212 1024x680 Está rachando a aura de ídolo de Rogério Ceni. Depois das derrotas para o Cruzeiro e Corinthians, já ouviu as primeiras vaias. Esperto, Leco pede apoio ao técnico e foge da responsabilidade. Ceni deveria se aconselhar com o amargurado Falcão...
Rogério Ceni sabia.

Iria enfrentar a pior sequência desde que assumiu o São Paulo.

Já havia avisado a diretoria.

Enfrentar o Cruzeiro e o Corinthians duas vezes seguidas era um risco.

Poderia custar as eliminações da Copa do Brasil e do Paulista.

Ele recebeu mensagens de tranquilidade de Leco.

E até de Pimenta, os dois candidatos à presidência do clube.

Depois de o time ser derrotado no Morumbi pelos dois times.

Pelo mesmo placar, 2 a 0.

Com a equipe atuando cada vez pior, a tendência pelas eliminações é enorme.

Nada do que está acontecendo surpreende os dirigentes.

E o treinador.

A não ser um pequeno detalhe.

A reação da torcida.

Até mesmo as organizadas, muito ligadas a Leco, estão revoltadas.

E não se conformaram com os dois fracassos seguidos.

Protestaram muito diante do Morumbi.

Xingaram o time.

Líderes avisaram que não darão paz aos jogadores.

Mas foram além, pediram que Rogério Ceni fosse poupado.

De acordo com os chefes das organizadas, ele não tem culpa.

Na visão deles, o que faltaria é apenas vontade, garra ao time.

E isso seria cobrado de qualquer maneira.

Os dirigentes lembram muito bem da invasão do CCT em 2016.

E os que são mais ligados às organizadas estão pedindo calma.

Tudo isso está dentro do enredo.

O diferente é a reação contra Rogério Ceni.

Torcedores nas redes sociais e nas torcidas insistem.

Querem preservar o ídolo.

Mas o consideram despreparado para o cargo.

E já estão fazendo questão de pressionar as cúpulas das organizadas.

Querem que peçam para Leco avaliar uma possibilidade.

A de contratar Edgardo Bauza, demitido da Seleção Argentina.

Ele poderia orientar Rogério Ceni.

Aliás, essa ideia já foi aventada por alguns conselheiros.

E rejeitada pelo presidente do São Paulo.

Como os dirigentes das organizadas sabem muito bem.

Leco segue irredutível.

Rogério Ceni é intocável.

Só que os torcedores não acham.

Muitos estão começando a separar o ídolo do treinador.

No Mineirão na quarta, há um grande desânimo.

A caravana de são paulinos será muito pequena.

A há pouca fé que o time possa reverter os 2 a 0 do Morumbi.

No Itaquerão, a torcida será única, só de corintianos.

Mas cresce o questionamento ao trabalho de Ceni.

Este era um dos seus únicos medos.

Ser vaiado pela torcida que o fez o maior ídolo do São Paulo.

 Está rachando a aura de ídolo de Rogério Ceni. Depois das derrotas para o Cruzeiro e Corinthians, já ouviu as primeiras vaias. Esperto, Leco pede apoio ao técnico e foge da responsabilidade. Ceni deveria se aconselhar com o amargurado Falcão...

Sonhava em ser tratado como Zidane no Real Madrid.

Respeitado nos gramados e comandando o time.

Sabia o quanto estava arriscando.

Isso é raríssimo.

Ainda mais no Brasil.

Renato Gaúcho reconquistou a admiração dos torcedores.

Nas suas duas primeiras passagens pelo Grêmio saiu chorando.

Agora, na terceira, finalmente está sendo bem tratado.

Falcão, maior ídolo do Internacional, sentiu o que é desprezo.

Na primeira passagem, comandou o time 14 vezes.

Na segunda, 19.

E na terceira, o vexame dos vexames.

Cinco jogos.

Saiu xingado pelos torcedores que juraram amor eterno.

Na derrota contra o Cruzeiro, Ceni foi poupado.

Mas diante do Corinthians, não.

Surgiram as primeiras vaias dirigidas ao técnico.

E os inevitáveis gritos de burro.

Rogério Ceni foi 'batizado'.

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Sabe disso.

Ficou ontem mais de uma hora para dar entrevista.

Conversou com os jogadores, recebeu o apoio de dirigentes.

Mas ao caminhar do gramado para o vestiário, já havia protestos.

E ele não é surdo.

Esperto e muito bem relacionado com as organizadas, Leco acaba de postar.

Usou o twitter para se isentar de responsabilidade.

Afinal, há eleição amanhã para a presidência.

"Amigos tricolores, estamos todos tristes.

Mas confiamos plenamente no trabalho do Rogério.

O jogo não acabou.

Estamos juntos."

Escreveu.

Leco foi esperto.

Citou nominalmente o treinador que é seu escudo.

E cabo eleitoral.

Repassou a culpa ao técnico.

Mesmo sabendo que não conseguiu contratar atletas que pediu.

Como Valdivia, Hernanes e Everton Ribeiro.

Com Falcão foi a mesma coisa.

Mal começou a pressão, os dirigentes garantiram que confiavam nele.

E o demitiram sem dó, quando vieram as vaias das arquibancadas.

Rogério Ceni acreditava que com ele seria diferente.

Estaria acima do bem e do mal como treinador.

Leco e Pimenta querem mantê-lo, mesmo se houver as eliminações.

O técnico sabe disso.

Mas o controle dos dirigentes acaba aí.

Por mais intimidade que tenham com as organizadas, não há como controlar os torcedores independentes do São Paulo. Ele têm boca e poder de análise. Por isso que já questionam o trabalho de Rogério Ceni. E o vaiaram com gosto ontem.

 Está rachando a aura de ídolo de Rogério Ceni. Depois das derrotas para o Cruzeiro e Corinthians, já ouviu as primeiras vaias. Esperto, Leco pede apoio ao técnico e foge da responsabilidade. Ceni deveria se aconselhar com o amargurado Falcão...

A aura de ídolo está rachando.

Sua presença iludiu muitos são paulinos.

Como tanto queria Leco.

Ele mais do que ninguém sabe da crise financeira no clube.

Só que não é tolo.

Não oferecerá sua cabeça, às vésperas da busca pela reeleição.

Rogério Ceni que fique atento aos sinais.

No Morumbi ninguém se colocará entre ele e os torcedores.

Ele não foi contratado como grande estrategista.

Mas como ídolo, com luz para desviar o foco.

Para suportar as cobranças, a pressão nas derrotas.

Leco sabe que o time que ofereceu é fraco.

Estava sendo suficiente para a primeira fase do Paulista.

Mas chegaram as fases importantes do Estadual.

E da Copa do Brasil.

Vieram as derrotas.

Os erros.

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A incapacidade de montar um sistema defensivo decente.

E o clube está à beira de duas eliminações.

Leco já deu o recado.

Rogério Ceni está sim sozinho.

Se der a lógica e vierem as duas quedas, será mantido.

A palavra de Leco é apostar até o final de 2017.

De pouco vale o contrato até dezembro de 2018.

Se o São Paulo não chegar à Libertadores, Ceni não fica.

Vivido, ele já percebeu.

Seu respaldo é o seu passado.

Mas a memória do torcedor é muito curta.

Derrotas, eliminações, provocam amnésia.

Mesmo que o técnico tenha sido o grande ídolo.

O maior de todos os tempos no clube.

Rogério Ceni deveria telefonar para o amargurado Falcão...
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