12 Falta de ambição do Santos é decepcionante. Ponte Preta ganhou na vibração, na garra. 1 a 0 merecido, justo. O time de Dorival Júnior parecia estar disputando um coletivo...
O Santos foi castigado por sua falta de ambição. O time de Dorival Júnior não parecia que estava jogando a primeira partida das quartas do Campeonato Paulista. A Ponte Preta de Gilson Kleina não teve muita dificuldade para conseguir travar o rival mais talentoso. O time interiorano não fez nada de extraordinário, apenas marcou com firmeza e jogou com seriedade.

Gilson Kleina conseguiu acabar com o maior recurso santista, em Campinas: a velocidade. Seu time mostrou muita consciência. Conseguiu marcar 1 a 0, com o artilheiro do Campeonato Paulista, Pottker, aos 20 minutos, quando o adversário parecia estar hibernando. O time de Dorival levou 30 minutos para criar uma oportunidade. Foi decepcionante a falta de vibração santista, parecia que o time disputava um coletivo, e não uma vaga para a semifinal do Campeonato Paulista.

Se não fosse Vanderlei, a derrota santista seria maior.

Vitória interiorana justa.

A vantagem é do time que quis ganhar.

A definição da vaga ficou para segunda-feira, no Pacaembu.

O empate vale para a Ponte chegar à semifinal.

"Dava para fazer mais um ou dois gols", dizia, sincero, Renato Cajá.

"A Ponte Preta mereceu ganhar. Temos que trabalhar e tenho certeza que faremos um jogo diferente no Pacaembu. Hoje não estávamos em um grande dia. Jogadas não fluíram. Faltou concentração, velocidade, transição. Santos criou muito pouco. Foi pouco. Não jogamos bem e deixamos nos envolver. No segundo tempo melhoramos um pouco, mas foi bem abaixo do que podemos produzir. Não quero falar sobre a decisão de jogar no Pacaembu. Vamos jogar bem", garantia Dorival, querendo esquecer o mais rápido possível, com razão, o jogo de hoje.

3 Falta de ambição do Santos é decepcionante. Ponte Preta ganhou na vibração, na garra. 1 a 0 merecido, justo. O time de Dorival Júnior parecia estar disputando um coletivo...

Quem esperava o Santos com seu exuberante estilo, priorizando o ataque, com triangulações, infiltrações, intensidade e, principalmente, o brilho de Lucas Lima, se frustrou. Em Campinas, o que se viu foi uma equipe modorrenta, com lenta saída de bola, sem gana, com seus jogadores se preocupando mais em reclamar do fraco árbitro Salim Fende Chavez do que em buscar os gols. O comportamento de equipe mimada foi imperdoável.

Se o Santos decepcionou, a Ponte Preta fez exatamente o que se esperava dela. Gilson Kleina era tão criticado no Palmeiras por não saber montar times ofensivos. Mas tem aptidão para articular uma equipe que faça do contragolpe sua maior arma. Ou seja, Gilson se sente e rende melhor em clubes médios. Não há nenhum demérito nisso. Pelo contrário. É só aceitar a realidade.

Ele sabia que tudo no Santos começava com seu jogador mais discreto e eficiente. Renato. Ele tem a habilidade de um meia e dá a qualidade na saída de bola, faz com que Lucas Lima consiga achar os atacantes santistas livres. Jadson, Elton e Fernando Bob, três volantes se preocupavam mais com Renato do que com o camisa 10, o talentoso Lucas Lima. Outra vez, ele mostrou futebol decepcionante. Passou grande parte do jogo com as mãos na cintura reclamando do árbitro, dos bandeiras, dos jogadores da Ponte, do gramado, da recessão, da tercerização...

Lucas Lima não cumpriu sua obrigação. Com Renato encaixotado na intermediária, ele deveria ter iniciativa para trocar de função. Correr mais para receber a bola na intermediária santista, buscar ditar o jogo. Ser o maestro que tem potencial para ser. Só que, de novo, aceitou passivo a vontade maior do time campineiro. Basta ver a partida para entender porque deixou de ser convocado por Tite.

O Santos de Dorival Júnior é a equipe grande que mais decepciona neste 2017. Terminou bem demais o ano passado. Foi reforçada. E seu futebol piorou. A experiência de atuar com um só zagueiro foi algo inexplicável e que só prejudicou o time como um todo.

A equipe se tornou insegura.

Lenta.

Só que hoje pesou o desinteresse.

Alguém precisa avisar os santistas que o Campeonato Paulista finalmente começou. O Santos levou 30 minutos, meia hora, para dar seu primeiro chute a gol. Logo no início, aos seis minutos, Pottker ganhou na corrida da zaga e na saída de Vanderlei chutou fora. Mas a Ponte seguiu martelando. Ganhando a bola na intermediária e desfrutando os contragolpes. Para deixar tudo ainda pior para o time do litoral, David Braz, errou passe infantil na intermediária.

Os jogadores da Ponte tiveram a chance de fazer o que tanto treinaram.

Clayson lançou Nuno Paraída, que entrou na diagonal, na velocidade, no setor onde deveria estar David Braz. O lateral foi acossado por Lucas Veríssimo e tocou a bola para Pottker, livre, fazer o gol. 1 a 0, Ponte Preta, aos 20 minutos.

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O Dorival Júnior seguiu impassível, assim como seu time. Agiram como se estivesse treinando. Não havia competitividade. O time parecia não saber que era o primeiro confronto por uma vaga no torneio que virou especialidade santista, nos últimos anos, o Paulista. Victor Ferraz e Jean Mota não apareciam para o jogo, não eram o desafogo lógico da pressão campineira.

O Santos teve duas chances importantes. Uma pelo talento e outra pelo acaso. Bruno Henrique descobriu Ricardo Oliveira livre. O veterano atacante chutou forte, mas Aranha fez excelente defesa. Vitor Bueno, que outra vez foi mal, tentou cruzar, a bola desviou em Marlon e o goleiro mostrou muito reflexo. As oportunidades foram esporádicas.

No segundo tempo, a Ponte voltou ainda mais recuada, querendo ampliar nos contragolpes. Dorival colocou Copete no lugar de Vitor Bueno. Colocou Bruno Henrique na direita e o colombiano foi para a esquerda. Ricardo Oliveira no meio. O Santos abria seu esquema, partia para o 4-3-3. Só que Gilson Kleina sabia da previsível mudança.

E tratou de congestionar a intermediária. Renato e Lucas Lima seguiram sendo figuras decorativas. Não adiantaria se Dorival pudesse e colocasse seis atacantes. A Ponte, competitiva, travou o meio de campo. Criou chances nos contragolpes. Vanderlei teve até de usar o rosto para evitar o segundo gol de Pottker.

Mas o resultado acabou sendo justo.

O Santos é muito melhor individualmente do que a Ponte Preta.

Só precisa ter vontade, comprometimento.

Ou ficará fora da semifinal do Paulista...
 Falta de ambição do Santos é decepcionante. Ponte Preta ganhou na vibração, na garra. 1 a 0 merecido, justo. O time de Dorival Júnior parecia estar disputando um coletivo...

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