspido no volante. O que fez com que Felipe Melo atirasse sua munhequeira no jogador.

Ambos deverão ser suspensos pelo STJD.

E a partir daí, deverá ser divulgada a intenção do Palmeiras em não seguir com o Pitbull para 2018.

Só que esta decisão já está tomada.

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O Palmeiras chegou a 59 partidas no ano. Felipe Melo atuou apenas em 27.

Não há motivo racional para seguir com o caríssimo contrato.

Aos 34 anos, empresários sabem.

Ele está à disposição.

O velho namoro com o Flamengo pode ser retomado.

Porque o casamento com o Palmeiras não deu certo.

As duas partes têm plena consciência.

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Foi mais um exemplo de jogador contratado sem indicação de treinador.

Dirigente precisa saber o que o técnico pensa sobre os reforços escolhidos.

E como a chance é imensa de Valentim ser efetivado...

Todos já sabem.

Felipe Melo está longe de ser indispensável.

Sua condição de reserva é mais do que óbvia.

A Adidas não planeja mais promoções com o seu Pitbull.

Assim como os cofres do clube não suportam o reserva.

Não há cabimento pagar R$ 12,6 em salários.

Mais R$ 8,4 milhões.

Nada menos do que R$ 21 milhões.

Mais R$ 20 mil a cada partida que, por ventura, dispute.

Uma das primeiras decisões para o próximo ano está tomada.

Felipe Melo deixará o clube...
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