pele Exclusivo. O Santos tentou. Mas não tem dinheiro para pagar Pelé...

O novo presidente do Santos, Luís Álvaro, tinha um sonho.

Desejo recorrente a todos que assumem o clube.

Uma situação que parecia óbvia e, na teoria, abriria as portas do mundo: ter Pelé como garoto-propaganda.

Utilizar a imagem do rei do futebol.

Fazer do maior jogador de todos os tempos um embaixador.

Ter Pelé na hora de discutir patrocínios, amistosos, torneios internacionais.

Mesmo quando fosse apresentar um jogador, estaria lá Pelé para dar o aval.

A sua simples presença.

O seu sorriso largo seria a melhor recomendação.

Faria com que a torcida tivesse mais paciência com o novo atleta.

Ter a imagem de Pelé e a sua sagrada camisa 10 atrairia patrocinadores fortes do mundo todo, sonhava a equipe de Luís Álvaro.

Só que veio a realidade.

Pelé não pertence a Pelé.

O cidadão Edson Arantes de Nascimento não manda, não controla Pelé há muito tempo.

Ele está atrelado à marca Pelé.

Suas dezenas de contratos assinados com cartões de crédito...

Inúmeros produtos americanos, japoneses, russos...

Cruzeiros marítimos em que é obrigado a participar por agências de turismo...

Não é Edson que administra a vida de Pelé.

Ela já fugiu do seu controle há muito tempo.

São executivos internacionais com quem o ex-jogador negociou sua imagem.

Se o Santos quisesse ter Pelé como garoto-ropaganda constante, teria de pagar uma fortuna, descobriu Luís Álvaro.

Essa é apenas uma ironia do mundo moderno.

O Santos não pode, não tem como se aproveitar da sua maior descoberta.

Da sua maior joia.

Seu maior tesouro.

O máximo que Pelé fará ao clube do seu coração é estar, de vez em quando, nos camarotes da Vila Belmiro torcendo.

E sofrendo.

Tentando vibrar com uma equipe limitada, formada por veteranos e jovens promissores.

Não há dinheiro para ir além...

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