118 Empate com o Barcelona foi o menos importante. Santistas desabafam pela viagem até o Equador
"Eu entendo que poderia ter sido bem melhor. Já conversamos a respeito disso com a diretoria. Falo em nome do grupo. Sentimos muito a viagem. Entendemos a dificuldade do clube, mas com uma competição tão desejada, querendo avançar para a semifinal... Um esforço de todo mundo é bem-vindo. Não digo que não a diretoria não se esforça, mas vamos cobrar, sim. Uma logística melhor, com maior descanso.

"Sabemos a cobrança que sofremos. Não é desculpa, seríamos cobrados se perdêssemos. Se ganhássemos, falaria da mesma coisa. Saímos daqui satisfeitos. Não quero que fique ar de protesto, mas de repente um esforço melhor facilitaria um grande desempenho em campo."

O que deveria ser a comemoração pelo ótimo empate, em 1 a 1, com o Barcelona, em Guayaquil, gols de Bruno Henrique e Jonatan Álvez, virou um desabafo. Ricardo Oliveira cobrou publicamente o desgaste da viagem do Santos até o Equador.

O presidente Modesto Roma quis economizar e não fretou um voo, mesmo com o time entrando para disputar a primeira partida das quartas de final da Libertadores. E também não teve habilidade política para antecipar o clássico contra o Corinthians para sábado, o que daria um dia a mais de descanso aos santistas.

O saldo do jogo disputado, corrido, tenso foi Bruno Henrique e Lucas Lima contundidos. Ambos com lesões musculares.

O meia e principal jogador santista estava irritadíssimo. Ele demonstrava saber o motivo de sua contusão, que o torna dúvida para o confronto decisivo, na próxima semana, na Vila Belmiro.

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"Senti embolar meu músculo, infelizmente. Deve ser pela viagem, 16 horas. Temos que rever isso daí", desabafa, nervoso.

Os jogadores santistas decidiram antes da partida expor o sacrifício que se submeteram. Acabaram exaustos pela viagem de 16 horas. Pela falta de descanso. Pela não antecipação do clássico. E fizeram um pacto para cobrar a direção publicamente. Uma pequena vingança por tanto sacrifício.

Levir Culpi preferiu não aumentar a polêmica.

E comemorava o ótimo empate.

"O que vimos foi um jogo extremamente físico, baseado nas bolas de linha de fundo e cruzamentos, principalmente do Barcelona. Não tivemos muitas oportunidades, mesmo assim tivemos duas ou três ótimas chances no primeiro tempo. Sofremos um gol de bola parada. Estou muito feliz com o empenho dos jogadores. Todos se entregaram e deram 100%.

"Agora é nossa vez, vamos jogar em casa, com nossa torcida. Podemos render ainda mais em casa e com o apoio do torcedor. Se pensarmos no equilíbrio que é a Libertadores, a vantagem é muito boa. Teremos agora a nossa torcida e a oportunidade de fazer um gol e liquidar o jogo."

Se a diretoria não dá descanso aos atletas, o treinador dará.

E colocará time reserva contra o Botafogo, sábado, no Rio.

Queira Modesto Roma ou não...
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