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Família Oliveira domina São Paulo e Santos. Sócrates ficaria orgulhoso

Postado por Cosme Rímoli em 22/12/2017 às 10:02 em Sem categoria | 3 Comments

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Felicidade.

Esta é a sensação que domina Raí. Ele ficou eufórico ao saber que o Santos não só contratou, como fez a divulgação com o maior respeito de ter levado para a Vila Belmiro, Gustavo Vieira de Oliveira.

Uma situação inédita para o futebol [2] brasileiro. O futebol de dois campeões mundiais estão nas mãos de tio e sobrinho: São Paulo e Santos.

Em algo inédito para dois grandes clubes paulistas, tio e sobrinho serão os responsáveis pelo futebol de São Paulo e Santos.

Apesar da discrição de Raí, ele é muito próximo do filho de Sócrates. Com a morte do ídolo corintiano, o ex-jogador do São Paulo e caçula entre cinco irmãos se aproximou ainda mais da família. E se tornou grande amigo e mentor de Gustavo. A ligação vem desde a infância, quando Gustavo preferiu o time do tio e não o do pai. Quem conhece a família, em Ribeirão Preto, diz que ambos têm personalidades muito próximas.

São sérios, valorizam o estudo, o preparo. Gustavo até que tentou ser jogador de futebol. Atuou na base no São Paulo. Era segundo volante, canhoto. Mas faltou talento para se firmar no Morumbi. Foi para a Portuguesa, onde atuou como profissional. Mas logo desistiu. Preferiu estudar.

Se formou em Direito em 1999. Em vez de ser juiz, seu desejo inicial, especializou-se em Gestão do Esporte [3] pela Faculdade Getúlio Vargas, onde também chegou a lecionar, e foi membro fundador do Instituto Brasileiro de Direito Desportivo. Como advogado, já vinha prestando assessoria jurídica ao São Paulo nos últimos anos antes de se tornar gestor. Sócio do São Paulo, acabou ganhando força política rapidamente no clube.

Era comparado constantemente com o tio.

Pela seriedade e pela cultura.

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Daí a revolta de Raí com as duas passagens e dispensas do sobrinho na gerência do São Paulo. A primeira experiência foi pelas mãos do falecido Juvenal Juvêncio. Ele o escolheu em julho de 2013, depois de ter participado de negociações do clube. As principais foram a volta de Luís Fabiano e da compra de Paulo Henrique Ganso do Santos. Juvenal queria que ele aproximasse os jogadores da Comissão Técnica e que tivesse melhor relacionamento com a imprensa. Gustavo assumiu depois da desastrosa passagem de Adalberto Baptista.

Gustavo foi demitido de forma abrupta depois da eleição de Carlos Miguel Aidar, em maio de 2015. O presidente que, teria de renunciar, por várias negociações mal explicadas, o dispensou com a alegação que 'era homem de Juvenal', com quem havia rompido. Raí rompeu publicamente com Aidar pela dispensa de Gustavo.

Raí viu o sobrinho passar por um período deprimido, tenso com sua dispensa. Mas ele acabou voltando ao final do mesmo ano, com a renúncia de Aidar. Gustavo definiu um plano com Leco. Defendia um modelo de comissão técnica fixa e plano estabelecido para aproveitamento de atletas da base.

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"O modelo respeitava a história do clube, com uma visão estratégica muito clara, de fortalecimento da instituição. Estipulava que todos os jogadores fossem tratados igualmente, um número de atletas da base no elenco principal e um corpo técnico fortalecido, capacitado, identificado e exigido com base nos resultados para dar suporte ao treinador e ao auxiliar que viesse momentaneamente.

"Nosso modelo diminuía o impacto da mudança de técnico, e, no futebol brasileiro, todos os clubes grandes são desafiados a mudar de técnico a cada dois, três meses. Não me parece a melhor ideia para o São Paulo ou para qualquer clube ter uma comissão técnica formada por quem pode ir embora daqui a pouco, forçando um novo trabalho a começar do zero", detalhou.

Leco ficou tão empolgado com o plano que fez um régio contrato com Gustavo. Opositores souberam que, além dos R$ 120 mil mensais, ele ganharia 3% do lucro dos jogadores que o São Paulo negociasse com vantagem financeira. Ou seja, se o atleta fosse contratado por R$ 1 milhão e fosse vendido por R$ 8 milhões, o executivo teria direito a 3% dos R$ 7 milhões. O que provocou um escândalo no clube. A porcentagem teve de ser esquecida. O salário foi mantido. E o desgaste foi forte.

Apesar da semifinal da Libertadores, em 2016, a fraca campanha no Brasileiro, o medo do rebaixamento, custaram o emprego de Gustavo. Saiu em setembro de 2016.

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"A gente recebia orientação financeira da presidência e tinha uma obrigação de venda para fazer caixa e poder contratar, mas o orçamento foi alterando à medida que fomos avançando na Libertadores e angariando receitas. Todo o aspecto financeiro do departamento de futebol era norteado pelo orçamento", disse o gerente ao Lance!, explicando o que teria causado a sua demissão.

Além disso, opositores questionaram também a sua preferência por negociar com o empresário Eduardo Uram.

Gustavo teve convites para trabalhar em outros clubes, mas preferiu esperar. Sabia que teria mercado. Até que chegou o convite do Santos, prontamente aceito.

As diretorias de Santos e São Paulo sempre tiveram grande proximidade. Já houve troca-troca históricos. A ida de jogadores importantes do Morumbi para a Vila Belmiro e, vice-versa, é muito comum.

Tanto José Carlos Peres e Leco deixaram claro. Vão aproveitar essa inédita relação familiar, de proximidade, para fazer negócios. Os presidentes pensam da mesma maneira. Se são tio e sobrinho, não vão querer se prejudicar.

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Raí ficou tão feliz com a ida de Gustavo para o Santos como da sua efetivação como o responsável pelo futebol do São Paulo. Ambos deverão seguir o mesmo modelo de gestão. Nas inúmeras conversas que tiveram, chegaram à conclusão que o melhor é seguir um caminho simples, mas rígido. Com quatro passos básicos.

Respeito total ao orçamento. Dar respaldo para uma Comissão Técnica quase totalmente fixa. A não ser o treinador e um auxiliar. Evitar trocas de técnicos durante um campeonato. Contratações só com a aprovação do treinador, buscando atletas que encaixem com sua filosofia. E uso, de pelo menos 40% de jogadores provenientes da base no elenco.

Ou seja, Santos e São Paulo prometem seguir por uma filosofia muito parecida em 2018.

São dois campeões mundiais.

Comandados pela família Oliveira.

Sócrates ficaria orgulhoso...
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