1reuters5 Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado...
Toda a pressão sobre Neymar.

Este é o principal reflexo da convocação de Luiz Felipe Scolari.

O treinador deixou Ronaldinho Gaúcho de fora.

Ele é o melhor jogador da Libertadores.

Vive a grande fase de sua carreira depois do Barcelona.

Está melhor do que Neymar.

Mas não estará na Copa das Confederações.

Não tem cabimento.

Um treinador campeão do mundo deveria ter competência.

Mostrar saber fazer o meia render o que sabe com a camisa amarela.

Virar as costas a ele é assumir falta de tudo.

Visão, comando, talento.

Era obrigatória a presença do meia pelo menos no grupo.

Fora sua fase maravilhosa, comandando o Atlético Mineiro.

Ele seria o respaldo para o precoce time convocado.

A atitude do treinador terá várias consequências.

A maior delas expor Neymar.

O Brasil cobrará o título e grandes partidas do garoto de 21 anos.

Já a partir do amistoso do Brasil contra a Inglaterra no Rio.

No dia 2 de junho, no Maracanã.

Todas os jogos será de altíssimo risco, de muita pressão.

Felipão errou feio.

Ele adora repetir fórmulas que deram certo em 2002.

Quer seguir o mesmo caminho que fez com Romário.

Na época acertou.

O atacante fez farra no Uruguai.

Passou a noite com uma aeromoça antes do jogo em Montevidéu.

Felipão soube.

O colocou para jogar como capitão.

Ele andou em campo e acabou se queimando.

Ronaldinho Gaúcho, não.

O jogador tão garanhão quanto Romário se recuperou no Atlético.

Está vivendo uma fase excelente.

É o grande jogador da Libertadores.

Comanda a equipe com maestria.

Na Seleção nunca rendeu o que pôde.

Caberia ao técnico saber aproveitar tanto potencial.

Deixar de convocá-lo é uma atitude inaceitável.

Felipão rezou pela mesma cartilha de Parreira e Zagallo.

Sem ele, o mundo vai cobrar de Neymar.

O jovem santista de 21 anos terá de resolver todos os problemas do time.

Ele já mostrou também que é pressão demais.

Ouviu o grito de pipoqueiro na Seleção mal preparada de Mano Menezes.

E quando os jogos eram amistosos.

Valendo a Copa das Confederações, a cobrança será imensa.

Se Bernard está no grupo é por causa do camisa 10 do Atlético.

Em vez de Ronaldinho, Felipão fez suas escolhas.

O instável Jadson, o marcador Luís Gustavo do Bayern.

Kaká de fora era mais do que esperado.

Ele não consegue nem ser titular do Real Madrid.

Outra ausência sentida é de Alexandre Pato.

Ele tem muito mais potencial do que Hulk, Leandro Damião.

Mas foi prejudicado por Tite.

 Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado...

Para que Romarinho ajude na marcação de Alessandro, ele é o titular da equipe.

Pato foi perdendo espaço e ritmo.

Tem como se animar e disputar a Copa do Mundo.

Felipão sabe que ele tem mais recursos que Hulk e Leandro Damião.

Mas escolheu os dois que estão atuando como titulares constantemente.

É um outro erro grave, mas pequeno perto de Ronaldinho.

Assim como também escorrega ao abrir mão de Ramires e Ralf.

Júlio César, Daniel Alves, Thiago Silva, David Luiz e Marcelo;

Fernando, Paulinho, Hernanes (Bernard) e Oscar;

Fred e Neymar.

O Brasil não tem como fugir muito dessa formação.

É uma equipe boa.

Mas com jogadores jovens demais em posições fundamentais.

Principalmente Oscar e Neymar.

É previsível.

Em todas as cinco vezes que Felipão colocou seu time em campo, deixou a desejar.

Não conseguiu compactar o time.

As linhas são soltas, a marcação frouxa.

Neymar sempre teve de se virar sozinho no ataque.

Ao optar por um centrovante parado na área, o Brasil fica sem mobilidade.

Mais fácil de ser marcado.

Felipão não pode comemorar, sorrir.

Ele sabe que só o Brasil encara a Copa das Confederações como uma grande competição.

As demais insistem em que não passa de um laboratório.

A Espanha vai se concentrar na aprazível Miami antes de vir para o Brasil.

Mas o treinador brasileiro não deve se antecipar e comemorar.

Muito pelo contrário.

A pressão já está valendo.

Ele quis guerra com a opinião pública.

Acredita que une seu grupo assim.

Foi o que fez em 2002.

Cansou de dizer aos atletas que havia deixado de lado Romário.

Porque confiava neles.

Vai tentar fazer a mesma coisa em 2013.

Como seu esquema tático será igual ao de 2002.

Felipão acredita que o futuro do Brasil passa pelo seu passado.

E faz o que quer.

Preocupado com a rejeição à Seleção, José Maria Marin se antecipou.

Antes da convocação, pediu apoio a Felipão, ao Brasil.

Deixou claro que a missão, na cabeça dele, é patriótica.

Tenta apelar para o que a ditadura militar fez em 1970.

Mas se esquece que em 1974, o Brasil foi mal e não teve apoio da população.

Futebol é uma coisa, amor à Pátria é outra.

A manipulação não vai ser tão fácil.

Marin avisou novamente.

Independente da Copa das Confederações, Felipão continuará no cargo.

Será o comandante para a Copa do Mundo de 2014.

Marin age como se controlasse a tudo e a todos.

Mas só o tempo irá dizer se será assim.

Um desastre do Brasil pode tirar até o presidente da CBF do cargo.

E o primeiro passo foi péssimo.

Decepcionante.

Revoltante até.

Felipão não tinha o direito de deixar Ronaldinho Gaúcho de fora.

"Se eu tiver dor de barriga depois é comigo.

Eu escolho os que acho melhor."

Foi dessa maneira superficial e grossa que justificou não chamar o jogador.

Misturou arrogância e falta de visão.

Que se prepare para a cobrança.

Ele e quem não tem nada a ver com isso.

Um jogador de 21 anos chamado Neymar...
2reuters Felipão comete uma das maiores injustiças da sua carreira. Não chama Ronaldinho. Joga toda a pressão nas costas de Neymar pela conquista da Copa das Confederações. Tudo já começou muito errado...

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