16 Encurralado, Cuca escolheu. Colocou Dudu para decidir o clássico. E o perdeu no jogo que vale a vida do Palmeiras na Libertadores. É a força da rivalidade com o Corinthians...
Cuca foi apresentado a uma situação muito clara. Dudu ainda estava em recuperação do estiramento que teve na coxa direita. Os médicos do Palmeiras avisaram que ele poderia voltar a sentir a contusão. E aí não jogaria contra o Rosario Central.

O treinador havia perdido suas quatro primeiras partidas. Vencido apenas o rebaixado Rio Claro. Decidiu que levaria seu principal atacante para o Pacaembu. O deixaria no banco. Teria a função de perturbar psicologicamente Tite.

Mas veio a partida. Sua estratégia seria desgastar o Corinthians no primeiro tempo. Marcar a saída de bola. Enfiar seu time no tradicional 4-1-4-1 de Tite. Impor uma pressão que facilitaria a partida a um atacante veloz no segundo tempo.

Aos 16 minutos, Cuca caiu na tentação. E trocou Robinho, que nada produzia, por Dudu. Ele prometeu ao treinador que se pouparia. Guardaria energia para só ir 'nas boas'. Ou seja, lembrar que estava com um estiramento mal curado.

Só que, quando começou a partida, ele se lembrou de quanto foi ridicularizado pela torcida corintiana. Ainda a história do 'chapéu' que o Palmeiras deu no Corinthians. Como os R$ 19 milhões surgiram do nada. E evitaram que fosse ao Parque São Jorge. E desembarcasse no Palestra Itália. Seu ano instável acabou enchendo suas redes sociais de mensagens irônicas de corintianos.

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Dudu se deixou levar pelo clima do jogo. Apenas 11 minutos depois que estava em campo, deu um sprint e saltou o máximo que pôde. E conseguiu se antecipar a Cássio e marcar o gol do Palmeiras.

Tirou o boné do repórter da rádio Jovem Pan, Wanderlei Nogueira, para festejar. O boné representava o chapéu aplicado do Palmeiras no Corinthians. Estava eufórico.

Até que aos 39 minutos deu mais um pique com toda sua explosão muscular tocou, na saída de Cássio. A bola entraria, seria o segundo gol palmeirense. Mas Gabriel Jesus, impedido, chutou para as redes. E anulou a jogada.

O prejuízo foi duplo. O gol perdido. E a dor voltou forte, na parte posterior da coxa. O estiramento voltou. Até mais complicado.

Cuca, que estava com o coração eufórico no banco, gelou.

Sabia, Dudu, não jogaria contra o Rosario Central.

Foi avisado pelos médicos.

Não valeria a pena nem levá-lo para fazer mistério, confundir o treinador Eduardo Coudet. O deslocamento de avião até a Argentina seria péssimo para o atacante. O tratamento deveria ser começado imediatamente.

Cuca não teve o que fazer.

Perdeu sua maior referência nos contragolpes, na partida que vale a vida do Palmeiras na Libertadores. Uma derrota e a eliminação estará confirmada.

Cuca teve de engolir em seco.

Poderia ter segurado Dudu no banco.

Mas se o Palmeiras tivesse perdido novamente, não teria reconquistado a tranquilidade e a confiança. Só um triunfo contra o grande rival os traria de volta.

Por isso, o treinador não se lamenta com o departamento médico.

A escolha de Cuca terá consequências amanhã.

Mas o treinador não se arrepende.

Mesmo se a equipe cair na Libertadores, não lamentará.

Essa é a força da rivalidade entre Palmeiras e Corinthians...
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