129 Em três minutos, o Palmeiras conseguiu uma virada espetacular. Venceu o Santos em plena Vila Belmiro. Acabou com um tabu de seis anos. Graças a Fernando Prass, o grande personagem do clássico...
O Palmeiras conseguiu uma virada espetacular na Vila Belmiro. Bastaram três minutos. E Jean e Willian marcaram aos 40 e 43 minutos. Acabaram com a vantagem aberta por Ricardo Oliveira. Conseguiu vencer o Santos por 2 a 1, depois de 11 jogos sem vitórias no estádio santista. Quebrou um tabu de seis anos. E ganhou ainda mais confiança no futuro.

Mas o grande personagem da partida foi Fernando Prass. O goleiro palmeirense fez pelo menos quatro defesas sensacionais. E assegurou o importantíssimo, e até injusto, triunfo do time de Eduardo Baptista.

A situação do Santos está complicada no Campeonato Paulista.

Fora da zona de classificação.

Está atrás de Ponte Preta e Mirassol.

E pior.

Perdeu os três clássicos que disputou em 2017.

Para São Paulo, Corinthians e Palmeiras.

São Paulo e Palmeiras em plena Vila Belmiro.

Além da derrota e da situação difícil, a torcida santista teve de suportar as provocações de Felipe Melo. O jogador teve de suportar um dolorido coro durante toda partida. "Não é mole, não. O Felipe Melo afundou a Seleção." Era uma clara alusão à sua atuação no Mundial de 2010 contra a Holanda.

O provocativo volante até dançou ao som do coro no intervalo da partida.

Ele estava apenas o jogo acabar.

Quando o Palmeiras venceu, foi à forra.

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Mal acabou a partida, ele encarou os torcedores santistas.

Mostrou a camisa, apontou o distintivo.

E gritou.

"Aqui é Palmeiras, porra...

"Tem de respeitar..."

O volante estava feliz.

Conseguiu cumprir sua missão.

Anular Lucas Lima, o mais talentoso santista.

E ainda devolveu, em dobro, as provocações...

"Estou acostumado a jogar em caldeirão. Cinco mil, oito mil não é caldeirão. Caldeirão é lá no chiqueiro. A provocação faz parte do futebol. Eu gosto disso. Não vamos deixar o futebol morrer", dizia, entusiasmado, Felipe Melo.

Provocações à parte, foi uma belíssima partida.

O primeiro tempo teve ritmo impressionante.

E com os dois times criando chances incríveis de gol. A proposta de Dorival Júnior era fazer o Santos se impor na sua casa. E tratou de colocar sua equipe marcando alto a saída de bola palmeirense. Eduardo Baptista sabia que seria assim. E tratou de articular a equipe verde para contragolpear em velocidade.

Os dois sistemas defensivos estavam falhos. O que proporcionou muita emoção durante os primeiros 45 minutos. Aos cinco minutos, Borja obrigou Vladimir a excelente saída, evitando o primeiro gol. Mas aos 18 minutos, o inacreditável chegou até à Vila Belmiro. Bruno Henrique cruzou da esquerda e a bola sobrou para Vitor Bueno livre, na direita. Ele estava a dois metros das traves. Só ele e a bola, ela havia passado por Fernando Prass. Mas ele deu uma furada absurda, simplesmente a bola passou por baixo do seu pé direito. Lance bizarro...

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O Santos seguia explorando a velocidade pelos lados do campo. Mas não com a eficiência de sempre. Felipe Melo conseguia domar o cérebro santista, Lucas Lima. Os dois protagonizaram o duelo mais interessante do clássico. Dorival precisava vencer e escancarou seu time. Colocou a equipe no 4-3-3. Mostrou coragem porque sabia que Eduardo Baptista optaria pelo 4-1-4-1. As duas propostas de jogo diferentes deixava os santistas perigosos atacando e os palmeirenses envolventes contragolpeando.

Foi um bombardeio dos dois lados. Vladimir e Fernando Prass fizeram excepcionais defesas no primeiro tempo. O Santos chegou a acertar a trave palmeirense por duas vezes. A primeira, em uma cabeçada de Bruno Henrique. A segunda, foi inesquecível. Ricardo Oliveira deu um belíssimo toque de letra e Fernando Prass, em puro reflexo, conseguiu tocar na bola que acabou beijando o travessão.

Mas haveria tempo para o show de Vladimir. Ele fez três ótimas defesas seguidas. Em chute de Borja, na fortíssima cabeçada de Mina e em outro arremate violento de Guerra.

Os dois goleiros foram incríveis.

No intervalo, Eduardo Baptista quase coloca tudo a perder. Ele trocou Guerra por Egídio. Queria resguardar ainda mais o meio, com Zé Roberto se tornando um terceiro volante. O técnico acabou por tirar o elo entre meio e ataque. Deixou Dudu e Borja órfãos. Encolheu seu time, o que foi ótimo para o Santos. Foi um massacre. O Santos criou inúmeras chances. Fernando Prass foi o estraga prazer, tendo uma atuação de gala.

Depois de três milagres, o inevitável gol santista. Victor Ferraz cruzou para Bruno Henrique cabecear livre. A bola bateu em Jean e procurou Ricardo Oliveira. O toque do artilheiro foi fatal. Santos 1 a 0, ao 29 minutos.

Justiça no placar.

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Mas coube a Eduardo Baptista corrigir seu erro.

E trocou com acerto Zé Roberto por Willian.

Ele fez companhia a Roger Guedes que substituíra Keno.

O Palmeiras passou a atuar na vibração, na correria.

Era mais vontade, gana do que raciocínio, estratégia.

E a volúpia deu certo.

Roger Guedes deu duas assistências perfeitas.

Aos 40 minutos, ele descobriu Jean livre.

O lateral bateu cruzado e Vladimir falhou.

1 a 1, aos 40 minutos.

O gol incendiou o Palmeiras.

E imobilizou os santistas.

Resultado, virada.

Roger Guedes deu o drible da vaca em Zeca.

E cruzou para Willian completar para as redes.

2 a 1, Palmeiras.

Pelo volume de jogo, vitória injusta.

Pelos vibração, vontade, três pontos merecidos.

Fim do tabu de seis anos.

A confirmação do elenco mais recheado do Brasil.

Eduardo Baptista precisa se conscientizar.

O Palmeiras de 2017 foi montado para atacar.

Não para ficar acovardado atrás.

Só assim poderá sonhar com um ano grandioso.

E o Santos tem de acordar.

Perder três clássicos seguidos é um sinal.

Há algo de errado no time de Dorival Júnior.

Esta inconstância durante os jogos pode ser fatal.

Mortal na competição mais desejada, a Libertadores...
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